Editorial Jornal do Brasil
Mais um civil tomba na guerra entre policiais e traficantes no Rio. A notícia se repete com aterrorizante freqüência, trocando apenas o nome da vítima e a área do conflito - hoje espalhada de Norte a Sul da cidade.
Recente levantamento feito com base em reportagens de jornais revelou que, só no ano passado, 170 pessoas foram atingidas por balas perdidas na região metropolitana do Rio: 35 delas eram crianças com menos de 13 anos. Mais assustador é que os números são desconhecidos pela polícia. Nas delegacias, esse tipo de ocorrência é registrado como homicídio ou lesão corporal, se a vítima não morre.
O governo do Estado promete a criação de um banco de dados para contabilizar as vítimas de balas perdidas. A inciativa, bem-vinda, ajuda na tabulação estatística, mas não apascenta os corações de mães, parentes e amigos que, diariamente, perdem entes queridos na guerra urbana. Tampouco ataca o cerne da questão: a inabilidade da Polícia Militar em lidar com situações de conflito armado.
A culpa pelo despreparo da tropa não deve recair sobre o soldado. Todos os especialistas que examinam o estado do aparato policial do Rio são unânimes na conclusão de que nosso policial é muito mal treinado - excetuando-se as tropas de elite, como as do Batalhão de Operações Especiais, o Bope. Some-se a isso o soldo irrisório pago a esses homens e mulheres que arriscam a vida diariamente (o salário de um policial militar em início de carreira é de R$ 800, podendo chegar a R$ 1 mil caso seja casado ou tenha filhos).
Os brasileiros clamam por uma polícia mais justa, humana e adestrada, capaz de reagir com firmeza à bandidagem, sem expor a riscos pessoas de bem. Policiais não podem ser algozes do cidadão, tampouco vítimas do descaso.
COMENTANDO A NOTICIA: Na semana do brutal assassinato do garoto João Hélio, e na que se seguiu, diante do clamor popular exigindo e cobrando providências das autoridades, o que se ouviu e leu foi o seguinte: fosse da Ministra Ellen Grecie, Presidenta do Supremo Tribunal Federal, fosse do Ministro Thomaz Bastos da Justiça, e até do Presidente da República, foi de que não se poderia tomar decisões levados pela pressão, ou pelo emocionalismo. Eles até poderiam estar certos em suas desculpas esfarrapadas, se o caso do garoto carioca fosse um caso esporádico, eventual. Porém, e os números não deixam dúvidas, apenas em 2006, foram 35 crianças, abaixo da linha de 13 anos, que foram assassinadas em balas perdidas. Então é de se perguntar: o que falta mais para esta gente toda tomar decisões ? Impor medidas de basta à violência, à impunidade, à falta de segurança ? Ainda nesta semana, em boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos a noticia terrível dos investimentos em segurança pública feitos pelo governo federal, o que nos levou a questionar o que vale mais vale de tantos milhares de inocentes, diariamente roubados da existência, grande número ainda jovens, ou o raio do dinheiro preso nos cofres do tesouro para bancar as festinhas palacianas, as reformas milionárias de algumas mansões, ou as viagens e estadias de droga para porra nenhuma que diariamente o contribuinte acaba bancando para este monte de energúmenos que investidos de autoridade, não a exercem e deixam o cidadão à mingua ? Sinceramente, não há mais nenhuma razão que impeça uma ação imediata de parte do governo federal, a não ser a preguiçosa omissão e a incriminadora e irresponsável conivência com o crime.
Mais um civil tomba na guerra entre policiais e traficantes no Rio. A notícia se repete com aterrorizante freqüência, trocando apenas o nome da vítima e a área do conflito - hoje espalhada de Norte a Sul da cidade.
Recente levantamento feito com base em reportagens de jornais revelou que, só no ano passado, 170 pessoas foram atingidas por balas perdidas na região metropolitana do Rio: 35 delas eram crianças com menos de 13 anos. Mais assustador é que os números são desconhecidos pela polícia. Nas delegacias, esse tipo de ocorrência é registrado como homicídio ou lesão corporal, se a vítima não morre.
O governo do Estado promete a criação de um banco de dados para contabilizar as vítimas de balas perdidas. A inciativa, bem-vinda, ajuda na tabulação estatística, mas não apascenta os corações de mães, parentes e amigos que, diariamente, perdem entes queridos na guerra urbana. Tampouco ataca o cerne da questão: a inabilidade da Polícia Militar em lidar com situações de conflito armado.
A culpa pelo despreparo da tropa não deve recair sobre o soldado. Todos os especialistas que examinam o estado do aparato policial do Rio são unânimes na conclusão de que nosso policial é muito mal treinado - excetuando-se as tropas de elite, como as do Batalhão de Operações Especiais, o Bope. Some-se a isso o soldo irrisório pago a esses homens e mulheres que arriscam a vida diariamente (o salário de um policial militar em início de carreira é de R$ 800, podendo chegar a R$ 1 mil caso seja casado ou tenha filhos).
Os brasileiros clamam por uma polícia mais justa, humana e adestrada, capaz de reagir com firmeza à bandidagem, sem expor a riscos pessoas de bem. Policiais não podem ser algozes do cidadão, tampouco vítimas do descaso.
COMENTANDO A NOTICIA: Na semana do brutal assassinato do garoto João Hélio, e na que se seguiu, diante do clamor popular exigindo e cobrando providências das autoridades, o que se ouviu e leu foi o seguinte: fosse da Ministra Ellen Grecie, Presidenta do Supremo Tribunal Federal, fosse do Ministro Thomaz Bastos da Justiça, e até do Presidente da República, foi de que não se poderia tomar decisões levados pela pressão, ou pelo emocionalismo. Eles até poderiam estar certos em suas desculpas esfarrapadas, se o caso do garoto carioca fosse um caso esporádico, eventual. Porém, e os números não deixam dúvidas, apenas em 2006, foram 35 crianças, abaixo da linha de 13 anos, que foram assassinadas em balas perdidas. Então é de se perguntar: o que falta mais para esta gente toda tomar decisões ? Impor medidas de basta à violência, à impunidade, à falta de segurança ? Ainda nesta semana, em boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos a noticia terrível dos investimentos em segurança pública feitos pelo governo federal, o que nos levou a questionar o que vale mais vale de tantos milhares de inocentes, diariamente roubados da existência, grande número ainda jovens, ou o raio do dinheiro preso nos cofres do tesouro para bancar as festinhas palacianas, as reformas milionárias de algumas mansões, ou as viagens e estadias de droga para porra nenhuma que diariamente o contribuinte acaba bancando para este monte de energúmenos que investidos de autoridade, não a exercem e deixam o cidadão à mingua ? Sinceramente, não há mais nenhuma razão que impeça uma ação imediata de parte do governo federal, a não ser a preguiçosa omissão e a incriminadora e irresponsável conivência com o crime.