De olhos bem abertos
Do Jornal do Brasil
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"Os bancos e outras instituições financeiras que operam no país receberam ontem instruções do Banco Central para vigiar atentamente os parlamentares, governadores e demais integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, como parte do combate do governo federal à lavagem de dinheiro. Todas as novas medidas de vigilância, sobre as movimentações bancárias de "pessoas politicamente expostas", estarão vigorando até 2 de julho de 2007.
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Do Jornal do Brasil
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"Os bancos e outras instituições financeiras que operam no país receberam ontem instruções do Banco Central para vigiar atentamente os parlamentares, governadores e demais integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, como parte do combate do governo federal à lavagem de dinheiro. Todas as novas medidas de vigilância, sobre as movimentações bancárias de "pessoas politicamente expostas", estarão vigorando até 2 de julho de 2007.
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- Não se trata de uma devassa. Se houver alguma operação suspeita, a pessoa será investigada. Não estará livre do monitoramento nem mesmo o presidente da República - esclareceu a assessoria do Banco Central.
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Em resumo, a norma divulgada pelo Banco Central fixa procedimentos especiais mais rigorosos a serem adotados pelas instituições financeiras em relação aos clientes que exercem cargos públicos. Isso atende às recomendações do Comitê de Regulação dos Mercados Financeiros e se baseia na Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro."
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Mercadante diz que é mais fácil indiciar ele que Lula
Agência JB
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O senador Aloizio Mercadante, indiciado nesta sexta-feira pela Polícia Federal de Mato Grosso no inquérito que investiga a compra do dossiê contra tucanos, citou neste sábado o fato de que o ex-analista de risco e mídia da campanha de Lula, Jorge Lorenzetti, também foi investigado no caso, assim como o ex-assessor de comunicação da campanha de Mercadante, Hamilton Lacerda. Mas, segundo ele, nem por isso Lula foi indiciado pela PF. - É mais fácil ir pra minha - disse.
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Governo tem R$ 75 bi a mais para gastar do que há 4 anos
Sérgio Gobetti, Brasília , Folha de São Paulo
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O Congresso aprovou ontem um Orçamento que garante ao presidente Lula em 2007, R$ 75,2 bilhões a mais de recursos para gastar do que em 2003, primeiro ano do primeiro mandato. Esse valor equivale à diferença entre a receita líquida obtida em 2003, 19,36% do Produto Interno Bruto (PIB), e o volume estimado pelos parlamentares para o próximo ano, 22,69% do PIB - ou seja, 3,33% a mais do PIB.
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Em resumo, a norma divulgada pelo Banco Central fixa procedimentos especiais mais rigorosos a serem adotados pelas instituições financeiras em relação aos clientes que exercem cargos públicos. Isso atende às recomendações do Comitê de Regulação dos Mercados Financeiros e se baseia na Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro."
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Mercadante diz que é mais fácil indiciar ele que Lula
Agência JB
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O senador Aloizio Mercadante, indiciado nesta sexta-feira pela Polícia Federal de Mato Grosso no inquérito que investiga a compra do dossiê contra tucanos, citou neste sábado o fato de que o ex-analista de risco e mídia da campanha de Lula, Jorge Lorenzetti, também foi investigado no caso, assim como o ex-assessor de comunicação da campanha de Mercadante, Hamilton Lacerda. Mas, segundo ele, nem por isso Lula foi indiciado pela PF. - É mais fácil ir pra minha - disse.
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Governo tem R$ 75 bi a mais para gastar do que há 4 anos
Sérgio Gobetti, Brasília , Folha de São Paulo
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O Congresso aprovou ontem um Orçamento que garante ao presidente Lula em 2007, R$ 75,2 bilhões a mais de recursos para gastar do que em 2003, primeiro ano do primeiro mandato. Esse valor equivale à diferença entre a receita líquida obtida em 2003, 19,36% do Produto Interno Bruto (PIB), e o volume estimado pelos parlamentares para o próximo ano, 22,69% do PIB - ou seja, 3,33% a mais do PIB.
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Na prática, porém, nem todo dinheiro disponibilizado pelo aumento da arrecadação poderá ser gasto livremente. Dos R$ 75,2 bilhões extras, pelo menos 43,8% já estão comprometidos com as despesas da Previdência e outras vinculadas ao salário mínimo - que subirá para R$ 380 a partir de 1º de abril. É o caso dos benefícios pagos aos idosos e deficientes físicos, além do seguro-desemprego, que devem consumir R$ 29,5 bilhões do Orçamento, mas não entram no cálculo do déficit da Previdência.
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A quantidade de idosos que têm direito ao salário mínimo pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), por exemplo, deve chegar a 1.348.921 no fim do próximo ano, 102,9% a mais do que os 664.875 de 2003. Os deficientes beneficiados pela mesada do governo também crescem 34,8% nas projeções do governo, passando de 1.036.365 pessoas em 2003 para 1.396.694 em 2007. .Se forem incluídos na conta os aumentos na folha de pessoal dos servidores públicos e nos gastos com o Bolsa-Família, sobe para 59,5% o volume de recursos adicionais já comprometidos com as despesas obrigatórias.
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Investimentos
Apesar disso, o espaço para investimentos que Lula terá em 2007 será significativamente mais amplo do que no início do primeiro mandato. No Orçamento aprovado ontem, o relator-geral, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), conseguiu embutir R$ 27 bilhões de investimentos, duas vezes e meia a mais do que o executado em 2003, em termos reais. É verdade que parte substancial desse acréscimo (R$ 11 bilhões) corresponde às emendas parlamentares, que o governo resiste em executar, por não concordar com a estimativa de receita do Congresso. Mas pelo menos os R$ 16 bilhões programados inicialmente pelo Ministério do Planejamento não devem sofrer com o tradicional bloqueio de início de ano.
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Política Fiscal
Apesar de não estar reduzindo os gastos correntes, Lula contará em 2007 com uma arrecadação muito mais favorável do que em 2003. Além disso, o governo também está afrouxando a política fiscal para tentar aumentar os investimentos. Há quatro anos, por exemplo, o governo federal obteve um superávit primário de 2,51% do PIB. Para 2007, programa um esforço de apenas 2,25% do PIB. Só essa redução de superávit (facilitada pela queda da taxa de juros) já representa R$ 5,9 bilhões a mais para gastar.
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Apesar de não estar reduzindo os gastos correntes, Lula contará em 2007 com uma arrecadação muito mais favorável do que em 2003. Além disso, o governo também está afrouxando a política fiscal para tentar aumentar os investimentos. Há quatro anos, por exemplo, o governo federal obteve um superávit primário de 2,51% do PIB. Para 2007, programa um esforço de apenas 2,25% do PIB. Só essa redução de superávit (facilitada pela queda da taxa de juros) já representa R$ 5,9 bilhões a mais para gastar.
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Essa redução de superávit para financiar investimentos é prevista há pelo menos dois anos na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), mas nunca foi utilizada. Nesta semana, porém, o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo poderia usar a folga fiscal pela primeira vez em 2006 ou 2007.
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Lula promete priorizar infra-estrutura e educação
João Domingos e Tânia Monteiro, Folha de São Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que no seu segundo mandato dará prioridade total para os investimentos privados e públicos em infra-estrutura, desoneração do setor produtivo e educação.
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Lula promete priorizar infra-estrutura e educação
João Domingos e Tânia Monteiro, Folha de São Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que no seu segundo mandato dará prioridade total para os investimentos privados e públicos em infra-estrutura, desoneração do setor produtivo e educação.
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Ele afirmou que o pacote com medidas destinadas a “destravar” o desenvolvimento do País deverá ser divulgado na segunda quinzena de janeiro e que não o fez na quinta-feira passada por causa do Natal. “Ninguém está interessado em pacote econômico, mas nos pacotes de presentes”, disse o presidente. Na verdade, Lula não anunciou o pacote porque achou que não estava bom, revelou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, também na quinta. O próprio Lula admitiu ontem, na conversa com os jornalistas, que é preciso aprofundar mais as medidas.
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Lula disse que espera crescimento econômico para o ano que vem superior a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas não quis cravar um número.