segunda-feira, março 05, 2007

A classe média pode crescer 64,8% até 2015

Veja online

O número de famílias de classe média no Brasil deverá saltar de 16,8 milhões em 2005 para 27,7 milhões em 2015, um aumento de 64,8%, segundo estudo entre países emergentes do Instituto Samsung de Pesquisas Econômicas divulgado nesta sexta-feira. Apesar do crescimento, a evolução entre as famílias brasileiras deve ser mais modesta do que as estimadas para China, Rússia e Índia – nações que disputam espaço com o Brasil entre os emergentes.

A China é apontado como o país que verá o maior aumento proporcional da classe média. Essa camada social deverá passar de 20,2 milhões de famílias em 2005 para 61,9 milhões em 2015 – alta de 207%. A Índia vem em segundo lugar, com crescimento de 110,5% no período. Assim mesmo, a classe média indiana deverá continuar pequena: 7,2 milhões de famílias em 2015. Já a Rússia não deverá assistir a um crescimento tão expressivo: 81%. Mas sua classe média deverá bater em 42,58 milhões de família em 2015.

Emergentes
O estudo, divulgado pela rede BBC, é intitulado “Como capturar novos grupos consumidores nos mercados emergentes" e analisou a situação de Brasil, China, Índia, Indonésia, Rússia, África do Sul, Turquia e Vietnã. Ele tem como objetivo orientar a estratégia de empresas nos países emergentes, mas adverte que as companhias não devem descuidar do mercado formado por famílias cuja renda é inferior a 5.000 dólares ao ano – 89% da população dos emergentes.

No total, os países emergente deverão somar 170 milhões de famílias de classe média até 2015. O número é aproximadamente o dobro do constatado em 2005. A proporção da população nessa faixa de renda deve passar de 11% em 2005 para 19,7%. A pesquisa considerou que pertencem a esse estrato da sociedade as famílias cuja renda líquida é superior a 5.000 dólares anuais – cerca de 10.400 reais.

Pobres
O estudo prevê ainda uma redução do número de famílias nas faixas mais baixas de renda. O total de grupos com renda inferior a 1.250 dólares anuais passaria de 156 milhões (19,6%) em 2005 para 62,75 (7,2%) milhões em 2015.
Já entre as famílias cuja renda está entre 1.250 dólares e 2.500 dólares anuais, a queda será menos acentuada. A cifra deverá passar de 405 milhões de famílias (51%) para 356 milhões (40,9%) em 2015.

COMENTANDO A NOTICIA: É interessante como as características de uma pessoa de “classe média” tem variado, no Brasil, e sempre para baixo. Tanto o patrimônio quanto a renda tem se reduzido drasticamente. E daí a razão para este índice de “ingresso” tão elevado. Aliás, não faz muito, a classe se subdividia em três níveis: classe média alta, média e baixa. Provavelmente, este contingente vá ingressar no grau menor. Contudo, enquanto o Estado não entender que esta é classe que move o país, tanto economicamente quanto cultural e intelectualmente, continuaremos empacados e atrasados em relação ao restante do mundo. Lamentavelmente.