Raúl já fala em abrir Cuba às novas gerações
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HAVANA - O presidente interino de Cuba, Raúl Castro, disse ontem que irá delegar mais tarefas e fazer menos discursos do que seu "insubstituível" irmão Fidel. A fala, que incluiu o reconhecimento de que será necessário abrir espaço "paulatinamente" às novas gerações, pode indicar um novo estilo de governo para a ilha após uma eventual morte de Fidel.
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"Às vezes as pessoas temem o termo discordar, mas eu digo que, quanto mais debate e mais discordância há, melhores serão as decisões", afirmou Raúl a estudantes em Havana. O presidente interino não mencionou a saúde de Fidel, de 80 anos, que não é visto em público desde que uma cirurgia intestinal de emergência forçou seu afastamento do poder, em 31 de julho, pela primeira vez desde a revolução de 1959.
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A ausência do líder provocou incertezas sobre o futuro do único país comunista do hemisfério ocidental, em meio a especulações de que Fidel poderia estar perto da morte. Raúl Castro, de 75 anos, apontado como sucessor, disse que o sistema de partido único vai continuar existindo com ou sem o irmão.
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"Fidel é insubstituível, a não ser que seja substituído por todos juntos", afirmou, repetindo a declaração que fez em junho, de que o único "herdeiro possível é o Partido Comunista de Cuba". "Eu não pretendo imitá-lo. Quem imita, fracassa", disse Raúl, em curto discurso em uma conferência na Federação de Estudantes Universitários de Cuba.
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Desde que assumiu, em julho, jornais cubanos publicaram histórias raras expondo roubos e corrupção na sociedade socialista cubana. Ele disse ser a favor do relaxamento do controle estatal da economia.
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Ipea: gasto do governo central deve crescer 5,8% em 2007
Por Thiago Velloso
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A despesa primária do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) deve atingir R$ 542,7 bilhões em 2007, em termos reais, evidenciando uma alta de 5,8%, segundo a projeção do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fabio Giambiagi. Desta forma, a despesa primária do governo central corresponderá a 24,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, ante 23,6% em 2006. Enquanto a despesa deve se expandir em quase 6%, a receita total do governo central no próximo ano, segundo Giambiagi, deve aumentar 3,2%, somando R$ 584,2 bilhões.
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De acordo com o economista do Ipea, vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, as despesas com pessoal, um dos componentes que mais pesam nos gastos totais do governo, devem continuar em trajetória de alta, chegando a R$ 119 bilhões, também em termos reais - uma expansão de 7,4% no ano que vem.
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Outro componente relevante dos gastos governamentais, o INSS (Previdência Social), também deve manter sua trajetória de expansão, com alta de 5,7% no próximo ano, para R$ 181,4 bilhões, o que representaria 8,09% do PIB, ante 7,93% em 2006.
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Segundo números de Giambiagi, as despesas correntes do governo central devem saltar de R$ 387,7 bilhões em 2006 para R$ 422,7 bilhões em 2007, uma alta de 4,8%. Em termos de participação do PIB, correspondem a 18,63% em 2006 e passarão a 18,85% em 2007.
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Já as despesas primárias, excluindo transferências para Estados e municípios, podem subir 6,4%, para R$ 442,9 bilhões. Em 2006, correspondem a 19,23% do PIB; em 2007, passam a 19,75%.
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O superávit primário do governo central vai sofrer uma queda, segundo o economista, de 20,7% em 2007, recuando de R$ 53 bilhões para R$ 43,7 bilhões.
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Agronegócio deve apenas manter peso no PIB em 2007
Reuters
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Com os preços dos produtos agrícolas mais altos, o PIB do agronegócio deverá crescer em 2007, após dois anos seguidos de queda, mas em um cenário de redução da área plantada e estabilidade de produção, o aumento provavelmente não será suficiente para alterar o peso do setor no Produto Interno Bruto nacional.
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- Para voltar a um patamar maior de participação no PIB nacional, ele (PIB do agronegócio) teria de crescer mais do que a economia brasileira - disse o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta.
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De acordo com avaliação da CNA, o PIB do agronegócio, que considera as riquezas em toda a cadeia produtiva do setor, deverá fechar 2006 em 534,7 bilhões de reais, com uma redução de quase 3 bilhões de reais em relação a 2005.
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Uma perda que só não foi maior porque o estudo já captou os preços melhores dos produtos agrícolas no segundo semestre deste ano.
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Entretanto, Cotta e outros analistas observam que apenas cotações mais altas dos grãos não são suficientes para que o setor volte a ter um peso preponderante na economia brasileira, embora as perspectivas para as exportações de carnes também sejam boas.
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A produção precisaria voltar a dar saltos significativos, com crescimento da área plantada. Mas não é o que acontecerá ainda em 2007, uma vez que os agricultores acumularam dívidas bilionárias com a queda dos preços em reais das commodities nos últimos dois anos, em decorrência do câmbio desfavorável.
- O câmbio valorizado descapitalizou os produtores em geral, sobretudo de grãos. Com isso, a próxima safra de grãos terá tamanho medíocre. Ou seja, haverá preço para os produtos, mas modesta expansão da oferta interna - observou o analista Fábio Silveira, da RC Consultores.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um crescimento de apenas 0,2 por cento na produção agrícola brasileira, para 120 milhões de toneladas, em meio a uma queda de área plantada de 4,4 por cento --ou seja, só deve crescer o volume produzido porque o tempo está ajudando, diferentemente das safras anteriores.
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Fim da farra
Cláudio Humberto
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Como esta coluna antecipou, o projeto recriando 9 mil vagas de vereadores foi para o espaço. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, quase foi agredido por ex-vereadores ruins de voto. Mas ele resistiu bem à pressão.
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HAVANA - O presidente interino de Cuba, Raúl Castro, disse ontem que irá delegar mais tarefas e fazer menos discursos do que seu "insubstituível" irmão Fidel. A fala, que incluiu o reconhecimento de que será necessário abrir espaço "paulatinamente" às novas gerações, pode indicar um novo estilo de governo para a ilha após uma eventual morte de Fidel.
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"Às vezes as pessoas temem o termo discordar, mas eu digo que, quanto mais debate e mais discordância há, melhores serão as decisões", afirmou Raúl a estudantes em Havana. O presidente interino não mencionou a saúde de Fidel, de 80 anos, que não é visto em público desde que uma cirurgia intestinal de emergência forçou seu afastamento do poder, em 31 de julho, pela primeira vez desde a revolução de 1959.
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A ausência do líder provocou incertezas sobre o futuro do único país comunista do hemisfério ocidental, em meio a especulações de que Fidel poderia estar perto da morte. Raúl Castro, de 75 anos, apontado como sucessor, disse que o sistema de partido único vai continuar existindo com ou sem o irmão.
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"Fidel é insubstituível, a não ser que seja substituído por todos juntos", afirmou, repetindo a declaração que fez em junho, de que o único "herdeiro possível é o Partido Comunista de Cuba". "Eu não pretendo imitá-lo. Quem imita, fracassa", disse Raúl, em curto discurso em uma conferência na Federação de Estudantes Universitários de Cuba.
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Desde que assumiu, em julho, jornais cubanos publicaram histórias raras expondo roubos e corrupção na sociedade socialista cubana. Ele disse ser a favor do relaxamento do controle estatal da economia.
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Ipea: gasto do governo central deve crescer 5,8% em 2007
Por Thiago Velloso
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A despesa primária do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) deve atingir R$ 542,7 bilhões em 2007, em termos reais, evidenciando uma alta de 5,8%, segundo a projeção do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fabio Giambiagi. Desta forma, a despesa primária do governo central corresponderá a 24,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, ante 23,6% em 2006. Enquanto a despesa deve se expandir em quase 6%, a receita total do governo central no próximo ano, segundo Giambiagi, deve aumentar 3,2%, somando R$ 584,2 bilhões.
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De acordo com o economista do Ipea, vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, as despesas com pessoal, um dos componentes que mais pesam nos gastos totais do governo, devem continuar em trajetória de alta, chegando a R$ 119 bilhões, também em termos reais - uma expansão de 7,4% no ano que vem.
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Outro componente relevante dos gastos governamentais, o INSS (Previdência Social), também deve manter sua trajetória de expansão, com alta de 5,7% no próximo ano, para R$ 181,4 bilhões, o que representaria 8,09% do PIB, ante 7,93% em 2006.
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Segundo números de Giambiagi, as despesas correntes do governo central devem saltar de R$ 387,7 bilhões em 2006 para R$ 422,7 bilhões em 2007, uma alta de 4,8%. Em termos de participação do PIB, correspondem a 18,63% em 2006 e passarão a 18,85% em 2007.
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Já as despesas primárias, excluindo transferências para Estados e municípios, podem subir 6,4%, para R$ 442,9 bilhões. Em 2006, correspondem a 19,23% do PIB; em 2007, passam a 19,75%.
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O superávit primário do governo central vai sofrer uma queda, segundo o economista, de 20,7% em 2007, recuando de R$ 53 bilhões para R$ 43,7 bilhões.
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Agronegócio deve apenas manter peso no PIB em 2007
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Com os preços dos produtos agrícolas mais altos, o PIB do agronegócio deverá crescer em 2007, após dois anos seguidos de queda, mas em um cenário de redução da área plantada e estabilidade de produção, o aumento provavelmente não será suficiente para alterar o peso do setor no Produto Interno Bruto nacional.
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- Para voltar a um patamar maior de participação no PIB nacional, ele (PIB do agronegócio) teria de crescer mais do que a economia brasileira - disse o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta.
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De acordo com avaliação da CNA, o PIB do agronegócio, que considera as riquezas em toda a cadeia produtiva do setor, deverá fechar 2006 em 534,7 bilhões de reais, com uma redução de quase 3 bilhões de reais em relação a 2005.
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Uma perda que só não foi maior porque o estudo já captou os preços melhores dos produtos agrícolas no segundo semestre deste ano.
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Entretanto, Cotta e outros analistas observam que apenas cotações mais altas dos grãos não são suficientes para que o setor volte a ter um peso preponderante na economia brasileira, embora as perspectivas para as exportações de carnes também sejam boas.
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A produção precisaria voltar a dar saltos significativos, com crescimento da área plantada. Mas não é o que acontecerá ainda em 2007, uma vez que os agricultores acumularam dívidas bilionárias com a queda dos preços em reais das commodities nos últimos dois anos, em decorrência do câmbio desfavorável.
- O câmbio valorizado descapitalizou os produtores em geral, sobretudo de grãos. Com isso, a próxima safra de grãos terá tamanho medíocre. Ou seja, haverá preço para os produtos, mas modesta expansão da oferta interna - observou o analista Fábio Silveira, da RC Consultores.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um crescimento de apenas 0,2 por cento na produção agrícola brasileira, para 120 milhões de toneladas, em meio a uma queda de área plantada de 4,4 por cento --ou seja, só deve crescer o volume produzido porque o tempo está ajudando, diferentemente das safras anteriores.
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Cláudio Humberto
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Como esta coluna antecipou, o projeto recriando 9 mil vagas de vereadores foi para o espaço. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, quase foi agredido por ex-vereadores ruins de voto. Mas ele resistiu bem à pressão.