segunda-feira, fevereiro 12, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Câmara vai debater a confusa política externa

O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) quer os diplomatas Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington, e Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores, debatendo na Câmara a confusa política externa do governo Lula. Para Aleluia, “a indicação de livros a diplomatas de ótima formação, o aparelhamento do Itamaraty e o antiamericanismo anacrônico refletem a confusão que Lula e o PT fazem entre Estado e governo. A mesma confusão que fazem entre o erário e as contas pessoais”.

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Lula diz que câmbio será ajustado no ´momento certo´
Reuters

SALVADOR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que os problemas da economia não se resolvem por mágica e que os juros e o câmbio serão ajustados por suas próprias dinâmicas.

Após defender os indicadores econômicos do país, Lula disse que a economia está sólida e mostrou otimismo em relação aos juros e ao câmbio, apontados como entraves ao crescimento.

"Nós temos o juro ainda alto? Temos e ele vai começar a cair. Está caindo há nove meses consecutivos. Algumas pessoas se queixam do câmbio, mas o câmbio é móvel e, por isso, ele se mexe para cima ou para baixo. E eu não tenho dúvida nenhuma de que ele será ajustado no momento certo", disse Lula a jornalistas, depois de participar da cerimônia de início das operações do campo de gás de Manati, na Bahia.

Entre os críticos da política econômica e da alta taxa de juros está parte do PT, partido do presidente, que reúne o seu diretório nacional, no sábado, em Salvador.

"Eu acho que as críticas ajudam", afirmou Lula. "Pobre do governo que acha melhor um elogio mentiroso do que uma crítica sincera".

Lula comentou que as críticas podem levar a mudanças, mas que elas se dão na medida do possível, sem criar transtornos ao país.

"Quando você governa, você faz aquilo que é possível fazer, na hora que você pode fazer, como você pode fazer. E, graças a Deus, tem dado certo (...) Pode melhorar? Pode, e para isso o povo nos elegeu por mais quatro anos", disse Lula.

O presidente negou que vá ser o fiel da balança no encontro do PT e afirmou que o partido tem maturidade para discutir as questões nacionais. Lula ressaltou que o PT tem 27 anos de vida e é o partido que governa o país.

"No final (do encontro), vai ter um documento que será o documento do bom senso, o documento do possível, o documento da maturidade", disse Lula, lembrando que o PT saiu fortalecido do processo eleitoral.

"O povo deu uma chance enorme ao PT de dizer: ´olha, tome juízo e seja o partido grande que nós queremos que você seja´. Eu acho que o PT está maduro para isso", completou.

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Previdência: nova tunga
Cláudio Humberto

O ministro Nelson Machado (Previdência), que conseguiu a proeza de reduzir em 50% a contribuição do trabalhador autônomo, mantendo o benefício em 100%, agora patrocina outro “bode” – sem que as centrais sindicais tenham percebido – reduzindo o auxílio-doença, o auxílio-acidente e a aposentadoria por invalidez. São cerca de 30,8 milhões de segurados ativos da Previdência que nem sequer desconfiam da nova garfada.

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Igreja Católica é contra redução da maioridade penal no país
Gabriela Guerreiro , da Folha Online
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O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Odilo Scherer, considerou nesta sexta-feira uma "barbárie" a morte de um menino de 6 anos no Rio de Janeiro após ser arrastado em um carro por bandidos --um deles menor de idade. Apesar do trágico crime, integrantes da CNBB se mostraram contrários à redução da maioridade penal no país.
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"Não me parece adequado reduzir a maioridade penal, não podemos agir sob efeito do pânico. São situações de barbárie, insensibilidade, que deveriam ser condenadas por todos através da educação preventiva, e não repressiva", afirmou.O presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, também se mostrou contrário à redução da maioridade penal. "Não é na mudança da responsabilidade penal que nós vamos atingir a violência, fazer com que a violência não aumente", enfatizou.Dom Majella defendeu mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente que, segundo ele, está 'ferido' em sua essência -apesar de ser "bem pormenorizado". 'Vemos que no respeito pela dignidade da pessoa ele está completamente ferido. Quanto mais essa criança ou quanto mais a pessoa esteja numa situação de infância, de adolescência e juventude, mais deve merecer a atenção de toda a comunidade', disse.
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MaioridadeMais de 30 projetos tramitam no Congresso Nacional com propostas para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Outros dois projetos propõem a redução para 14 e 12 anos, respectivamente. Todos estão parados esperando votação, mas não há perspectiva de entrarem na pauta de votações da Câmara e do Senado em curto prazo.
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai propor ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a elaboração de uma pauta em comum para as duas Casas Legislativas que inclui a votação de projetos do pacote anti-violência --apresentado no Congresso em 2006 em meio à onda de ataques de facções criminosas à cidade de São Paulo.