domingo, janeiro 21, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Preço do petróleo atinge menor nível em 19 meses
Nicola Pamplona, Estadão, com agências internacionais

RIO - As cotações internacionais do petróleo atingiram o menor nível dos últimos 19 meses, em um reflexo do inverno atípico no Hemisfério Norte e de movimentos especulativos nos mercados de commodities. Em Nova York, a cotação do óleo tipo WTI fechou o pregão a US$ 51,88 por barril baixa de 3,96% com relação ao dia anterior. A queda acumulada no ano chega a 15%. Analistas do mercado brasileiro, no entanto, não esperam repasses aos preços internos da gasolina e no diesel neste momento.

A avaliação geral é que a Petrobras deve esperar o mercado se estabilizar antes de decidir o que fazer. "Foi assim no ano passado, quando o petróleo chegou perto dos US$ 70 e a empresa não promoveu nenhum reajuste. A Petrobras deve usar o mesmo modelo agora, com o petróleo em baixa", diz o analista do setor de petróleo da corretora Ágora Sênior, Luiz Otávio Broad. "Ainda não dá para dizer que os preços estão em um novo patamar", completa a especialista Fabiana D´Atri, da Tendências Consultoria.

Procurada pelo Estado, a Petrobras limitou-se a reafirmar sua política de preços de combustíveis, que prevê o acompanhamento do mercado internacional em um prazo mais longo. Ou seja, só haverá mudanças caso os preços permaneçam em baixa por meses. Os últimos reajustes nos preços da gasolina e do diesel foram promovidos em setembro de 2005, quando o barril do petróleo estava cotado na casa dos US$ 60.
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Chávez muda o nome da Venezuela e anuncia novas medidas
Estadão, com Agências internacionais

SÃO PAULO - Um dia após tomar posse como presidente reeleito, Hugo Chávez anunciou novas mudanças no país, a começar pelo nome oficial da Venezuela, que passará de "República Bolivariana" para "República Socialista", além do fim dos municípios como unidades federativas.

Com a mudança no nome do país, Chávez quer conferir à nação uma nova "divisão política territorial", que substituirá prefeituras por conselhos de cidadãos, eliminando o risco de derrota nas eleições municipais.

Além disso, o ministro das Finanças, Rodrigo Cabezas, informou que o plano de estatização do governo atingirá todas as empresas que atuam no setor de eletricidade do país.

Cabezas disse ainda que o governo pode nacionalizar completamente os quatro projetos de exploração de petróleo extra-pesado na faixa do Rio Orinoco, multinacionais de capital americano, além de aumentar os impostos das empresas que tiverem "lucros elevados".

Na quarta-feira, durante a posse para seu terceiro mandato, Chávez anunciou, além da nacionalização dos setores de eletricidade, telefonia e água, que pretende pedir ao Congresso a aprovação de uma lei que lhe conferirá ´maiores poderes´ e que permita a reeleição de forma indefinida, reformulando assim o ambiente jurídico do país.
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Governadores acusam Morales de terrorismo de Estado

BOLÍVIA - Os governadores dos departamentos mais importantes do país denunciaram ontem, em comunicado, que o governo faz "terrorismo de Estado" contra eles, a fim de derrubá-los. A declaração, publicada em vários jornais nacionais da Bolívia, é assinada pelos governadores de La Paz, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, em apoio de seu colega de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, cuja renúncia é exigida pelos camponeses que cultivam coca e os sindicalistas que apóiam o governo, porque tenta formar um governo autônomo no departamento.

Centenas de manifestantes desses grupos fazem, há uma semana, protestos de rua que deixaram dezenas de feridos e resultaram no incêndio de parte do prédio do governo. Desde terça-feira, os manifestantes também fazem bloqueios nas estradas e já conseguiram isolar Cochabamba do restante do país, por via terrestre.

O documento, intitulado "Pela paz, o fim do terrorismo de Estado e o cumprimento da ordem constitucional", mostra que os atos de violência são "fomentados pelo Movimento ao Socialismo (MAS)", de Morales, de quem exige cumprir e fazer cumprir as leis, "pois a sua desobediência o torna passível de uma conduta ilegal". Na mensagem, os governadores indicaram que seu objetivo é exigir o fim das hostilidades para seus governos.