quinta-feira, outubro 18, 2012

Uma pergunta à presidente sobre cotas para o serviço público.


Comentando a Notícia


Sabemos que, sob as luzes do PT, a partir de 2003, houve um boom no tocante a cargos de confiança na esfera federal.

Os nomeados, todos por indicação política da base aliada ao governo petista, entraram pela porta dos fundos. Não se julgou o mérito, a competência, a experiência para a função, sequer a formação técnica profissional para o exercício dos cargos para os quais foram nomeados livremente, milhares de apadrinhados.

Quero me ater apenas ao período de governo  de Dilma Rousseff, iniciado em 01º de janeiro de 2011. Esqueçamos os dois mandatos de Lula.

Pois bem, dos mais de 22 mil cargos de confiança, todos chancelados pela presidência, quantos são negros, pardos ou indígenas? Quantos estudaram e se formaram em escolas públicas, ou tais “detalhes” não foram levados em conta na hora da nomeação? Ou o governo de Dilma Rousseff, ao chancelar suas nomeações, preocupou-se muito mais em “agradar” sua base aliada, do que em praticar justiça racial? 

Deixo, portanto, em aberto, a seguinte pergunta: dos mais de 22 mil nomeados para cargos de confiança em seu governo, quantos eram negros ou pardos? Foi obedecida a cota de “50%” para a cor de pele, tal como agora se pretende impor para os concursados que sempre foram admitidos no serviço público através do mérito, verificados através de concursos livres e democráticos, com oportunidades iguais para todos?

Se, ao conduzir mais de 22 mil pessoas para cargos de confiança, portanto de livre indicação e nomeação pela presidência da República, a senhora Dilma Rousseff seguiu os mesmos critérios de seleção que ora pretende implementar aos concursados, aí poderemos abrir um debate a respeito. Do contrário, e dada a sua incrível incoerência, o melhor  que ela tem a fazer é fechar o bico e abandonar sua estúpida intenção. Pretos, brancos, pardos, vermelhos, amarelos, todos são iguais e merecem ver respeitados os direitos constitucionais a todos igualmente concedidos.

Ao ser empossada na presidência do Brasil, a senhora Dilma Rousseff jurou cumprir e fazer cumprir a constituição. Deste modo, não pode quebrar seu juramento e deve, portanto,  considerar a todos iguais perante a lei, sem distinção de cor, sexo, religião ou ideologia política. Ou neste capítulo, o texto constitucional foi alterado e não nos avisaram?