Wall Street vê 'sinal ruim' na política fiscal
Carolina Glycerio, BBC Brasil
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"Quando o mercado esperava cortes e uma atitude mais responsável do ponto de vista fiscal, vimos o contrário", afirmou o economista responsável pela área de América Latina no banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein, Nuno Camara.
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Para Camara, o acordo entre governo e sindicatos é uma "sinalização muito ruim" para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque mostra que "a opinião (do Ministério) da Fazenda não tem prevalecido".
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia um reajuste dos atuais R$ 350 para R$ 367.
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Somados, o aumento do mínimo e o reajuste da tabela do IR deverão custar R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos.
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Menos investimentos
O economista para a América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, diz que na prática as medidas significam que a despesa corrente continua aumentando e que será mais dificil encontrar espaço no orçamento de 2007 para aumentar investimentos.
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Segundo Ramos, a falta de investimentos não só impede um crescimento mais robusto da economia, como compromete a médio prazo o controle da inflação e, por extensão, o ganho de poder aquisitivo obtido com o aumento do mínimo.
"Se você não investe e aumenta a renda, acaba tendo um crescimento da demanda sem que haja um crescimento da oferta. Isso gera inflação, que corrói o mímimo", explica Alberto Ramos.
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Para o economista, a "perda fiscal não programada" restringe ainda mais as opções do governo na elaboração de um pacote de medidas para aumentar a sua capacidade de investir e estimular o crescimento, cuja divulgação estava prevista para esta quinta-feira e foi adiada para 2007. "A ginástica vai ter que vai ser maior", disse Ramos.
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Já Maria Cristina Cacciamali, professora de Economia do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, destaca o impacto "direto e positivo" que o aumento do mínimo teria na desigualdade na distribuição de renda.
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"O primeiro efeito seria sobre o aumento do consumo dos grupos menos favorecidos em termos de renda e o segundo aspecto seria sobre a diminuição do leque salarial no longo e médio prazo", disse Cacciamali, em entrevista à Agência Brasil.
Mesmo antes do acordo, economistas ouvidos pela BBC Brasil mostravam-se preocupados com o impacto fiscal do pacote de medidas estudado pelo governo.
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Na expectativa de que o pacote de estímulo à economia fosse anunciado nesta quinta-feira, o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires, temia que o governo ficasse "desesperado para liberar investimento" e adotasse medidas que "contaminassem a estabilidade econômica".
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Mantega desiste de prometer 5% de crescimento para 2007
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Aos poucos os números reais vão aparecendo e acabam com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometia um crescimento de 5% no ano que vem. Agora foi a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desistir de um cenário mais favorável para a economia em 2007, assim como já admitiu que, para este ano, o crescimento vai ficar abaixo de 3%.
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Carolina Glycerio, BBC Brasil
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"Quando o mercado esperava cortes e uma atitude mais responsável do ponto de vista fiscal, vimos o contrário", afirmou o economista responsável pela área de América Latina no banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein, Nuno Camara.
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Para Camara, o acordo entre governo e sindicatos é uma "sinalização muito ruim" para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque mostra que "a opinião (do Ministério) da Fazenda não tem prevalecido".
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia um reajuste dos atuais R$ 350 para R$ 367.
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Somados, o aumento do mínimo e o reajuste da tabela do IR deverão custar R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos.
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Menos investimentos
O economista para a América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, diz que na prática as medidas significam que a despesa corrente continua aumentando e que será mais dificil encontrar espaço no orçamento de 2007 para aumentar investimentos.
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Segundo Ramos, a falta de investimentos não só impede um crescimento mais robusto da economia, como compromete a médio prazo o controle da inflação e, por extensão, o ganho de poder aquisitivo obtido com o aumento do mínimo.
"Se você não investe e aumenta a renda, acaba tendo um crescimento da demanda sem que haja um crescimento da oferta. Isso gera inflação, que corrói o mímimo", explica Alberto Ramos.
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Para o economista, a "perda fiscal não programada" restringe ainda mais as opções do governo na elaboração de um pacote de medidas para aumentar a sua capacidade de investir e estimular o crescimento, cuja divulgação estava prevista para esta quinta-feira e foi adiada para 2007. "A ginástica vai ter que vai ser maior", disse Ramos.
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Já Maria Cristina Cacciamali, professora de Economia do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, destaca o impacto "direto e positivo" que o aumento do mínimo teria na desigualdade na distribuição de renda.
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"O primeiro efeito seria sobre o aumento do consumo dos grupos menos favorecidos em termos de renda e o segundo aspecto seria sobre a diminuição do leque salarial no longo e médio prazo", disse Cacciamali, em entrevista à Agência Brasil.
Mesmo antes do acordo, economistas ouvidos pela BBC Brasil mostravam-se preocupados com o impacto fiscal do pacote de medidas estudado pelo governo.
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Na expectativa de que o pacote de estímulo à economia fosse anunciado nesta quinta-feira, o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires, temia que o governo ficasse "desesperado para liberar investimento" e adotasse medidas que "contaminassem a estabilidade econômica".
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Mantega desiste de prometer 5% de crescimento para 2007
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Aos poucos os números reais vão aparecendo e acabam com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometia um crescimento de 5% no ano que vem. Agora foi a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desistir de um cenário mais favorável para a economia em 2007, assim como já admitiu que, para este ano, o crescimento vai ficar abaixo de 3%.
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“A meta de 5% será perseguida sempre, e até mais que isso. Mas não quero fixar um número [para o próximo ano] porque vão ficar me cobrando”, tergiversou. “Nós não abandonamos o nosso propósito de acelerar o crescimento da economia em 2007”, procurou amenizar Mantega.
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Um pacotão de medidas seria anunciado nesta quinta-feira (21.12), mas acabou sendo adiado para o início de janeiro porque as propostas não agradaram a Lula. A informação é negada pelo ministro da Fazenda. “O presidente ficou satisfeito com as medidas. Ele considerou o programa consistente e eficiente para atingir os objetivos, que é aumentar os investimentos. Mas apenas faltam algumas acomodações, como o salário mínimo”, desconversou.
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Bird: Emergentes crescem dobro do Brasil
BBC Brasil
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Um relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechará o ano de 2006 com crescimento de 3,5%, equivalente a metade do previsto para outros países em desenvolvimento.
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Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira, o ritmo de crescimento desses países vai diminuir para 6,4% em 2007 e 6,1% em 2008.
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Para as economias desenvolvidas, a previsão do Banco Mundial é de crescimento de 3,1% neste ano, caindo para 2,4% em 2007 e apresentando uma leve recuperação, com 2,8% no ano seguinte, enquanto para o ano que vem, a previsão do Banco Mundial para a economia brasileira é de crescimento de 3,4%, aumentando para 3,8% em 2008.
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De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, as altas taxas de juros e a valorização do real são fatores limitantes para o crescimento brasileiro.
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O documento afirma ainda que o Brasil pode sofrer os efeitos de uma desaceleração maior do que a esperada na economia americana em 2007.
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"A diferença entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos está se acentuando", afirmou o economista Hans Timmer. Segundo ele, o crescimento nos países em desenvolvimento deve permanecer forte.
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Momento decisivo
De acordo com o relatório, que cobre os anos de 2006 a 2030, a economia global está em um momento decisivo. O Banco Mundial alerta para o risco de recessão nos Estados Unidos, devido principalmente à desaceleração no mercado imobiliário, o que poderia ter "efeitos significativos" nos países em desenvolvimento.
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Segundo os autores do documento, uma redução muito grande no ritmo de crescimento enfraqueceria os preços das commodities, afetando os países em desenvolvimento.
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O relatório afirma que a globalização é uma oportunidade sem precedentes para as nações em desenvolvimento, mas as desigualdades e os danos ao meio ambiente podem afetar seus benefícios.
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Segundo o economista-chefe do Banco Mundial, François Bourguignon, os benefícios da globalização em termos de impacto no combate à pobreza são claros e devem permanecer.
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"O número de pessoas vivendo com menos de 1 dólar por dia pode ser reduzido pela metade, de 1,1 bilhão atualmente para 550 milhões em 2030", afirmou.
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O comércio global de bens e serviços pode mais do que triplicar, para US$ 27 trilhões em 2030, segundo o relatório, mas mesmo assim, segundo Bourguignon, “a desigualdade de renda pode aumentar em muitos países", disse.
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Segundo o relatório, em 2030 cerca de 1,2 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento (15% da população mundial) pertencerão à classe média. Hoje, são 440 milhões de pessoas.
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Bird: Emergentes crescem dobro do Brasil
BBC Brasil
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Um relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechará o ano de 2006 com crescimento de 3,5%, equivalente a metade do previsto para outros países em desenvolvimento.
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Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira, o ritmo de crescimento desses países vai diminuir para 6,4% em 2007 e 6,1% em 2008.
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Para as economias desenvolvidas, a previsão do Banco Mundial é de crescimento de 3,1% neste ano, caindo para 2,4% em 2007 e apresentando uma leve recuperação, com 2,8% no ano seguinte, enquanto para o ano que vem, a previsão do Banco Mundial para a economia brasileira é de crescimento de 3,4%, aumentando para 3,8% em 2008.
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De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, as altas taxas de juros e a valorização do real são fatores limitantes para o crescimento brasileiro.
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O documento afirma ainda que o Brasil pode sofrer os efeitos de uma desaceleração maior do que a esperada na economia americana em 2007.
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"A diferença entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos está se acentuando", afirmou o economista Hans Timmer. Segundo ele, o crescimento nos países em desenvolvimento deve permanecer forte.
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Momento decisivo
De acordo com o relatório, que cobre os anos de 2006 a 2030, a economia global está em um momento decisivo. O Banco Mundial alerta para o risco de recessão nos Estados Unidos, devido principalmente à desaceleração no mercado imobiliário, o que poderia ter "efeitos significativos" nos países em desenvolvimento.
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Segundo os autores do documento, uma redução muito grande no ritmo de crescimento enfraqueceria os preços das commodities, afetando os países em desenvolvimento.
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O relatório afirma que a globalização é uma oportunidade sem precedentes para as nações em desenvolvimento, mas as desigualdades e os danos ao meio ambiente podem afetar seus benefícios.
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Segundo o economista-chefe do Banco Mundial, François Bourguignon, os benefícios da globalização em termos de impacto no combate à pobreza são claros e devem permanecer.
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"O número de pessoas vivendo com menos de 1 dólar por dia pode ser reduzido pela metade, de 1,1 bilhão atualmente para 550 milhões em 2030", afirmou.
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O comércio global de bens e serviços pode mais do que triplicar, para US$ 27 trilhões em 2030, segundo o relatório, mas mesmo assim, segundo Bourguignon, “a desigualdade de renda pode aumentar em muitos países", disse.
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Segundo o relatório, em 2030 cerca de 1,2 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento (15% da população mundial) pertencerão à classe média. Hoje, são 440 milhões de pessoas.