O secretário da Casa Civil do governo do Rio, Régis Fichtnerm, não tem dúvida de que o esquema de empresas montado pela milícia da favela de Rio das Pedras, no bairro de Jacarepaguá, Zona Oeste, denunciado ontem pelo jornal "O Estado de São Paulo", tem como objetivo lavar dinheiro. "Toda organização criminosa precisa ter o braço da lavagem do dinheiro. Eles recebem dinheiro e como usam o dinheiro? Tem que ter seus laranjas, suas empresas. Todo o crime de quadrilha precisa do esquema de lavagem de dinheiro".
Já o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, mostrou-se mais cauteloso. Ele só foi tomar conhecimento da reportagem no final da tarde, através dos jornalistas. "Temos que ver efetivamente os registros na Associação Comercial, ver quem são estas pessoas. Não podemos ler o nome de uma pessoa aqui e dizer que ela é miliciana. Estas pessoas precisam ser investigadas, precisamos apresentar provas ao Judiciário e para que elas sejam identificadas como milicianas", disse.
Na Assembléia Legislativa, o deputado Marcelo Freixo (Psol), que luta por uma CPI sobre as milícias, afirma que o problema "é o mais importante tema na questão da segurança pública. Ela muda o cenário para pior, porque é o crime organizado, com domínio de território, feito por agentes de segurança pública, muitas vezes com a utilização do aparato da segurança pública. Não é à toa que o próprio Félix de Souza Tostes (policial civil, executado há duas semanas e apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras) ocupava cargo na direção da Polícia Civil", diz.
Também a deputada Cidinha Campos (PDT) não tem dúvidas de que o esquema é da milícia e adverte que a investigação não deve se limitar à favela: "Evidente que este esquema é da milícia, só que tem gente cuja ficha demora mais tempo para cair. O secretário parece ter uma ficha mais lenta. Só que no caso da milícia, o buraco é mais em cima, e não mais embaixo. Não começa com quem morreu, mas com os superiores dele", afirma, deixando claro a necessidade de investigar o ex-diretor de Polícia Civil, Ricardo Allack, que manteve Tostes como seu assessor e ainda o condecorou".
A reportagem do jornal mostrava que a milícia de Rio das Pedras não depende apenas das taxas de segurança, pedágios do transporte alternativo ou venda de imagens clonadas das TVs à cabo. Ela criou empresa de turismo, factoring para a compra de cheques pré-datados do comércio, distribuidora de gás. Também controla a cooperativa de vans e a oficina onde elas são consertadas.
Para Fichtnerm isto "é uma demonstração de organização e efetivamente tem que ser investigado. O estado não pode ter medo nem receio de nenhum tipo de organização criminosa. Temos que combater com inteligência, inclusive vendo estes aspectos também dos crimes financeiros". Já Beltrame diz que a investigação é cautelosa: "Se os resultados com relação à investigação sobre a milícia não estão sendo tão rápidos como os senhores querem, é em função da seriedade do trabalho que estamos fazendo", afirmou.
Já o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, mostrou-se mais cauteloso. Ele só foi tomar conhecimento da reportagem no final da tarde, através dos jornalistas. "Temos que ver efetivamente os registros na Associação Comercial, ver quem são estas pessoas. Não podemos ler o nome de uma pessoa aqui e dizer que ela é miliciana. Estas pessoas precisam ser investigadas, precisamos apresentar provas ao Judiciário e para que elas sejam identificadas como milicianas", disse.
Na Assembléia Legislativa, o deputado Marcelo Freixo (Psol), que luta por uma CPI sobre as milícias, afirma que o problema "é o mais importante tema na questão da segurança pública. Ela muda o cenário para pior, porque é o crime organizado, com domínio de território, feito por agentes de segurança pública, muitas vezes com a utilização do aparato da segurança pública. Não é à toa que o próprio Félix de Souza Tostes (policial civil, executado há duas semanas e apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras) ocupava cargo na direção da Polícia Civil", diz.
Também a deputada Cidinha Campos (PDT) não tem dúvidas de que o esquema é da milícia e adverte que a investigação não deve se limitar à favela: "Evidente que este esquema é da milícia, só que tem gente cuja ficha demora mais tempo para cair. O secretário parece ter uma ficha mais lenta. Só que no caso da milícia, o buraco é mais em cima, e não mais embaixo. Não começa com quem morreu, mas com os superiores dele", afirma, deixando claro a necessidade de investigar o ex-diretor de Polícia Civil, Ricardo Allack, que manteve Tostes como seu assessor e ainda o condecorou".
A reportagem do jornal mostrava que a milícia de Rio das Pedras não depende apenas das taxas de segurança, pedágios do transporte alternativo ou venda de imagens clonadas das TVs à cabo. Ela criou empresa de turismo, factoring para a compra de cheques pré-datados do comércio, distribuidora de gás. Também controla a cooperativa de vans e a oficina onde elas são consertadas.
Para Fichtnerm isto "é uma demonstração de organização e efetivamente tem que ser investigado. O estado não pode ter medo nem receio de nenhum tipo de organização criminosa. Temos que combater com inteligência, inclusive vendo estes aspectos também dos crimes financeiros". Já Beltrame diz que a investigação é cautelosa: "Se os resultados com relação à investigação sobre a milícia não estão sendo tão rápidos como os senhores querem, é em função da seriedade do trabalho que estamos fazendo", afirmou.