.
Duas empresas aéreas denunciadas ao Ministério Público pela CPI dos Correios, por crimes que lesaram os cofres públicos em pelo menos R$ 100 milhões, estão se dando bem com a Anac e, pior ainda para o país, continuam participando de um rateio de R$ 90 milhões da rede postal da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Nem a Anac nem qualquer outro órgão ou mesmo poder público impediu ou tentou impedir que continuassem operando. E a agência está atendendo demandas das duas empresas.
.
Em 24 de outubro do ano passado, a diretoria da Anac concedeu autorização prévia para a Skymaster Air Lines abrir duas filiais e alterar o endereço da filial do Rio de Janeiro. E em 21 de novembro aprovou previamente o aumento de capital da Beta - de R$ 1,5 milhão para R$ 5 milhões -, e autorizou o funcionamento jurídico da empresa para transporte regular de carga.
Em 24 de outubro do ano passado, a diretoria da Anac concedeu autorização prévia para a Skymaster Air Lines abrir duas filiais e alterar o endereço da filial do Rio de Janeiro. E em 21 de novembro aprovou previamente o aumento de capital da Beta - de R$ 1,5 milhão para R$ 5 milhões -, e autorizou o funcionamento jurídico da empresa para transporte regular de carga.
.
A Skymaster e a Beta foram dois dos principais alvos das investigações da CPI dos Correios. No relatório final da Comissão, seu autor, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), escreveu que "o conjunto de denúncias de irregularidades nas contratações do serviço de transporte aéreo, caracterizadas como fraude à licitação, superfaturamento de contratos, direcionamento de certames licitatórios, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e tráfico de influência, envolvendo dirigentes da ECT e representantes das empresas Skymaster e Beta" foi um dos motivos da atuação da CPI.
A Skymaster e a Beta foram dois dos principais alvos das investigações da CPI dos Correios. No relatório final da Comissão, seu autor, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), escreveu que "o conjunto de denúncias de irregularidades nas contratações do serviço de transporte aéreo, caracterizadas como fraude à licitação, superfaturamento de contratos, direcionamento de certames licitatórios, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e tráfico de influência, envolvendo dirigentes da ECT e representantes das empresas Skymaster e Beta" foi um dos motivos da atuação da CPI.
.
À época das investigações do Congresso, a Skymaster tinha sede em Manaus (AM) e a Beta em Guarulhos (SP). Em julho do ano 2000, as duas firmaram um Termo de Compromisso de Subcontratação com o objetivo de dividir os serviços que uma ou outra viesse a contratar junto à ECT. Acontece, observa o relatório da CPI, "que esse termo foi firmado apenas quatro dias antes da reunião de recebimento da documentação e abertura das propostas da Concorrência destinada à contratação de serviços de transporte aéreo de cargas em cinco linhas da Rede Postal Aérea Noturna".
À época das investigações do Congresso, a Skymaster tinha sede em Manaus (AM) e a Beta em Guarulhos (SP). Em julho do ano 2000, as duas firmaram um Termo de Compromisso de Subcontratação com o objetivo de dividir os serviços que uma ou outra viesse a contratar junto à ECT. Acontece, observa o relatório da CPI, "que esse termo foi firmado apenas quatro dias antes da reunião de recebimento da documentação e abertura das propostas da Concorrência destinada à contratação de serviços de transporte aéreo de cargas em cinco linhas da Rede Postal Aérea Noturna".
.
O que a Comissão concluiu é que "a análise dos documentos, dados e informações colhidas, acompanhada da incongruência dos depoimentos e de parte da contabilidade fornecida pelos envolvidos, mostra, inequivocamente, a ocorrência de uma série de irregularidades, que têm, como articuladores centrais, as empresas Skymaster Airlines Ltda e Brazilian Express transportes Aéreos Ltda (Beta), com o propósito de fraudar processos de contratação para a prestação de serviço à ECT". Os donos das empresas, segundo a comissão, enriqueceram ilicitamente à custa de um prejuízo público estimado em pelo menos R$ 100 milhões, entre 2000 e 2005.
O que a Comissão concluiu é que "a análise dos documentos, dados e informações colhidas, acompanhada da incongruência dos depoimentos e de parte da contabilidade fornecida pelos envolvidos, mostra, inequivocamente, a ocorrência de uma série de irregularidades, que têm, como articuladores centrais, as empresas Skymaster Airlines Ltda e Brazilian Express transportes Aéreos Ltda (Beta), com o propósito de fraudar processos de contratação para a prestação de serviço à ECT". Os donos das empresas, segundo a comissão, enriqueceram ilicitamente à custa de um prejuízo público estimado em pelo menos R$ 100 milhões, entre 2000 e 2005.
.
As duas empresas, que sempre contestaram as acusações, continuam sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. E continuam, também, ganhando dinheiro com os Correios. Em maio de 2006 a ECT renovou contratos com a Skymaster e a Beta para quatro linhas da Rede Postal Noturna.
As duas empresas, que sempre contestaram as acusações, continuam sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. E continuam, também, ganhando dinheiro com os Correios. Em maio de 2006 a ECT renovou contratos com a Skymaster e a Beta para quatro linhas da Rede Postal Noturna.