FEIRA DE SANTANA (BA) - Nem bem chegou à Bahia, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma saia-justa. No primeiro evento do dia, a inauguração da 27ª fábrica da Nestlé no Brasil, em Feira de Santana, ele teve de ouvir cobranças do prefeito José Ronaldo de Carvalho (PFL), que também alfinetou o governador Jaques Wagner (PT).
"Agradeço a presença do presidente e do governador, mas agradeço muito mais ao ex-governador Paulo Souto", disse em seu discurso. "Ele, sim, foi o responsável pela inauguração desta fábrica - e por outras tantas que estão povoando o Pólo Industrial de Subaé, em investimentos que já somam R$ 1,2 bilhão nos últimos seis anos."
Em seguida, Carvalho cobrou do governo federal verbas para a construção do contorno rodoviário na cidade, destinada a melhorar o escoamento da produção do pólo. O prefeito é do PFL, mesmo partido de Souto, que não conseguiu reeleger-se em outubro. A vitória de Wagner encerrou 16 anos de domínio do grupo do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no governo estadual.
Na solenidade, Wagner respondeu ao prefeito que, de fato, Souto tinha feito um bom trabalho na captação de empresas para o Estado. Mas não resistiu a uma pequena ironia e disse que o presidente da Nestlé não precisava ficar preocupado. "Agora, vamos fazer ainda mais para garantir o crescimento acelerado da produção e ainda promover várias outras obras na cidade." O governador também afirmou que haverá verbas para o contorno rodoviário. "Nossa bancada federal já garantiu parte dos recursos", contou.
Lula, que fez sua primeira visita a Wagner desde sua posse, disse a Carvalho que o governo do PT não olha para a opção partidária de um prefeito, mas para o que a população de seu município precisa. "Além disso, o Brasil vive um momento æauspiciosoÆ para atrair investimentos privados, tanto externos quanto internos", acrescentou.
"Quando lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), quisemos mostrar ao País que não existe volta, que a chance de crescer é agora, que não podemos deixar passar mais este bom momento. Quando eu terminar meu mandato, garanto que o Brasil terá um conjunto de obras de infra-estrutura jamais visto no País."
A ministra da Economia da Suíça, Doris Leuthard, que participou da cerimônia, entrou no clima. Ao comemorar a inauguração da fábrica da Nestlé, que é uma empresa suíça, assegurou que em poucos anos seu país voltará a ser um dos principais investidores do Brasil. "Os investimentos suíços no Brasil cresceram mais de 50% entre 2004 e 2005 - e muitos outros virão em breve", prometeu.
Lula, em seu discurso, rasgou elogios à empresa. "Mais do que qualquer política econômica, a Nestlé é a carta-convite para que empresas estrangeiras que queiram investir no País venham", afirmou. "Está aqui desde 1921 e continua investindo e acreditando, por causa do sucesso que faz."
Além de Doris, estavam na inauguração os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, das Minas e Energia, Silas Rondeau, e da Defesa, Waldir Pires, o senador baiano João Durval Carneiro (PDT)e deputados federais e estaduais da bancada do PT.
De acordo com o vice-presidente da Nestlé para as Américas, Paul Bulcke, a fábrica do Pólo Industrial de Subaé, construída em oito meses, ao custo de R$ 100 milhões, é a primeira tentativa da empresa suíça, em âmbito global, de regionalizar a produção de alimentos de acordo com o perfil do público consumidor da região onde ela está instalada. "A produção será toda destinada ao Norte e Nordeste do País, de acordo com os hábitos de consumo e o poder aquisitivo da população das regiões", completou o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita.
No primeiro momento, segundo Zurita, a fábrica vai produzir macarrão instantâneo e embalar café solúvel, bebidas achocolatadas e cereais. Terá capacidade de produzir 40 mil toneladas por ano de produtos inicialmente - e possibilidade de expansão para 100 mil toneladas anuais, a depender do desempenho da empresa no mercado nordestino, que responde por cerca de 30% do consumo da empresa no País. Até o momento, a nova planta da Nestlé promoveu a criação de 250 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos.
Da fábrica em Feira de Santana, Lula pegou um helicóptero para São Francisco do Conde, a 66 quilômetros de Salvador, onde participou da cerimônia de início das operações do campo de gás natural do Projeto Manati. No final da tarde, foi para Salvador, onde participou do lançamento da campanha "Unidos contra a exploração sexual de crianças e adolescentes", que será veiculada durante o carnaval.
"Agradeço a presença do presidente e do governador, mas agradeço muito mais ao ex-governador Paulo Souto", disse em seu discurso. "Ele, sim, foi o responsável pela inauguração desta fábrica - e por outras tantas que estão povoando o Pólo Industrial de Subaé, em investimentos que já somam R$ 1,2 bilhão nos últimos seis anos."
Em seguida, Carvalho cobrou do governo federal verbas para a construção do contorno rodoviário na cidade, destinada a melhorar o escoamento da produção do pólo. O prefeito é do PFL, mesmo partido de Souto, que não conseguiu reeleger-se em outubro. A vitória de Wagner encerrou 16 anos de domínio do grupo do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no governo estadual.
Na solenidade, Wagner respondeu ao prefeito que, de fato, Souto tinha feito um bom trabalho na captação de empresas para o Estado. Mas não resistiu a uma pequena ironia e disse que o presidente da Nestlé não precisava ficar preocupado. "Agora, vamos fazer ainda mais para garantir o crescimento acelerado da produção e ainda promover várias outras obras na cidade." O governador também afirmou que haverá verbas para o contorno rodoviário. "Nossa bancada federal já garantiu parte dos recursos", contou.
Lula, que fez sua primeira visita a Wagner desde sua posse, disse a Carvalho que o governo do PT não olha para a opção partidária de um prefeito, mas para o que a população de seu município precisa. "Além disso, o Brasil vive um momento æauspiciosoÆ para atrair investimentos privados, tanto externos quanto internos", acrescentou.
"Quando lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), quisemos mostrar ao País que não existe volta, que a chance de crescer é agora, que não podemos deixar passar mais este bom momento. Quando eu terminar meu mandato, garanto que o Brasil terá um conjunto de obras de infra-estrutura jamais visto no País."
A ministra da Economia da Suíça, Doris Leuthard, que participou da cerimônia, entrou no clima. Ao comemorar a inauguração da fábrica da Nestlé, que é uma empresa suíça, assegurou que em poucos anos seu país voltará a ser um dos principais investidores do Brasil. "Os investimentos suíços no Brasil cresceram mais de 50% entre 2004 e 2005 - e muitos outros virão em breve", prometeu.
Lula, em seu discurso, rasgou elogios à empresa. "Mais do que qualquer política econômica, a Nestlé é a carta-convite para que empresas estrangeiras que queiram investir no País venham", afirmou. "Está aqui desde 1921 e continua investindo e acreditando, por causa do sucesso que faz."
Além de Doris, estavam na inauguração os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, das Minas e Energia, Silas Rondeau, e da Defesa, Waldir Pires, o senador baiano João Durval Carneiro (PDT)e deputados federais e estaduais da bancada do PT.
De acordo com o vice-presidente da Nestlé para as Américas, Paul Bulcke, a fábrica do Pólo Industrial de Subaé, construída em oito meses, ao custo de R$ 100 milhões, é a primeira tentativa da empresa suíça, em âmbito global, de regionalizar a produção de alimentos de acordo com o perfil do público consumidor da região onde ela está instalada. "A produção será toda destinada ao Norte e Nordeste do País, de acordo com os hábitos de consumo e o poder aquisitivo da população das regiões", completou o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita.
No primeiro momento, segundo Zurita, a fábrica vai produzir macarrão instantâneo e embalar café solúvel, bebidas achocolatadas e cereais. Terá capacidade de produzir 40 mil toneladas por ano de produtos inicialmente - e possibilidade de expansão para 100 mil toneladas anuais, a depender do desempenho da empresa no mercado nordestino, que responde por cerca de 30% do consumo da empresa no País. Até o momento, a nova planta da Nestlé promoveu a criação de 250 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos.
Da fábrica em Feira de Santana, Lula pegou um helicóptero para São Francisco do Conde, a 66 quilômetros de Salvador, onde participou da cerimônia de início das operações do campo de gás natural do Projeto Manati. No final da tarde, foi para Salvador, onde participou do lançamento da campanha "Unidos contra a exploração sexual de crianças e adolescentes", que será veiculada durante o carnaval.