quarta-feira, dezembro 27, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Lula pediu ajustes nas medidas para o crescimento, diz Tarso
Agência JB
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos membros da equipe econômica para que fossem feitos alguns ajustes nas medidas em estudo para 'destravar' o crescimento econômico. Por isso, o anúncio do pacote foi adiado para janeiro, explicou nesta quinta-feira o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.
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Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro negou que o pacote tenha sido rejeitado pelo presidente.
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- As medidas não foram rejeitadas pelo presidente. Ele pediu que elas sejam mais aperfeiçoadas. O presidente pediu mais exatidão, mais segurança, mais coerência interna, porque as medidas devem despertar muita confiança da sociedade brasileira a respeito do desenvolvimento - acrescentou.
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Um dos possíveis aperfeiçoamentos, exemplificou Genro, seria a avaliação das vantagens e possíveis impactos orçamentários das medidas de desoneração tributária para alguns setores da economia. Genro comentou ainda que o acordo sobre o novo salário mínimo não deve ser entendido como uma derrota para o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
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- O olhar da Fazenda é sempre um olhar mais preocupado com a questão das contas. É notório que o ministro Guido tinha uma esperança de que fosse um pouco menor o salário mínimo - disse.
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Deputado do PSOL ataca senadores
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O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) diz que falta autoridade aos senadores para dar lição de ética aos deputados. Acusa o presidente do Senado, Renan Calheiros, de defender o aumento e depois roer a corda.
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Vôos: deputado pede vistas e comissão é extinta
Portal Terra
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A Comissão Externa de Controle de Tráfego Aéreo na Câmara dos Deputados teve um fim "melancólico", segundo seu presidente, deputado Alceu Collares (PDT-RS). O parlamentar decidiu extinguir a comissão depois que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), ligado à área militar, pediu vistas ao relatório.
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A decisão de Bolsonaro impediu a votação do documento no último dia de trabalho das comissões no Congresso. Collares se mostrou descontente com o relatório que responsabilizava o comando da Aeronáutica pelo caos aéreo instalado no País.
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- Como estamos no limite da legislatura e houve um pedido de vistas do deputado Jair Bolsonaro, nós não temos condições regimentais para convocar uma nova reunião da comissão e nem para fazer com que ela continue seus trabalhos na próxima legislatura - disse Collares.
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- O relatório tinha contradições e causava polêmica, mas podíamos ter discutido mais. A comissão termina de forma melancólica - completou. Para Bolsonaro, "o relatório era extremamente parcial e não servia para nada".
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Renda do trabalhador aumentou 5,7% em um ano, mas é inferior a 2002
Agência Brasil
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O rendimento médio do trabalhador brasileiro apresentou, em novembro deste ano, aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2005. A Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e realizada nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras, mostra que o salário médio de um trabalhador no mês passado foi de R$ 1.056,60, cerca de R$ 56 a mais do que em novembro de 2005.
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Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, o crescimento acumulado nos onze primeiros meses de 2006 é maior do que o dos três anos anteriores, mas ainda não chega aos valores alcançados pelos trabalhadores no ano de 2002.

- A economia não cresceu a ponto de ter uma recuperação de rendimento comparando com o ano de 2002, mas temos, dentro desse período, uma recuperação. Isso porque você tem um salário mínimo maior, o que ainda se reflete na pesquisa, uma inflação de certa forma contornada, e uma maior absorção no mercado de pessoas com carteira assinada - disse Azeredo.

O rendimento médio dos onze primeiros meses de 2006 foi de R$ 1.034,70, 4,3% maior do que os R$ 992,30 de 2005 e 5% maior do que os R$ 985,70 de 2003. Comparando o rendimento de novembro de 2006 com o mesmo período de 2002, por exemplo, o trabalhador teve uma perda de cerca de R$ 41 em seu poder de compra - o valor, na época, corrigido pela inflação (IPCA), era o equivalente a R$ 1.097,83 de hoje.
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Câmara derruba lobby dos artistas
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A Câmara dos Deputados rejeitou na noite de ontem emendas do Senado ao projeto de lei que inclui investimentos em esportes entre os que podem ser deduzidos do Imposto de Renda. As emendas foram apresentadas após atrito entre esportistas e artistas, fixando o total das deduções em 8%, para afastar a possibilidade de que o texto inicial retirasse incentivos à cultura. O projeto agora, com teto de isenção em 4%, segue à sanção do presidente Lula.
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Brasil, um país na informalidade
Jornal do Brasil
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A maioria dos trabalhadores brasileiros são informais. Segundo a pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 52% da população empregada não contribui para a Previdência Social, o que indica que são autônomos ou não têm carteira assinada. Contribuem, sim, para aumentar o déficit da Previdência, de R$ 42 bilhões previstos para este ano.
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Nas regiões Norte e Nordeste, a informalidade é ainda mais alta. No Nordeste, o percentual de trabalhadores que deixam de contribuir para a previdência social é de 70% e, no Norte, de 66%. O Maranhão é recordista nesta estatística: 80% dos trabalhadores não pagam o INSS. A pesquisa refere-se a 2005.
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As preocupações dos gestores da Previdência Social não param por aí. A pesquisa revelou o envelhecimento da população brasileira. Na última década, aumentou em 5 milhões o número de idosos no Brasil. Em 2005, o país tinha 18 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, quase 10% da população.
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França, Itália e Espanha, que sofrem com a crise no sistema previdenciário, têm menos idosos que o Brasil. Apenas dois países ultrapassam o país neste quesito: Japão, com 33,7 milhões de idosos, e Alemanha, com 20 milhões.
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Os trabalhadores informais tiveram uma boa notícia na última década. A renda dos que não têm carteira assinada aumentou desde 1995. O rendimento médio passou de R$ 466,40 para R$ 490,20 em 2005. Mas somados todos os trabalhadores brasileiros, o rendimento caiu 12,7%. Entre os anos de 2004 e 2005, a renda aumentou em 4,6%, mas foi insuficiente para recuperar as perdas de uma década.
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O Brasil tornou-se, porém, menos desigual nesses 10 anos. Em 1995, a renda dos 10% mais ricos correspondia a 21,2 vezes o rendimento dos 40% mais pobres. Dez anos depois, essa relação caiu para 15,8%. O rendimentos dos 10% mais pobres passou de 0,53 do salário mínimo em 1995 para 0,50 em 2005. Já dos mais ricos caiu de 12,4 para 9,44 salários.
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Para o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, o principal problema social do país ainda é a má distribuição de renda.
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- É a face mais grave da desigualdade que marca a sociedade brasileira - disse. - O mais importante não é a elevação da renda, a distribuição, que é o sinal maior sinal da desigualdade .