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Leiam nos sites o que disse cada candidato à Presidência da Câmara no debate havido hoje. Destaco aqui algumas coisas. Arlindo Chinaglia (SP) afirmou haver “preconceito e ódio” contra o PT. É mesmo? O curioso é que, quando tratou do assunto, referia-se a críticas que o partido recebe da base aliada, não de adversários. Justificando a razão por que o partido quer a presidência da Câmara, afirmou que a legenda fez a segunda maior bancada e elegeu cinco governadores. “Daqui a pouco, vão questionar a eleição do presidente Lula”.
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Para quem sabe ler, basta o que vai acima. No melhor paradigma Hugo Chávez, ele está afirmando que, se o eleitor deu seu voto ao partido, então tudo lhe é permitido. Eis aí o desafio que hoje enfrentam as democracias na América do Sul: as urnas são usadas como tribunais. Chinaglia ignora a série de desmandos e de afrontas à democracia praticada por seu partido e prefere acusar “preconceito”.
Para quem sabe ler, basta o que vai acima. No melhor paradigma Hugo Chávez, ele está afirmando que, se o eleitor deu seu voto ao partido, então tudo lhe é permitido. Eis aí o desafio que hoje enfrentam as democracias na América do Sul: as urnas são usadas como tribunais. Chinaglia ignora a série de desmandos e de afrontas à democracia praticada por seu partido e prefere acusar “preconceito”.
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Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato de um partido que, formalmente ao menos, ainda é leninista, vejam só!, deu um cutucadinha em seu colega do PT: “Quando alguém achar que, em nome da democracia, pode restringir liberdades, estaremos nos distanciando do conceito de democracia”. A essência do que diz é correta. A defesa das liberdades ficou por conta dos comunistas? Estamos feitos! Ao debater salários, o comunista do Brasil reiterou numa escolha esperta: defendeu o congelamento do salário dos ministros do STF, cujo teto é R$ 24,5 mil. Sobre os ganhos indiretos dos deputados e senadores, nada disse.
Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato de um partido que, formalmente ao menos, ainda é leninista, vejam só!, deu um cutucadinha em seu colega do PT: “Quando alguém achar que, em nome da democracia, pode restringir liberdades, estaremos nos distanciando do conceito de democracia”. A essência do que diz é correta. A defesa das liberdades ficou por conta dos comunistas? Estamos feitos! Ao debater salários, o comunista do Brasil reiterou numa escolha esperta: defendeu o congelamento do salário dos ministros do STF, cujo teto é R$ 24,5 mil. Sobre os ganhos indiretos dos deputados e senadores, nada disse.
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O tucano Gustavo Fruet (PR), candidato da Terceira Via, insistiu na tecla de que Aldo e Chinaglia representam a subordinação do Legislativo ao Executivo, já que as duas candidaturas são, obviamente, do interesso do Planalto. Aldo reagiu e disse que nunca pediu autorização a Lula para ser candidato. Não? Ele sabe que só está onde está com a ajuda do Planalto. Sua eleição para a presidência da Casa custou R$ 1,5 bilhão em liberação de emendas.
O tucano Gustavo Fruet (PR), candidato da Terceira Via, insistiu na tecla de que Aldo e Chinaglia representam a subordinação do Legislativo ao Executivo, já que as duas candidaturas são, obviamente, do interesso do Planalto. Aldo reagiu e disse que nunca pediu autorização a Lula para ser candidato. Não? Ele sabe que só está onde está com a ajuda do Planalto. Sua eleição para a presidência da Casa custou R$ 1,5 bilhão em liberação de emendas.
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IrritaçãoAldo conseguiu irritar muito os petistas quando defendeu que a eventual eleição de Chinaglia representaria um perigo ao concentrar poderes excessivos nas mãos de um só partido. Foi acusado de ingrato pelos petistas, o que também é mentira. O PT só abriu mão da candidatura em 2005 porque não teria como eleger um presidente. Aldo foi uma solução, não uma concessão dos petistas. A resposta de Aldo veio: disse não se sentir em dívida com os petistas, razão por que mantém o seu pleito até o fim. Seu compromisso, afirmou, é com o Legislativo.
IrritaçãoAldo conseguiu irritar muito os petistas quando defendeu que a eventual eleição de Chinaglia representaria um perigo ao concentrar poderes excessivos nas mãos de um só partido. Foi acusado de ingrato pelos petistas, o que também é mentira. O PT só abriu mão da candidatura em 2005 porque não teria como eleger um presidente. Aldo foi uma solução, não uma concessão dos petistas. A resposta de Aldo veio: disse não se sentir em dívida com os petistas, razão por que mantém o seu pleito até o fim. Seu compromisso, afirmou, é com o Legislativo.