Por Adelson Elias Vasconcellos
Na semana que entra, o governo anunciará o seu PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Pelo Brasil e pelo povo brasileiro, estou ajoelhado rezando para dar certo. Por desconhecer os detalhes, não se pode julgar um programa apenas por sua aparência. Mas, a partir do modo como este plano vem sendo construído se podemos ter esperanças, por outro lado, não se poderá soltar foguetes.
Vejamos: Lula entrou no segundo mandato em melhores condições do que no primeiro ? Sim, não havia, pelo mercado, a desconfiança sobre Lula. Agora, ele não precisa mais dar sinais de que respeitará contratos e de que manterá os fundamentos macros da economia no lugar em que FHC os deixou. Aliás, pelo fato de que a economia mundial andou em céu brigadeiro como não fazia há mais de trinta anos, a economia brasileira beneficiou-se enormemente deste clima. Primeiro, os preços das commodities compensaram as desvantagens do câmbio. Isto permitiu que atingíssemos superávits comerciais capazes de dar à nossa economia sustentação e estabilidade. Tudo isso sem que o governo tivesse assinado uma só medida provisória ou decreto. Apenas na carona da economia dos ... outros.
Foram quatro anos em que Lula voou para lá, voou para cá, mas projeto de governo que é bom, nada. As reformas que o país precisava continuam estacionadas aguardando o comando de “avançar”.
Lula terminou o primeiro mandato sem este projeto, e com um ministério que, convenhamos, parece muito mais aqueles “expressinhos” de times de futebol. Só de reservas.
Começa o segundo como terminou o primeiro: sem plano de vôo e sem ministério formado. O plano será divulgado agora, mas já nasceu de forma ridícula: quem deu-lhe o nome foi um marqueteiro. E pela informações que se tem, sua montagem reuniu mais marqueteiros do que economistas. Portanto, sem que se conheça os detalhes, é preciso cautela. Mas, decididamente, não se pode esperar muito. O que o país mais precisa é de ação de governo, e não de plano de marketing.
E digo porquê: Lula deveria ter iniciado seu segundo mandato a 180 km por hora. Tinha tudo para isto, e uma expectativa muito grande. Ao entrar em férias logo após a posse, a segundo no espaço de 70 dias, ao não divulgar seu ministério, a ser formado a partir da eleição das presidências da câmara e do senado, portanto em fevereiro, ao deixar para quase um mês de espera a divulgação de seu plano de governo, Lula arrefeceu um ritmo que deveria ser de aceleração, mas tem sido de lassidão, de lentidão, de devagar quase parando. Ora, será que nossos problemas são tão fáceis de serem resolvidos assim ? Ou será que eles nada tem de urgência, e podem ficar à mercê da vontade pessoal de um governante que se disponha a apertar o botão do “liga”, na hora que bem entende ? Definitivamente, o ritmo que precisamos é outro. Para quem tem pressa, e o país a tem, iniciar neste ritmo não dá para animar. Imagine alguém com desejos de investir em grandes plantas industriais, ter de cruzar os braços e ficar esperando que os governantes do país se decidam trabalhar e demorem todo este tempo para dizer o que pretendem fazer ?
E mais constrangedor é sabermos que a equipe responsável por colocar o tal PAC para funcionar, dependerá da eleição do presidente da câmara de deputados, cuja campanha conseguiu a proeza de tornar mais imunda a imagem daquela Casa! Como fevereiro tem carnaval, o Brasil, do Lula-II, nascerá a partir de março. Somando com os 48 meses de inércia do primeiro mandato, lá se vão 50 meses de um país sem avançar.
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Na semana que entra, o governo anunciará o seu PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Pelo Brasil e pelo povo brasileiro, estou ajoelhado rezando para dar certo. Por desconhecer os detalhes, não se pode julgar um programa apenas por sua aparência. Mas, a partir do modo como este plano vem sendo construído se podemos ter esperanças, por outro lado, não se poderá soltar foguetes.
Vejamos: Lula entrou no segundo mandato em melhores condições do que no primeiro ? Sim, não havia, pelo mercado, a desconfiança sobre Lula. Agora, ele não precisa mais dar sinais de que respeitará contratos e de que manterá os fundamentos macros da economia no lugar em que FHC os deixou. Aliás, pelo fato de que a economia mundial andou em céu brigadeiro como não fazia há mais de trinta anos, a economia brasileira beneficiou-se enormemente deste clima. Primeiro, os preços das commodities compensaram as desvantagens do câmbio. Isto permitiu que atingíssemos superávits comerciais capazes de dar à nossa economia sustentação e estabilidade. Tudo isso sem que o governo tivesse assinado uma só medida provisória ou decreto. Apenas na carona da economia dos ... outros.
Foram quatro anos em que Lula voou para lá, voou para cá, mas projeto de governo que é bom, nada. As reformas que o país precisava continuam estacionadas aguardando o comando de “avançar”.
Lula terminou o primeiro mandato sem este projeto, e com um ministério que, convenhamos, parece muito mais aqueles “expressinhos” de times de futebol. Só de reservas.
Começa o segundo como terminou o primeiro: sem plano de vôo e sem ministério formado. O plano será divulgado agora, mas já nasceu de forma ridícula: quem deu-lhe o nome foi um marqueteiro. E pela informações que se tem, sua montagem reuniu mais marqueteiros do que economistas. Portanto, sem que se conheça os detalhes, é preciso cautela. Mas, decididamente, não se pode esperar muito. O que o país mais precisa é de ação de governo, e não de plano de marketing.
E digo porquê: Lula deveria ter iniciado seu segundo mandato a 180 km por hora. Tinha tudo para isto, e uma expectativa muito grande. Ao entrar em férias logo após a posse, a segundo no espaço de 70 dias, ao não divulgar seu ministério, a ser formado a partir da eleição das presidências da câmara e do senado, portanto em fevereiro, ao deixar para quase um mês de espera a divulgação de seu plano de governo, Lula arrefeceu um ritmo que deveria ser de aceleração, mas tem sido de lassidão, de lentidão, de devagar quase parando. Ora, será que nossos problemas são tão fáceis de serem resolvidos assim ? Ou será que eles nada tem de urgência, e podem ficar à mercê da vontade pessoal de um governante que se disponha a apertar o botão do “liga”, na hora que bem entende ? Definitivamente, o ritmo que precisamos é outro. Para quem tem pressa, e o país a tem, iniciar neste ritmo não dá para animar. Imagine alguém com desejos de investir em grandes plantas industriais, ter de cruzar os braços e ficar esperando que os governantes do país se decidam trabalhar e demorem todo este tempo para dizer o que pretendem fazer ?
E mais constrangedor é sabermos que a equipe responsável por colocar o tal PAC para funcionar, dependerá da eleição do presidente da câmara de deputados, cuja campanha conseguiu a proeza de tornar mais imunda a imagem daquela Casa! Como fevereiro tem carnaval, o Brasil, do Lula-II, nascerá a partir de março. Somando com os 48 meses de inércia do primeiro mandato, lá se vão 50 meses de um país sem avançar.
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Portanto, neste momento, o que podemos fazer é seguir a recomendação do Ministro da Defesa, Waldir Pires, para contornar crises: vamos rezar ! Amém.