domingo, janeiro 21, 2007

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Goldman diz que governo Lula é "samba do crioulo doido"

SÃO PAULO - O vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou ontem não entender a desistência do governo Lula em conceder sete trechos de rodovias federais - entre eles trechos da Fernão Dias e da Regis Bittencourt - para a iniciativa privada. Ex-ministro dos Transportes do governo Itamar Franco e secretário estadual do Desenvolvimento, Goldman ainda ironizou, classificando a atitude do governo petista de "samba do crioulo doido".

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou que as praças de pedágio dessas rodovias serão administradas pelo governo federal e o dinheiro arrecadado será investido na manutenção e recuperação das próprias estradas. "Nesses últimos quatro anos, o que vimos foi o empenho do governo perante o Tribunal de Contas da União (TCU) para aprovar licitações com o objetivo de conceder a administração das rodovias federais para a iniciativa privada. Toda vez que um edital aparecia, havia uma contestação e o TCU vetava. E a última notícia que eu tinha, de menos de 30 dias, era que o TCU havia aprovado os editais", disse, após visitar o Centro Paula Souza e reunir-se com a diretoria da instituição.

"De repente, eu leio hoje nos jornais que isso não vai mais ser feito. Sobre isso, não me pergunte, porque é um samba do crioulo doido e eu não entendo", acrescentou. Goldman defendeu a transferência da concessão das rodovias federais para a iniciativa privada como a melhor solução para a manutenção das estradas. "Para fazer os investimentos que as estradas necessitam, são necessários recursos que o Estado não tem", afirmou.

"Se os pedágios fossem administrados pelo governo, os recursos seriam suficientes apenas para fazer a manutenção das rodovias, sem a realização de novos investimentos. Pela experiência que eu tenho e pelo que vi até hoje, isso não vai dar certo", assegurou. Segundo o vice-governador, as rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto são um exemplo raro de estradas bem administradas por um órgão público - Dersa.
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Honduras toma posse temporária de petrolíferas estrangeiras

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou que o país tomará posse temporariamente de terminais de armazenamento de petróleo de companhias estrangeiras. A medida, segundo a agência Reuters, faz parte de um programa de importação do governo com o objetivo de reduzir os preços do produto.
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Zelaya ordenou a ação depois que não conseguiu chegar a um acordo com grandes companhias petrolíferas, como Exxon Mobil e Chevron, assim como com a local DIPPSA, para arrendar os terminais.
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“Não é uma nacionalização, é um uso temporário dos tanques de armazenagen por meio de um arrendamento e pagamento de um preço razoável”, afirmou ele. Honduras, que não produz petróleo e não tem mais refinarias, tem seu mercado do produto dominado por Shell, Exxon Mobil e Chevron.
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O programa do governo retira o controle das importações do reduzido grupo de companhias petrolíferas que opera os postos de abastecimento no país. Essas companhias se opuseram ao novo sistema, dizendo que ele é anti-competitivo.
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A estimativa de uma comissão do Congresso formada para estudar o novo sistema calcula que a economia para o país pode chegar a US$ 66 milhões por ano.
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Presidente da Nicarágua promete reformas constitucionais “profundas”

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou neste domingo que realizará reformas constitucionais “profundas”, com o objetivo de promover “uma democracia direta do povo”. “Nossa idéia é essa, [fazer] reformas profundas, reformas constitucionais”, declarou em entrevista a uma televisão local.O presidente nicaragüense, que tomou posse na quarta-feira para um mandato de cinco anos, não confirmou se parte destas reformas incluiria a reeleição presidencial, que atualmente está restrita a dois períodos não sucessivos.
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“Vamos apresentar estas reformas no momento apropriado”, disse Ortega, que exerce seu segundo mandato e estaria impedido de voltar a se candidatar uma terceira vez.
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“Eu vou promover a democracia direta. Isto é, que o povo exerça o poder e para isto temos uma proposta. Fazer uma mudança profunda no regime de instituições em nosso país”, disse o presidente.
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Ortega, que esteve 16 anos na oposição, é favorável à transformação do atual regime presidencialista a outro parlamentarista, que dê maior participação a setores diferentes na tomada de decisões.