Fernando Mello
Folha de São Paulo
Licitações vencidas por construtoras brasileiras no exterior para execução de obras que tiveram o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva são investigadas por suspeita de corrupção e irregularidades.Na semana passada, o chefe do Ministério Público da Costa Rica, Jorge Chavarría, determinou a abertura de investigação sobre a concessão, por 30 anos, da rodovia mais importante do país à OAS, que desembolsará US$ 524 milhões. Estima-se que ela recupere o valor em cinco anos e arrecade US$ 4 bilhões na vigência do contrato. O Ministério Público investigará se houve tráfico de influência e enriquecimento e associação ilícitos. O inquérito se baseia em petição de advogados, segundo a qual o contrato tem “a finalidade de enriquecer a OAS”.
Os advogados alegam ainda que houve pagamento de propina. “A história não conhece um caso tão evidente de corrupção em nosso país.” A comissão de controle da Assembleia Nacional também abriu investigação. “A rodovia será a mais cara da América Latina: cada quilômetro custará US$ 9 milhões”, disse o deputado José María Villalta. No Brasil, o custo de 1 km é um terço disso, segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Parlamentares também questionam o fato de o ministro de Obras Públicas e Transportes, Pedro Castro, ter assessorado a OAS antes de assumir o cargo, além de o contrato isentar a empresa de pagar alguns impostos.
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Do 247
O chefe do Ministério Público da Costa Rica, Jorge Chavarría, determinou a abertura de investigação sobre a concessão, por 30 anos, da rodovia mais importante do país à OAS, , com arrecadação estimada em US$ 4 bilhões em cinco anos.
As licitações vencidas tiveram o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagens patrocinadas pela empreiteira, em agosto de 2011.
Segundo a Folha, o Ministério Público investigará se houve tráfico de influência e enriquecimento e associação ilícitos. Advogados alegam que houve pagamento de propina.
A comissão de controle da Assembleia Nacional também abriu investigação. "A rodovia será a mais cara da América Latina: cada quilômetro custará US$ 9 milhões", disse o deputado José María Villalta. No Brasil, o custo de 1 km é um terço disso, segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).
No Panamá, uma obra da Odebrecht também gera polêmica por estar em área eleita pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Lula visitou parte do projeto em 2011, em viagem bancada pela empresa.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Diante dos protestos ocorridos após a abertura das investigações e conhecimento das denúncias, sabem o que aconteceu? Simplesmente, o governo da Costa Rica cancelou a concessão da brasileira OAS. Mas o inquérito prosseguirá.
É o que dá o caixeiro viajante Luiz Inácio achar que, no restante do mundo, as maracutaias são iguais às nossas. Nem todos os países têm imensos tapetes para a politicalha jogar a sujeita para debaixo deles.