Danilo Fariello
O Globo
Empresa fluminense ficou atrás apenas da Celg, de Goiás. Distribuidora com melhor serviço foi a Coelce, do Ceará
A lista da Aneel leva em conta o número de interrupções no fornecimento de energia
Domingos Peixoto / O Globo
Equipe da Light trabalha para resolver um 'apaguinho'
na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou a Light, que atende a capital do Rio, como a segunda pior distribuidora no ranking de continuidade do serviço de 2013. Entre as grandes do país, a empresa fluminense ficou atrás apenas da Celg, distribuidora que atua em Goiás e passou por um longo processo de deterioração e endividamento — o que a levou a ficar impedida de aplicar reajustes tarifários aos seus consumidores —, até ser adquirida pela Eletrobras, medida formalizada na última terça-feira por decisão da própria Aneel.
A lista da Aneel leva em conta o número de interrupções no fornecimento de energia nas áreas de atuação das distribuidoras e o tempo decorrido até o restabelecimento do serviço.
O ranking listou as 35 distribuidoras que atendem grandes mercados (acima de 1 Terawatt) e colocou a Light na 34ª posição. A primeira colocada foi a Coelce, do Ceará, seguida por CPFL Santa Cruz e Cemar (Maranhão). A Ampla, que também atua no Rio, ficou na 27ª posição.
Em 2012, a Light foi a 32ª colocada e a Ampla foi a 25ª, ou seja, ambas as distribuidoras com atuação no estado do Rio caíram no ranking de continuidade do serviço da Aneel em 2013.
Procurada pelo GLOBO, a Light informou que "as ligações clandestinas - os chamados ‘gatos’- sobrecarregam o sistema de tal forma que provocam de forma recorrente essas interrupções".
Ainda segundo a Light, em sua região de atuação, o furto de energia corresponde ao consumo anual do estado do Espírito Santo. Com isso, a empresa perde em faturamento cerca de R$ 12 bilhões por ano.
A Light destaca, ainda que, há áreas de risco na sua região de atuação onde existe dificuldade de acesso. "Só para citar um exemplo, no último fim de semana, um confronto entre traficantes e polícia na comunidade de Manguinhos resultou em danos em diversos equipamentos da Light como tiro nos transformadores, queda de postes e incêndio nos cabos de baixa e média tensão". Eles dizem, ainda, que a situação de segurança atrasou o início dos reparos necessários para restabelecimento da luz na região citada.
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As multinacionais e o racionamento
Lauro Jardim, Veja online
Executivos de empresas americanas – todos pesos-pesados dos setores de energia e infraestrutura - reunidos anteontem no Hotel Unique, em São Paulo, foram unânimes em apontar que o racionamento vem neste ano.
Só não cravaram se a medida seria tomada antes ou depois das eleições. A embaixadora americana no Brasil, Liliana Ayalde, participou do evento.
