terça-feira, janeiro 30, 2007

País não pode esperar pelo crescimento, diz Lula

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira, que o Estado brasileiro assumiu a dianteira no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) porque o país não pode esperar até que os empresários se convençam da viabilidade de novos investimentos.
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“Enquanto não se constrói essa parceria, porque muitas vezes os empresários são muito desconfiados na hora de fazer os seus investimentos, o governo não pode ficar esperando”, disse Lula, durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. “Se o Brasil não pode esperar, porque isso vai atrapalhar o crescimento, nós vamos começar a fazer.”
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Lula disse acreditar que haverá compreensão sobre a importância de aprovar as medidas do PAC no Congresso. “Eu estou convencido de que na política interna brasileira há compreensão de todo o Congresso Nacional, dos governadores”, afirmou. “Pode ser que um governador tenha uma crítica aqui, outra ali; um deputado tenha uma crítica aqui, outra ali; mas no fundo, no fundo, eles sabem que esse projeto não são projetos do presidente Lula, não são projetos apenas do governo, são projetos para o Brasil.”
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Sucessão Para o presidente, quem vai lucrar com os bons resultados do PAC é seu sucessor. “Se formos competentes e conseguirmos concluir tudo que queremos concluir até 2010, aquele que vier depois de mim vai pegar um Brasil muito mais arrumado do que eu peguei. E é isso que interessa para quem quer investir no Brasil, para quem é brasileiro e, sobretudo, para quem quer governar o Brasil.”
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“Eu duvido que em algum momento da história do Brasil foi lançado um programa com a substância e com começo, meio e fim, como o programa que nós lançamos neste último final de semana”, disse ele sobre o PAC. O presidente destacou os investimentos previstos pelo PAC em áreas como habitação e saneamento, os quais, segundo Lula, farão uma “pequena revolução” nas cidades brasileiras.
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Comparação Lula comparou números de governos anteriores com os que sua administração está alcançando. “Eu digo sempre que na década de 50, quando o Brasil tinha como presidente Juscelino Kubitschek, em que o PIB crescia à média de 7% ao ano, a inflação era de 23%, e o salário mínimo não crescia constantemente”, relatou ele.
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“Eu me lembro que, no “milagre brasileiro”, de 1968 a 1973, quando a economia crescia em média 10% ao ano, e em 1973, quando o PIB cresceu 13,94%, o salário mínimo decresceu 3,4%”, continuou. Já em seu governo, segundo Lula, os 50% mais pobres da população passaram de uma participação de 10,49% da economia para 12,24%. “Um crescimento que há muito tempo não acontecia para a camada mais pobre da população”, definiu ele. “Nos nossos quatro anos de governo, nós trabalhamos de forma muito harmônica e o salário mínimo cresceu todos os anos.”

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COMENTANDO A NOTÍCIA: Alguém precisa lembrar ao senhor Lula que o seu “espetáculo do crescimento” está sendo vão para cinco anos, e até agora nada, e pelo visto, continuaremos a esperar ! Quanto ao fato do empresário estar desconfiado, seria conveniente que o governo federal estabelecesse regras claras, oferecendo seguranças econômica e jurídica para quem quer investir ! Ou o presidente acha que o dinheiro do empresário nasce em poste ou dá em árvores ?

Aliás, estava demorando para Lula não achar um pretexto pelo fato do país não crescer como no restante do mundo ! Ele nunca é culpado de nada, só os outros ! Outro dia alguém disse que esta tática do Lula de sempre fugir de sua responsabilidade representava esperteza política. Discordei na hora, porque o que não podemos é confundir esperteza política com cretinice e irresponsabilidade, conjugados com incompetência !
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Pachorra

Expert em reformas ministeriais teve a pachorra de contar os candidatos já citados como ministeriáveis do segundo governo Lula. Chegou ao número espantoso de 360 candidatos. Média de dez para cada uma das 36 pastas.