Mudança das colônias de pingüins para o Sul denuncia efeito estufa
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Estação McMurdo, Antártica. As primeiras crias dos pingüins de adélia - bolas de pelo negro pequenas o suficiente para caber na palma da mão - nasceram este mês. Cientistas dizem que a maior presença no Sul é mais um sinal de aquecimento global.
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Menor que os famosos imperadores, os pingüins de adélia têm 193 colônias com 2,5 milhões de casais.
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- O sumiço das colônias combina com o desaparecimento do gelo dos mares - explica David Ainley, pesquisador que trabalha em Cape Royds, na Antártica.
Conforme o gelo desaparece ao Norte, as colônias do Sul prosperam com a quebra dos blocos de gelo que facilita o mergulho e a pesca.
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Os adélias e os imperadores são as únicas espécies de pingüins que vivem no gelo. Os primeiros seguram a respiração debaixo d'água por seis minutos. Os imperadores aguentam 20 minutos sem oxigênio, enquanto caçam peixe, lula e krill sob o gelo.
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- Quando a Terra arrefece, os adélias formam colônias mais ao Norte, como aconteceu durante a Pequena Idade do Gelo, em 1200 - explica Ainley. - Desde então, retiraram-se para o Sul e nos últimos 30 anos o movimento acelerou. Não tenho dúvida de que é um efeito do aquecimento global.
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Ainley e sua equipe, da Estação McMurdo americana, prende identificadores em centenas de adélias.
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Além disso, os cientistas criaram uma ponte com uma balança, para medir o peso dos animais que passam pelo local.
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Picos africanos estão derretendo
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NARO MORU, Quênia. Os rios de gelo na região equatorial do planeta, suspeitos de existir desde o século 2, mas descobertos apenas no século 19, começaram a derreter. A perda da massa de gelo nos três picos mais altos da África - Monte Kilimanjaro, Monte Quênia e Rwenzoris, que servem como fonte secundária de rios como o Nilo e coloca em risco a vida dos habitantes do continente.
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Em Kampala, o meteorologista Abushen Majugu revela que em Rwenzoris resta apenas 1 km da área congelada original há um século, de 6,4 km. A situação é grave também no Monte Quênia, onde 8 das 18 geleiras já desapareceram. De acordo com um estudo das Nações Unidas, em 15 anos, as geleiras africanas terão sido extintas.
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Animais mortos de sede, redução da população de peixes e dificuldades para irrigação das plantações são problemas que já atingem a região.
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- Conforme a neve se vai, mais baixo é o nível dos rios - diz Roy Mwangi, secretário das águas em Naro Moru, na encosta do Monte Quênia. - Há muito sofrimento nas partes mais baixas. E homens armados. Temo que surjam conflitos.
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A dificuldade pode se estender à Nairóbi, já que o sistema de energia do Quênia é fundado em usinas hidrelétricas, muitas alimentadas pelas águas que escorrem dos picos congelados.
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Quase todas as 300 geleiras de grande porte estudadas no mundo estão encolhendo. O diagnóstico, qualificado como "uma resposta ao aquecimento global depois a partir de 1970", foi publicado no periódico Geophysical Research Letters.
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Mesmo com uma evidência tão forte, críticos da mudança climática culpam a diminuição da umidade, e não o aumento das temperaturas, pelo degelo. Stefan Hastenrath, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, que escalou e mediu as geleiras africanas por quatro décadas, pondera que o fenômeno na região é complexo. Mas "o aquecimento global têm certamente influência".
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- O início da diminuição das geleiras no Leste da África tem causas diferentes do de outras regiões equatoriais. Mas não é algo para ser contraposto às noções do aquecimento global - garante Hastenrath.
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Acel critica insegurança jurídica e regulatória para telefonia
Por Gerusa Marques, Agência Estado
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O presidente da Associação das Operadoras de Telefonia Celular (Acel), Ércio Zilli, criticou a insegurança jurídica e regulatória para o setor de telefonia no País, que, segundo ele, é um dos fatores que contribuem para afugentar investidores. A indefinição de regras, na opinião de Zilli, também incentiva movimentos de fusão e concentração entre empresas, como a eventual venda da TIM para a Claro, que ocupam a segunda e a terceira posição entre as maiores empresas que operam no Brasil. "Dinheiro não tolera desaforo", afirmou Zilli, em encontro com jornalistas.
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Além disso, na avaliação do presidente da Acel, o mercado brasileiro de telefonia celular não justifica quatro ou cinco operadoras, como defende a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No Brasil, operam três grandes grupos nacionais, como a Vivo, a TIM e a Claro, e outras empresas regionais, como a Oi, a Brasil Telecom, a Telemig Celular e a Amazônia Celular.
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As operadoras, segundo a Acel, têm investido de 25% a 30% de sua receita líquida, ao ano, na ampliação da rede e da cobertura dos serviços. Zilli disse que nos últimos cinco anos as companhias de telefone estão acumulando um déficit de 8 bilhões de reais em seu fluxo de caixa, uma vez que investiram R$ 38 bilhões e geraram 30 bilhões de reais de caixa. "Do ponto de vista do retorno, os movimentos de concentração são bastantes plausíveis e prováveis", afirmou.
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A Anatel avalia que uma eventual venda da TIM para a Claro pode ser prejudicial para a competição no Brasil. O presidente da Acel admite que a preocupação da Anatel é real. "Mas a agência não pode forçar o investidor a manter um negócio que ele não quer", disse.
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Estação McMurdo, Antártica. As primeiras crias dos pingüins de adélia - bolas de pelo negro pequenas o suficiente para caber na palma da mão - nasceram este mês. Cientistas dizem que a maior presença no Sul é mais um sinal de aquecimento global.
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Menor que os famosos imperadores, os pingüins de adélia têm 193 colônias com 2,5 milhões de casais.
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- O sumiço das colônias combina com o desaparecimento do gelo dos mares - explica David Ainley, pesquisador que trabalha em Cape Royds, na Antártica.
Conforme o gelo desaparece ao Norte, as colônias do Sul prosperam com a quebra dos blocos de gelo que facilita o mergulho e a pesca.
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Os adélias e os imperadores são as únicas espécies de pingüins que vivem no gelo. Os primeiros seguram a respiração debaixo d'água por seis minutos. Os imperadores aguentam 20 minutos sem oxigênio, enquanto caçam peixe, lula e krill sob o gelo.
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- Quando a Terra arrefece, os adélias formam colônias mais ao Norte, como aconteceu durante a Pequena Idade do Gelo, em 1200 - explica Ainley. - Desde então, retiraram-se para o Sul e nos últimos 30 anos o movimento acelerou. Não tenho dúvida de que é um efeito do aquecimento global.
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Ainley e sua equipe, da Estação McMurdo americana, prende identificadores em centenas de adélias.
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Além disso, os cientistas criaram uma ponte com uma balança, para medir o peso dos animais que passam pelo local.
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Picos africanos estão derretendo
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NARO MORU, Quênia. Os rios de gelo na região equatorial do planeta, suspeitos de existir desde o século 2, mas descobertos apenas no século 19, começaram a derreter. A perda da massa de gelo nos três picos mais altos da África - Monte Kilimanjaro, Monte Quênia e Rwenzoris, que servem como fonte secundária de rios como o Nilo e coloca em risco a vida dos habitantes do continente.
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Em Kampala, o meteorologista Abushen Majugu revela que em Rwenzoris resta apenas 1 km da área congelada original há um século, de 6,4 km. A situação é grave também no Monte Quênia, onde 8 das 18 geleiras já desapareceram. De acordo com um estudo das Nações Unidas, em 15 anos, as geleiras africanas terão sido extintas.
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Animais mortos de sede, redução da população de peixes e dificuldades para irrigação das plantações são problemas que já atingem a região.
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- Conforme a neve se vai, mais baixo é o nível dos rios - diz Roy Mwangi, secretário das águas em Naro Moru, na encosta do Monte Quênia. - Há muito sofrimento nas partes mais baixas. E homens armados. Temo que surjam conflitos.
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A dificuldade pode se estender à Nairóbi, já que o sistema de energia do Quênia é fundado em usinas hidrelétricas, muitas alimentadas pelas águas que escorrem dos picos congelados.
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Quase todas as 300 geleiras de grande porte estudadas no mundo estão encolhendo. O diagnóstico, qualificado como "uma resposta ao aquecimento global depois a partir de 1970", foi publicado no periódico Geophysical Research Letters.
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Mesmo com uma evidência tão forte, críticos da mudança climática culpam a diminuição da umidade, e não o aumento das temperaturas, pelo degelo. Stefan Hastenrath, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, que escalou e mediu as geleiras africanas por quatro décadas, pondera que o fenômeno na região é complexo. Mas "o aquecimento global têm certamente influência".
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- O início da diminuição das geleiras no Leste da África tem causas diferentes do de outras regiões equatoriais. Mas não é algo para ser contraposto às noções do aquecimento global - garante Hastenrath.
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Acel critica insegurança jurídica e regulatória para telefonia
Por Gerusa Marques, Agência Estado
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O presidente da Associação das Operadoras de Telefonia Celular (Acel), Ércio Zilli, criticou a insegurança jurídica e regulatória para o setor de telefonia no País, que, segundo ele, é um dos fatores que contribuem para afugentar investidores. A indefinição de regras, na opinião de Zilli, também incentiva movimentos de fusão e concentração entre empresas, como a eventual venda da TIM para a Claro, que ocupam a segunda e a terceira posição entre as maiores empresas que operam no Brasil. "Dinheiro não tolera desaforo", afirmou Zilli, em encontro com jornalistas.
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Além disso, na avaliação do presidente da Acel, o mercado brasileiro de telefonia celular não justifica quatro ou cinco operadoras, como defende a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No Brasil, operam três grandes grupos nacionais, como a Vivo, a TIM e a Claro, e outras empresas regionais, como a Oi, a Brasil Telecom, a Telemig Celular e a Amazônia Celular.
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As operadoras, segundo a Acel, têm investido de 25% a 30% de sua receita líquida, ao ano, na ampliação da rede e da cobertura dos serviços. Zilli disse que nos últimos cinco anos as companhias de telefone estão acumulando um déficit de 8 bilhões de reais em seu fluxo de caixa, uma vez que investiram R$ 38 bilhões e geraram 30 bilhões de reais de caixa. "Do ponto de vista do retorno, os movimentos de concentração são bastantes plausíveis e prováveis", afirmou.
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A Anatel avalia que uma eventual venda da TIM para a Claro pode ser prejudicial para a competição no Brasil. O presidente da Acel admite que a preocupação da Anatel é real. "Mas a agência não pode forçar o investidor a manter um negócio que ele não quer", disse.