terça-feira, abril 09, 2013

S&P rebaixa OGX por atrasos na produção e aumento nos custos


Gustavo Kahil
Exame.com

Segundo a agência, a petroleira de Eike Batista irá permanecer bastante alavancada até 2015

Divulgação 

Produção dos poços em operação da OGX têm ficado aquém das estimativas

São Paulo – O nível de produção de petróleo abaixo do esperado e o aumento nos custos levaram a Standard and Poor’s a rebaixar a nota de crédito da OGX (OGXP3) nesta quarta-feira. A agência de classificação de risco argumenta que esse cenário deve contribuir para que as suas métricas de crédito fracas nos próximos dois anos.

A nota de crédito foi cortada nesta quarta-feira de B para B-. A perspectiva é negativa, o que significa que uma nova ação sobre a nota da empresa pode ser de um novo corte.

"Os ratings da OGX refletem a nossa visão de seu perfil de risco de negócios “vulnerável”, dadas as incertezas em relação a sua capacidade para atingir o nível de produção esperado para os próximos dois anos",  ressaltam as analistas Renata Lotfi e Fabiola Ortiz, que assinam o documento.

As incertezas sobre a produção nos poços em desenvolvimento são preocupação constante para os investidores e a queda das ações no ano já chega a 49% - o segundo pior desempenho do Ibovespa em 2013.

A S&P lembra que o nível de produção em cada um dos dois primeiros poços da empresa estabilizou-se em aproximadamente 5.000 barris por dia, bem abaixo das expectativas iniciais de 10.000. Além disso, o terceiro poço conseguiu apenas uma produção de 3.800 barris diários.

























Dívida
Segundo a S&P, a OGX irá permanecer bastante alavancada até 2015, quando a dívida recuaria rapidamente como resultado do aumento da produção. Até lá, as analistas estimam que a empresa precisaria de fontes adicionais de caixa para manter os investimentos atuais.

Uma das opções seria a opção de venda (put) de até 1 bilhão de dólares a ser exercida contra o controlador Eike Batista. Outra alternativa seria a cessão parcial (farm-out) de alguns ativos. 

"Isso ocorre porque não esperamos que a produção de 2014 gere fluxos de caixa operacionais suficientes para continuar financiando investimentos e pagamentos de juros", afirmam Renata e Fabiola. 

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Dentro da megalomania do “Brasil potência” alimentada por Lula, Eike foi uma das estrelas que mais receberam mimos federais prá lá de especialíssimos.  Sua pretensa fortuna cresceu na esteira de empresas “promessas”, regadas a muita grana do BNDES. Não foi o único “agraciado”. O PT, especialmente Lula, fez sua vida política descendo o sarrafo na tal das “zelites”, mas no poder, aliou-se à elite econômica, elegendo alguns privilegiados que seriam alimentados com papinha federal para elevar o Brasil à uma potência sem igual no universo.

De outro lado, na seara política, Lula aliou-se com o que havia de mais retrógrado para se manter no poder e dele se alimentar.

Assim, para que o mico não estoure no colo do senhor Luiz Inácio, já se anuncia que o governo federal vai dar uma mãozinha para o “coitado” do Eike não quebrar. 

Infelizmente, o PT está copiando o mesmo modelo adotado pelos militares, entre 64 e 85, para se manterem no poder, e deu no que deu.  Por isso é que, o que devemos temer, é a herança maldita que deixarão para o Brasil. Precisaremos de muitas décadas de sacrifícios para varrer o lixo deixado não só na economia, mas em todas as áreas, passando pela educação, saúde, segurança, infraestrutura e na própria administração pública. 

E, sobre Eike Batista, em um país sério, o poder público não mais injetaria dinheiro bom em negócio ruim ou mau gerido. Afinal, o dinheiro que está sendo torrado  nem pertence ao Eike muito menos ao caixa do PT. E ele está fazendo falta em muitas outras áreas, bem mais carentes e prioritárias ao interesse do país.