sexta-feira, março 09, 2007

Perda na poupança será compensada, diz ministro

Fonte: Agência Brasil

A mudança no cálculo da Taxa Referencial (TR), utilizada para reajustar a caderneta de poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não deve ter grande impacto para os trabalhadores, na avaliação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Para ele, o impacto da mudança deve ficar em torno de 0,5% ao ano e as perdas serão compensadas por ganhos de outro lado.

"Se ele traz um prejuízo do ponto de vista da poupança e do rendimento do fundo [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], ele traz uma conquista do ponto de vista das prestações para quem adquire a casa própria com financiamento", afirmou Marinho ao participar, nesta quarta-feira, de reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.

O cálculo da TR foi alterado em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) na última segunda-feira. O minsitro da Fazenda, Guido Mantega, defende que a medida corrige uma distorção, já que tanto a inflação quanto as taxas de juros estão em queda.

Na opinião do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique Santos, a mudança aumenta o lucro dos bancos e reduz o rendimento dos trabalhadores que têm seu dinheiro aplicado no FGTS.

A poupança rende 6% ao ano mais a TR. Com a redução da taxa, o rendimento da poupança diminui. O reajuste de financiamentos habitacionais, que também possui em sua composição a taxa, segue a mesma trajetória, o que nesse caso pode significar prestações menores.

A TR é calculada com base na Taxa Básica Financeira (TBF) que, por sua vez, tem como fundamento a rentabilidade média dos Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e do Recibo de Depósitos Bancários (RDB) de prazo de 30 a 35 dias corridos, emitidos por uma amostra composta pelas 30 instituições financeiras com maior volume de captação desses papéis.

COMENTANDO A NOTICIA: Compensada de que jeito, cara pálida ? Será que esta gente de mentalidade tão tacanha imagina que todos os poupadores são adquirentes de casa própria? Então tira-se a rentabilidade de um lado para o outro lado ? Não seria possível compatibilizar os ganhos para ambos os lados ? Mais: vejam quem perde são TODOS os trabalhadores comcarteira, e saldos no FGTS. Quem perde são todos os poupadores que acreditavam que um governo dirigido por “trabalhador” (do passado e aposentado precocemente com apenas 42 anos, diga-se de passagem), cometeria este crime de novo, do modo como Collor já havia feito no início da década de 90. Espero apenas que a imprensa saiba dar oi devido destaque a mais esta traição “governo para os pobres” do senhor Lula. Porque na verdade não acredito que nem os ministros nem tampouco Lula terão a devida coragem de virem a público falar a verdade do que está praticando.