sábado, fevereiro 10, 2007

Para Haddad, resultados no Enem não podem ser comparados

Do G1

O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que não é correto comparar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre um ano e outro.

Segundo o ministro, as provas não podem servir como base de comparação porque não seguem critérios de avaliação como numa metodologia internacional como acontece com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e podem variar de um ano para o outro, o que não comprovaria, portanto, se o ensino médio melhorou ou piorou.

As médias nacionais obtidas na edição de 2006 do Enem foram mais baixas do que as apresentadas no ano anterior. Em 2006, o desempenho médio foi de 36,90 na parte objetiva da prova e 52,08 na redação, numa escala de 0 a 100. Em 2005, as médias ficaram em 39,41 e 55,96, respectivamente. A prova não é obrigatória, mas os pontos obtidos servem como bônus em muitos vestibulares.
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Segundo o ministro, a prova do Enem 2006 foi mais difícil que a prova do ano anterior, Haddad, e o único dado comparável seria a diferença de desempenho entre alunos de escolas públicas e privadas dentro do mesmo ano.

"Não faz sentido compararmos os resultados de um ano com o outro por vários motivos. Um deles é porque o exame não é obrigatório. O outro é que você não compara desempenhos de um ano para outro em provas de vestibular, por exemplo", disse o ministro.

A diferença de 15 pontos na avaliação objetiva dos estudantes de escolas públicas comparados com os de escolas particulares mostra que ainda há um abismo na educação pública brasileira. "Os resultados melhores nos alunos de escolas privadas já era esperado porque eles têm condições sociais e econômicas privilegiadas. Mas estamos trabalhando para que esses dados mudem", disse Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão técnico responsável pela aplicação das provas do Enem e do Saeb.
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COMENTANDO A NOTICIA: Pura embromação do ministro. Por que não se pode fazer comparativo entre um ano e outro ? Se as provas mudam de ano para outro, os alunos também mudam, ora bolas. Quer dizer que se as provas tivessem acusado uma melhoras, adivinha qual seria o sentido do comentário do ministro ? Claro, a de que o nível está melhorando, que os investimentos prioritários estão produzindo resultados, etc. e tal. Como os resultados foram ruins, agora não servem como comparativo mais ? Ora, ministro Haddad conte outra ! A verdade é que o exame dedurou que o nível que era baixo, continua se deteriorando, e de que os investimentos não estão priorizando a melhora na qualidad3e do ensino ministrado aos jovens brasileiros. Esta é que é a realidade. A melhora virá na medida em que o MC parar de querer fazer “política” com assunto tão sério. Assumir seus erros e tratar de corrigi-los ! O resto é papo furado.