Leonencio Nossa, Estadão online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, 3, que só um governo formado por ex-sindicalistas, como o chefiado por ele, tem autoridade para estabelecer a proibição de greve em setores essenciais do funcionalismo público. Ao defender a proposta de limitar as paralisações, Lula criticou supostos abusos cometidos pelos sindicalistas.
"Cada um de nós paga o preço pelos exageros que comete", afirmou ele, em rápida entrevista antes de participar, na capital da Guiana, de um encontro com presidentes do Caribe e da América do Sul. Na véspera, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informara em Brasília que o governo pretende enviar ao Congresso um projeto estabelecendo limites para as greves no serviço público.
Liberdade e abusos
Indagado se havia abuso em paralisações de servidores em áreas como saúde e controle de vôos, o presidente Lula foi cuidadoso. "Há abuso de greve não apenas no setor público, mas em outras categorias", afirmou. "Na verdade, o que queremos garantir na organização do trabalho do Brasil é maior responsabilidade, maior liberdade e, portanto, mais atos conseqüentes de todos nós."
Lula afirmou que nos anos 1970, quando ele presidia o Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e liderava greves, tinha a preocupação de garantir o funcionamento de determinado serviços das empresas. "Nós acordávamos que alguns setores não deviam parar, não aconteceria nada", disse. "Num momento, é possível concluir que um setor não pode fazer greve e, no outro, pode."
Negociação
O que o governo pretende enviar ao Congresso é um projeto ratificando a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), texto do qual o Brasil é signatário e que estabelece regras para greves. O presidente assegurou que o projeto vai garantir a livre contratação do trabalho e maior liberdade de negociação.
"Quando se fala em regulamentação, pode ou não limitar greve, depende dos acordos que fizer", disse. "Com a liberdade para negociar, vai ter que aumentar as responsabilidades do governo e dos sindicatos. Tudo fica mais fácil quando as pessoas têm responsabilidade."
Centrais
Ao comentar a reação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que na véspera já se manifestara contra a proibição à greve em setores essenciais do serviço público, Lula avaliou que há um mal entendido. "Talvez a CUT esteja chateada com a manchete do jornal", declarou. "Mas pergunte se ela é contra a convenção."
A proposta, segundo o presidente, garante liberdade de negociação entre patrões e empregados. "Vai ter mais responsabilidade", previu. "Quando sentarmos à mesa de negociação, vamos saber que a coisa é para valer. Um contrato coletivo anunciado precisa ser cumprido."
COMENTANDO A NOTICIA: Ora vejam só: parece que para o senhor Luiz Inácio, trabalhadores são apenas os metalúrgicos. Tolice, não é mesmo ? Alguém precisa informá-lo que existem, mesmo que ele não acredite ou não aceite, outras categorias de trabalhadores, tanto na iniciativa privada quanto no serviço público. Empresários também são trabalhadores. Porque, conforme se sabe, vagabundos são sindicalistas que vivem pendurados nas centrais vivendo às custas dos verdadeiros trabalhadores por elas também explorados, e agora tem as portas abertas do governo federal para agarrarem-se a qualquer coisa rentável e sem muito esforço. Portanto que fique bem claro: QUALQUER trabalhador, seja ele da iniciativa privada ou serviço público, seja ele alto executivo ou o mais humilde operário, tem moral suficiente para discutir a questão da greve nos serviços essenciais. E incluiria aí até os não trabalhadores. E por uma razão específica: a questão dos serviços essenciais afligem e atingem toda a sociedade. É ela quem paga para ser por eles assistida. Então, somente ela, a sociedade como um todo, e não apenas esta ou aquela classe, que tem moral para discutir o assunto.
O direito à greve é universal, está inserido na constituição. Portanto, o senhor Luiz Inácio terá que usar muita lábia e mais alguns favores para convencer as centrais a abrirem mão de um direito. E esta de dizer que somente ele teria moral para mexer no assunto, é uma daquelas sandices autoritárias, próprias de personalidades arrogantes, ridículas que se acham donas exclusivas da verdade. Seria interessante, contudo, saber se Lula já achou esta “moral” que ele perdeu faz tempo. Diga-se: este governo é o mais imoral e corrupto de nossa história republicana. Portanto, a palavra “moral” na boca de Lula soa bastante falsa quanto inadequada.
Vale lembrar, também, que o governo, mesmo sem anunciar, e negando que vá fazê-lo, aos poucos está impondo uma reforma trabalhista. Querem ver: de um lado, embutido no PAC está um assalto ao FGTS, que tira de seus legítimos donos de darem o destino de sua “poupança” . Agora, lá vai a mexida no direito à greve. Há poucos dias, Lula reduziu a contribuição de autônomos para o INSS, mas mantendo os mesmo benefícios, o que acarretará em mais um colossal rombo nos cofres da previdência. Estejam certos: vem mais bombas por aí.
Que a sociedade como um todo se levante e participe desta discussão. Não cabe a Lula e seus asseclas sindicalistas tomarem a si a exclusividade deste assunto. Até porque, não custa lembrar, eles são parte interessada nesta história, portanto, ao discutirem o assunto greve, suas opiniões não terão a isenção que se exige.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, 3, que só um governo formado por ex-sindicalistas, como o chefiado por ele, tem autoridade para estabelecer a proibição de greve em setores essenciais do funcionalismo público. Ao defender a proposta de limitar as paralisações, Lula criticou supostos abusos cometidos pelos sindicalistas.
"Cada um de nós paga o preço pelos exageros que comete", afirmou ele, em rápida entrevista antes de participar, na capital da Guiana, de um encontro com presidentes do Caribe e da América do Sul. Na véspera, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informara em Brasília que o governo pretende enviar ao Congresso um projeto estabelecendo limites para as greves no serviço público.
Liberdade e abusos
Indagado se havia abuso em paralisações de servidores em áreas como saúde e controle de vôos, o presidente Lula foi cuidadoso. "Há abuso de greve não apenas no setor público, mas em outras categorias", afirmou. "Na verdade, o que queremos garantir na organização do trabalho do Brasil é maior responsabilidade, maior liberdade e, portanto, mais atos conseqüentes de todos nós."
Lula afirmou que nos anos 1970, quando ele presidia o Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e liderava greves, tinha a preocupação de garantir o funcionamento de determinado serviços das empresas. "Nós acordávamos que alguns setores não deviam parar, não aconteceria nada", disse. "Num momento, é possível concluir que um setor não pode fazer greve e, no outro, pode."
Negociação
O que o governo pretende enviar ao Congresso é um projeto ratificando a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), texto do qual o Brasil é signatário e que estabelece regras para greves. O presidente assegurou que o projeto vai garantir a livre contratação do trabalho e maior liberdade de negociação.
"Quando se fala em regulamentação, pode ou não limitar greve, depende dos acordos que fizer", disse. "Com a liberdade para negociar, vai ter que aumentar as responsabilidades do governo e dos sindicatos. Tudo fica mais fácil quando as pessoas têm responsabilidade."
Centrais
Ao comentar a reação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que na véspera já se manifestara contra a proibição à greve em setores essenciais do serviço público, Lula avaliou que há um mal entendido. "Talvez a CUT esteja chateada com a manchete do jornal", declarou. "Mas pergunte se ela é contra a convenção."
A proposta, segundo o presidente, garante liberdade de negociação entre patrões e empregados. "Vai ter mais responsabilidade", previu. "Quando sentarmos à mesa de negociação, vamos saber que a coisa é para valer. Um contrato coletivo anunciado precisa ser cumprido."
COMENTANDO A NOTICIA: Ora vejam só: parece que para o senhor Luiz Inácio, trabalhadores são apenas os metalúrgicos. Tolice, não é mesmo ? Alguém precisa informá-lo que existem, mesmo que ele não acredite ou não aceite, outras categorias de trabalhadores, tanto na iniciativa privada quanto no serviço público. Empresários também são trabalhadores. Porque, conforme se sabe, vagabundos são sindicalistas que vivem pendurados nas centrais vivendo às custas dos verdadeiros trabalhadores por elas também explorados, e agora tem as portas abertas do governo federal para agarrarem-se a qualquer coisa rentável e sem muito esforço. Portanto que fique bem claro: QUALQUER trabalhador, seja ele da iniciativa privada ou serviço público, seja ele alto executivo ou o mais humilde operário, tem moral suficiente para discutir a questão da greve nos serviços essenciais. E incluiria aí até os não trabalhadores. E por uma razão específica: a questão dos serviços essenciais afligem e atingem toda a sociedade. É ela quem paga para ser por eles assistida. Então, somente ela, a sociedade como um todo, e não apenas esta ou aquela classe, que tem moral para discutir o assunto.
O direito à greve é universal, está inserido na constituição. Portanto, o senhor Luiz Inácio terá que usar muita lábia e mais alguns favores para convencer as centrais a abrirem mão de um direito. E esta de dizer que somente ele teria moral para mexer no assunto, é uma daquelas sandices autoritárias, próprias de personalidades arrogantes, ridículas que se acham donas exclusivas da verdade. Seria interessante, contudo, saber se Lula já achou esta “moral” que ele perdeu faz tempo. Diga-se: este governo é o mais imoral e corrupto de nossa história republicana. Portanto, a palavra “moral” na boca de Lula soa bastante falsa quanto inadequada.
Vale lembrar, também, que o governo, mesmo sem anunciar, e negando que vá fazê-lo, aos poucos está impondo uma reforma trabalhista. Querem ver: de um lado, embutido no PAC está um assalto ao FGTS, que tira de seus legítimos donos de darem o destino de sua “poupança” . Agora, lá vai a mexida no direito à greve. Há poucos dias, Lula reduziu a contribuição de autônomos para o INSS, mas mantendo os mesmo benefícios, o que acarretará em mais um colossal rombo nos cofres da previdência. Estejam certos: vem mais bombas por aí.
Que a sociedade como um todo se levante e participe desta discussão. Não cabe a Lula e seus asseclas sindicalistas tomarem a si a exclusividade deste assunto. Até porque, não custa lembrar, eles são parte interessada nesta história, portanto, ao discutirem o assunto greve, suas opiniões não terão a isenção que se exige.