segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Políticos e Ladrões

Por Geraldo Almendra, Alerta Total
.
Diferença entre político e ladrão. Após longa pesquisa, cheguei a seguinte conclusão. A diferença é que, um eu escolho, o outro me escolhe". Citação de um observador atento do cenário político brasileiro.

Utilizando esta brilhante conclusão de um cidadão participante do mundo virtual, acrescento neste texto, duas outras colocações do mesmo, sendo a primeira como uma frase da década de 80 e a outra refletindo os tempos atuais:− “Coma merda! É impossível que bilhões de moscas estejam enganadas”.
.
− “Sozinho, um homem não é absolutamente nada. Nem ao menos corno!”.
.
Os cheiros fétidos emanados dos Palácios do Poder Público nos conduzem, inevitavelmente, a fazer uma digressão “política” aproveitando essas duas frases que, se analisadas com atenção, refletem o estado esquizofrênico de uma catatonia apátrida que tomou conta da sociedade no nosso país, especialmente da sociedade organizada.
.
Esta catatonia se apresenta, em um primeiro plano, “disfarçada” na omissão, na passividade, ou na cumplicidade do silêncio coletivo, diante da grotesca canalhice em andamento contra nossos sonhos de uma sociedade desenvolvida, justa, digna e moderna.
.
Nosso desejo sempre foi que a meritocracia fundada na educação, no trabalho honesto, na dignidade, na moralidade, e na ética, pudesse substituir a “meritocracia” fundada na corrupção das relações públicas com o resto da sociedade, assim como na redundante e criminosa prevaricação de funcionários públicos de alto escalão e seus cúmplices, no exercício de suas responsabilidades.A maldição que está destruindo nosso país − imerso em uma guerra civil que já está assassinando criança pendurada em carro roubado – tomou a forma desta esquizofrenia que se incorpora na passividade daqueles que poderiam mudar o rumo do penhasco de nossa história.
.
Esta doença coletiva está sendo alimentada tanto pelos patifes corruptos e prevaricadores do maior estelionato político já cometido, como pelo negativismo de uma-andorinha-só, praticado pelos covardes e cúmplices, por opção ou ignorância, que não acreditam que o Brasil possa ser salvo das mãos dos bandidos chefiados pelo Ali-Babá, a gang dos 40. ... Livres, leves e soltos...
.
A propósito, uma salva de palmas inesquecível para os Tribunais Superiores (!), “formados por togados patriotas de primeira qualidade”. Gente “digna” de ser lembrada na lápide de nossos sonhos de uma verdadeira Justiça, enterrada durante o desgoverno petista.
.
Enquanto isso o “carequinha” e o segundo “homem” na linhagem da máfia da corrupção do poder público no país, tomam um drink – rindo dos otários dos contribuintes − em um barzinho lá “nazeuropa”, como diria o apedeuto mestre de cerimônias do Circo do Retirante Pinóquio.
.
Em outro plano, associado a esse estado catatônico de omissão, cumplicidade e covardia apátridas, sempre se presencia, de forma dinâmica e redundante, uma profunda excitação dos FDP da corrupção e da prevaricação; basta aparecer oportunidades para entrar nos quadros burocráticos da máfia das oligarquias políticas decadentes, para também tirarem proveito do corporativismo fétido, e ladrão do dinheiro dos contribuintes.
.
Peço desculpas às mães dos “distintos” pela desonra que lhes são impostas, pelos canalhas de seus filhos. Não temos culpa se seus filhos, diplomados ou não, se comportem desta forma. Nossa culpa reside no fato de continuarmos comendo merda voluntariamente ao prestigiar nas urnas essa forma de democracia que somente beneficia ricos, corruptos, prevaricadores, e seus cúmplices.Parabéns amigos − A.H. − do mundo virtual! Suas citações são quase axiomas da política no nosso país. A síndrome das moscas é rigorosamente verdadeira. Continuamos imersos no mar de merda de uma “democracia” leviana e hipócrita, em que “roubar realizando” dá milhões de votos, entre outras doenças e desgraças de nossa política prostituída sustentada pela falência da educação e da Justiça no país.
.
Temos sempre a esperança de que, de tanto comermos esse “alimento” da covardia e da omissão, elegendo – por vontade própria, ignorância ou falta de consciência crítica − vagabundos, ignorantes, canalhas e bandidos para o Parlamento, um dia conseguiremos olhar para os podres Poderes da República tendo outra sensação diferente de um terrível embrulho no estômago e de uma vontade renitente para ir viver em outro lugar no mundo.
.
Sempre achamos que podemos ter algum tipo de orgulho da maioria dos nossos representantes, e não uma revolta misturada com uma covardia lenitiva, refletida por um silencioso e covarde asco dos canalhas da corrupção e da prevaricação, que não se cansam de nos fazer de palhaços e imbecis, e que acabam sendo maioria na “Casa do Povo”. Para isso acontecer basta ser “notada” a necessidade de apoio político solicitado pelo mais sórdido filho da serpente da prostituição da política.