sexta-feira, março 09, 2007

Comércio Brasil e EUA atinge recorde histórico

Fonte: Agência Brasil

Em 2006, o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos alcançou o recorde histórico de US$ 39,12 bilhões - 17,41% da balança comercial brasileira -, com saldo positivo de US$ 9,74 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 8,72% no ano passado, totalizando US$ 24,43 bilhões. As importações aumentaram 15,99% e alcançaram US$ 14,69 bilhões. O Brasil será o primeiro destino da visita que o presidente norte-americano George W. Bush fará à América Latina.

Apesar do resultado recorde, a participação norte-americana no total de exportações e de importações brasileiras manteve a tendência de queda registrada desde 2003. Até então, a fatia dos Estados Unidos na balança comercial brasileira oscilava para cima e para baixo, embora sempre bem fosse superior a dos demais parceiros comerciais brasileiros. A Câmara Americana de Comércio (Amcham) avalia, entretanto, que a redução da importância dos EUA na balança comercial brasileira nos últimos anos não representa um problema.

Em 2006, os norte-americanos ficaram com 17,77% do total das exportações brasileiras, contra 25,44% em 2002. Já as compras feitas pelo Brasil nos Estados Unidos, que em 2002 representavam 21,77% de nosso total de importações, encolheram para 16,08%.

A exemplo de anos anteriores, em 2006 destacou-se a ampliação das vendas brasileiras para mercados não tradicionais e com pequena participação na pauta - o que, na avaliação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), tem sido um dos fatores do aumento das exportações brasileiras. Cresceram as vendas brasileiras para países do Oriente Médio, América Latina, África e Ásia. O Brasil foi um parceiro importante para Cuba, o país latino-americano cujo Produto Interno Bruto (PIB) - a soma das riquezas produzidas pelo país - mais cresceu em 2006: 12,5%.

Os Estados Unidos se mantiveram como principal fornecedor brasileiro em 2003, mas as importações brasileiras daquele país caíram 7%, totalizando US$ 9,56 bilhões. Caíram as importações de sete dos dez produtos mais comprados pelo Brasil. Também caíram as importações brasileiras de mercadorias da vizinha Argentina - o segundo parceiro comercial do Brasil - em 1,48%. Em compensação, as compras de produtos chineses cresceram 38,20%.

A corrente bilateral de comércio com os EUA continuou em crescimento nos anos seguintes (sempre com saldo positivo pra o Brasil), mas em ritmo mais lento do que as trocas com outras regiões. Em 2004, cresceu a participação dos países sul-americanos como destino de produtos brasileiros. As vendas para a Argentina subiram 61,65%. Também cresceram as vendas para México (44%), Chile (35,40%), Venezuela (141,79%), Colômbia (38,64%), Paraguai (23,28%), Uruguai (65,30%), Peru (29,43%), Bolívia (48,80%) e Equador (38,71%).

COMENTANDO A NOTICIA: É impressionante como a ignorância transforma as pessoas em animais dementados. Há poucas horas da chegada de George Bush, pipocaram no país protestos e passeatas contra sua presença em solo brasileiro. Muito bem: quem no mundo tem condições de absorver quase 18% do total de nossas exportações, gerando emprego e renda em todo o país ? Quantos empregos e quanta riqueza devemos aos investimentos feitos pelos EUA, ao longo da história, em nosso país ? Qual a “grande” maldade cometida pelos americanos contra o Brasil, para que as bestas saiam às ruas vociferando tanto ódio e ressentimento? Ou não seria a explosão do ódio e ressentimento recalcados contra o governo do próprio país, mas que por razões econômicas e financeiras, está sendo descarregado contra um inocente útil ? Não que Bush seja santo, longe disso. A sua invasão ao Iraque é uma história que fará os EUA pagarem uma pesada conta de consciência, muito embora Saddam Hussein não passasse de um sanguinário pervertido. Porém, isto em nada justifica transferir nossa responsabilidade para os norte-americanos com tanta ferocidade. Eles sempre defenderam seus interesses.

Se nós, como brasileiros, não sabemos defender os nossos, se somos incompetentes em governar nossas riquezas e atender as necessidades do povo brasileiro, em nada devemos culpá-los. Fôssemos um pouco mais inteligentes e menos emocionais, bem que poderíamos aproveitar a visita do presidente americano para buscar atender os interesses brasileiros. E querem ver como agem os macaquitos em Brasília ? Por qual razão misteriosa Lula não exigiu a presença de Bush em Brasília, que é a capital do País ? Por que, em solo brasileiro, Lula é quem tem que correr atrás do ilustre visitante ? Então, não me venham com este papo furado de que não nos ajoelharemos mais, não somos mais submissos e subservientes, etc. Os fatos falam por si mesmo. Como bem disse o Reinaldo Azevedo em resposta aos petralhas sobre Bush:”Quem este cara pensa que é?” Resposta do Reinaldo: “Ele não pensa. Ele é!”. Está dito tudo! Precisamos dos Estados Unidos para comprarem nossos produtos, e eles são os que mais compram. Precisamos dos investimentos que eles fazem em nosso país. E eles fazem, geram emprego, renda e tributos para sustentar a corja canalha instalada no poder. Precisamos da tecnologia deles para aprimorar nossa capacidade de competição no comércio mundial e assim garantir o leitinho das nossas crianças. Portanto, se somos assim tão dependentes (e acreditem, eles não são culpados desta dependência, nós é que somos incompetentes), vamos por a hipocrisia de lado, e nos comportarmos como gente civilizada. Ao menos uma vez na vida garanto que não fará tanto mal assim. Até pelo contrário. Mas, depois das balbúrdias de ontem, quem está preocupado com civilização ?