Carlos Alberto Sardenberg, G1
São boas notícias para a economia mundial e para a brasileira que estão levando para baixo a cotação do dólar. E hoje cedo, os negócios começaram com mais boas notícias.
As locais: a inflação de janeiro, 0,43%, medida pela IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas, ficou abaixo do piso das expectativas; e uma agência de classificação de risco, a Fitch, sinalizou que pode vir a melhorar a nota brasileira.
O cenário mundial continua pra lá de bom. Sobre a economia americana, há quase uma euforia. Está afastado o risco de um “pouso forçado” – algo como uma recessão puxada por juros mais altos para conter a inflação – e se espera agora, para 2007, uma desaceleração muito suave. Isto é, um crescimento acima de 2%, com a inflação cedendo. A Europa, puxada por uma surpreendente recuperação da Alemanha, cresce bem. A Ásia continua bombando.
Tudo isso significa que o comércio mundial continua forte e que as exportações brasileiras – principal fonte dos dólares que chegam aqui – seguirão em crescimento. Há cada vez mais compradores pelo mundo afora e os preços voltaram a subir. Na primeira semana de fevereiro, semana curta, o superávit do comércio externo já passou dos US$ 3 bilhões, mesmo com o crescimento das importações.
Como os juros estão caindo lentamente por aqui, tudo, afinal, chama a entrada de dólares. E por mais que o Banco Central compre – e está comprando muito – a moeda americana continua abundante e, pois, barata.
E vejam como não é simples operar essa situação: para evitar a queda maior da cotação, o BC compra dólares. Comprou US$ 5,6 bilhões em janeiro e mais US$ 1,2 bilhão nos primeiros três dias de fevereiro. Com isso, as reservas do BC brasileiro sobem e se aproximam dos US$ 100 bilhões.
Ora, um país com tal montanha de reservas é um lugar seguro para se investir – e mais dólares chegam ao Brasil.
Mas atenção. A consultoria Tendências disse a seus clientes na sexta-feira que a queda recente do dólar, para abaixo dos R$ 2,10, deve-se a movimentos de curtíssimo prazo no mercado (operações de grandes bancos). Para essa consultoria, o movimento é exagerado e a cotação do real deve voltar a R$ 2,13 – quer dizer, não tão baixa, mas ainda baixa.
São boas notícias para a economia mundial e para a brasileira que estão levando para baixo a cotação do dólar. E hoje cedo, os negócios começaram com mais boas notícias.
As locais: a inflação de janeiro, 0,43%, medida pela IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas, ficou abaixo do piso das expectativas; e uma agência de classificação de risco, a Fitch, sinalizou que pode vir a melhorar a nota brasileira.
O cenário mundial continua pra lá de bom. Sobre a economia americana, há quase uma euforia. Está afastado o risco de um “pouso forçado” – algo como uma recessão puxada por juros mais altos para conter a inflação – e se espera agora, para 2007, uma desaceleração muito suave. Isto é, um crescimento acima de 2%, com a inflação cedendo. A Europa, puxada por uma surpreendente recuperação da Alemanha, cresce bem. A Ásia continua bombando.
Tudo isso significa que o comércio mundial continua forte e que as exportações brasileiras – principal fonte dos dólares que chegam aqui – seguirão em crescimento. Há cada vez mais compradores pelo mundo afora e os preços voltaram a subir. Na primeira semana de fevereiro, semana curta, o superávit do comércio externo já passou dos US$ 3 bilhões, mesmo com o crescimento das importações.
Como os juros estão caindo lentamente por aqui, tudo, afinal, chama a entrada de dólares. E por mais que o Banco Central compre – e está comprando muito – a moeda americana continua abundante e, pois, barata.
E vejam como não é simples operar essa situação: para evitar a queda maior da cotação, o BC compra dólares. Comprou US$ 5,6 bilhões em janeiro e mais US$ 1,2 bilhão nos primeiros três dias de fevereiro. Com isso, as reservas do BC brasileiro sobem e se aproximam dos US$ 100 bilhões.
Ora, um país com tal montanha de reservas é um lugar seguro para se investir – e mais dólares chegam ao Brasil.
Mas atenção. A consultoria Tendências disse a seus clientes na sexta-feira que a queda recente do dólar, para abaixo dos R$ 2,10, deve-se a movimentos de curtíssimo prazo no mercado (operações de grandes bancos). Para essa consultoria, o movimento é exagerado e a cotação do real deve voltar a R$ 2,13 – quer dizer, não tão baixa, mas ainda baixa.