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Motivos, todos possuem para dar o dito pelo não dito, mas, convenhamos, assim está demais. Não mudou nada. O desempenho do governo é o mesmo dos últimos quatro anos. Hesitações, promessas não cumpridas, cabeças batendo a todo instante. Não era o que foi anunciado logo após a reeleição do presidente, aliás, pelo próprio.
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Esta semana, depois de sucessivas proclamações no sentido de destravar o Brasil, o Palácio do Planalto voltou atrás mais uma vez, divulgando ter ficado para o próximo ano o pacote econômico da retomada do crescimento. Há mais de um mês que a equipe econômica se reúne com o chefe do governo, sob o controle austero da chefe da Casa Civil. A última notícia era de que hoje, sexta-feira, o País tomaria conhecimento das renúncias fiscais, do auxílio às empresas, da diminuição de impostos e toda uma parafernália otimista.
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Continua tudo como estava
Ficou acertado até mesmo que, ontem, o recém-criado Conselho Político tomaria conhecimento do pacote, mesmo impedidos os presidentes de partidos de dar sugestões antecipadas. Pois bem. A reunião do Conselho Político ficou para depois das calendas e o pacote, aqui chamado de "Conceição", aquele que se subiu, ninguém sabe, ninguém viu, continua nas profundezas.
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O novo ministério era para ser conhecido em dezembro. Isso às segundas, quartas e sextas-feiras, porque às terças, quintas e sábados o presidente dizia não ter pressa. Agora o ministro demissionário da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, recebeu apelo para ficar até 31 de janeiro. Um ou outro colega estaria sendo sondado para continuar. Outros não recebem qualquer sinal.
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Continua tudo como estava: perplexidades, tiros dados a esmo, fogo amigo atingindo o governo e a sociedade na ignorância do que serão os próximos quatro anos. Serão iguaizinhos aos que se encerram, propícios a pressões fisiológicas dos partidos aliados ávidos de participar do banquete da inconseqüência...
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Data marcada
O que significaram os debates parlamentares deste meio de semana, depois que a opinião púbica insurgiu-se contra o abusivo aumento de 91% dos vencimentos de deputados e senadores? Apenas, cortinas-de-fumaça. Enrolações para que, a partir de fevereiro, já tendo a população esquecido a própria indignação, venha a ser placidamente aprovado o aumento de R$ 12 mil para 24 mil para cada parlamentar, mantendo-se, é claro, todas as demais benesses e privilégios com que se aquinhoaram há anos. Trata-se de um golpe explícito, com data marcada. Não há nada que resista às festas de Natal, de Ano Novo e às férias de janeiro para amolecer o coração dos povos.
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Não apenas o baixo clero, mas até as lideranças dos principais partidos chegarão para abrir a nova legislatura, em fevereiro, dispostos a equiparar seus subsídios aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Que de tabela também verão aprovado o projeto destinado a elevar os vencimentos dos Meritíssimos, obviamente logo depois seguidos pelos vencimentos parlamentares.
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Só falta mesmo cuidar do Poder Executivo, e ninguém duvide de que em agradecimento às vagas abertas no futuro ministério não faltarão dirigentes partidários decididos a estender também ao presidente, aos ministros e principais funcionários federais os vencimentos de R$ 24 mil. Até a próxima indignação popular, muita água barrenta passará sob a ponte.
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Apoio de Lula
Importa começar com a premissa de que em sua vida pública o deputado Aldo Rebelo conquista, entre os 512 colegas, a pole-position. Poucos parlamentares terão apresentado folha de trabalho tão profícua quanto a desse comunista que, além de acreditar, vive invocando Deus. O diabo, para ficar nos contrários, é que Aldo se viu envolvido em manobras que até agora não havia praticado.
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Pretendendo, com muita justiça, continuar na presidência da Câmara, deixou-se levar pelo canto da sereia do baixo clero. Aderiu ao inexplicável aumento de 91% para os companheiros e até se viu apoiado no pincel, quando Renan Calheiros levou-lhe a escada. Tudo indica que Aldo será reconduzido ao cargo que ocupa.
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Mas ninguém se iluda quando explosões de júbilo se registrarem no Planalto, a pretexto de ter sido o apoio de Lula o principal fator da reeleição. O responsável pela vitória será o presidente da Câmara. Desafortunadamente, respaldado pelos que pretendem ter aumentados abusivamente os salários.
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Esta semana, depois de sucessivas proclamações no sentido de destravar o Brasil, o Palácio do Planalto voltou atrás mais uma vez, divulgando ter ficado para o próximo ano o pacote econômico da retomada do crescimento. Há mais de um mês que a equipe econômica se reúne com o chefe do governo, sob o controle austero da chefe da Casa Civil. A última notícia era de que hoje, sexta-feira, o País tomaria conhecimento das renúncias fiscais, do auxílio às empresas, da diminuição de impostos e toda uma parafernália otimista.
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Continua tudo como estava
Ficou acertado até mesmo que, ontem, o recém-criado Conselho Político tomaria conhecimento do pacote, mesmo impedidos os presidentes de partidos de dar sugestões antecipadas. Pois bem. A reunião do Conselho Político ficou para depois das calendas e o pacote, aqui chamado de "Conceição", aquele que se subiu, ninguém sabe, ninguém viu, continua nas profundezas.
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O novo ministério era para ser conhecido em dezembro. Isso às segundas, quartas e sextas-feiras, porque às terças, quintas e sábados o presidente dizia não ter pressa. Agora o ministro demissionário da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, recebeu apelo para ficar até 31 de janeiro. Um ou outro colega estaria sendo sondado para continuar. Outros não recebem qualquer sinal.
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Continua tudo como estava: perplexidades, tiros dados a esmo, fogo amigo atingindo o governo e a sociedade na ignorância do que serão os próximos quatro anos. Serão iguaizinhos aos que se encerram, propícios a pressões fisiológicas dos partidos aliados ávidos de participar do banquete da inconseqüência...
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Data marcada
O que significaram os debates parlamentares deste meio de semana, depois que a opinião púbica insurgiu-se contra o abusivo aumento de 91% dos vencimentos de deputados e senadores? Apenas, cortinas-de-fumaça. Enrolações para que, a partir de fevereiro, já tendo a população esquecido a própria indignação, venha a ser placidamente aprovado o aumento de R$ 12 mil para 24 mil para cada parlamentar, mantendo-se, é claro, todas as demais benesses e privilégios com que se aquinhoaram há anos. Trata-se de um golpe explícito, com data marcada. Não há nada que resista às festas de Natal, de Ano Novo e às férias de janeiro para amolecer o coração dos povos.
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Não apenas o baixo clero, mas até as lideranças dos principais partidos chegarão para abrir a nova legislatura, em fevereiro, dispostos a equiparar seus subsídios aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Que de tabela também verão aprovado o projeto destinado a elevar os vencimentos dos Meritíssimos, obviamente logo depois seguidos pelos vencimentos parlamentares.
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Só falta mesmo cuidar do Poder Executivo, e ninguém duvide de que em agradecimento às vagas abertas no futuro ministério não faltarão dirigentes partidários decididos a estender também ao presidente, aos ministros e principais funcionários federais os vencimentos de R$ 24 mil. Até a próxima indignação popular, muita água barrenta passará sob a ponte.
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Apoio de Lula
Importa começar com a premissa de que em sua vida pública o deputado Aldo Rebelo conquista, entre os 512 colegas, a pole-position. Poucos parlamentares terão apresentado folha de trabalho tão profícua quanto a desse comunista que, além de acreditar, vive invocando Deus. O diabo, para ficar nos contrários, é que Aldo se viu envolvido em manobras que até agora não havia praticado.
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Pretendendo, com muita justiça, continuar na presidência da Câmara, deixou-se levar pelo canto da sereia do baixo clero. Aderiu ao inexplicável aumento de 91% para os companheiros e até se viu apoiado no pincel, quando Renan Calheiros levou-lhe a escada. Tudo indica que Aldo será reconduzido ao cargo que ocupa.
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Mas ninguém se iluda quando explosões de júbilo se registrarem no Planalto, a pretexto de ter sido o apoio de Lula o principal fator da reeleição. O responsável pela vitória será o presidente da Câmara. Desafortunadamente, respaldado pelos que pretendem ter aumentados abusivamente os salários.