Governos já gastaram oito vezes mais que previsto
Revista Veja online
Os gastos públicos com os Jogos Pan-Americanos deste ano no Rio de Janeiro já são quase oito vezes maiores do que a previsão inicial. Cinco anos atrás, quando divulgaram o orçamento do evento, União, Estado e município calculavam gastar um total de 409 milhões de reais, em valores atualizados pela inflação. Até agora, contudo, já aplicaram 3,2 bilhões de reais no evento, um aumento de 684%.
De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o maior aumento nos gastos foi do Estado do Rio, que previa entregar 31 milhões de reais para as obras ligadas aos jogos mas acabará gastando pelo menos 500 milhões. O salto foi de 1.513%. Já a União terá gasto quase onze vezes maior do que o estimado inicialmente, passando de 138 milhões para 1,5 bilhão. As despesas da prefeitura passaram de 239 milhões para 1,2 bilhão.
Benefícios
Os números originais estão num documento oficial entregue pelos governos e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) em 2002. Questionados pela Folha a respeito do salto nos gastos, União, Estado e município deram explicações diferentes. O governo federal diz que os gastos se justificam pelos supostos benefícios que o Rio terá. A prefeitura diz que o evento será uma "ponte" para sediar uma Olimpíada. E o Estado diz que o projeto do Pan foi melhorado e aumentado.
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A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo
BolsaA Bolsa saiu da bolsa, certo? Ou seja, a bolsa de valores, local onde se negociam ações, herdou seu nome do velho saquinho de moedas, confere? Sem parar para pensar, sempre acreditei que fosse assim. Não é. Embora, no fim das contas, seja. Convém explicar.
Revista Veja online
Os gastos públicos com os Jogos Pan-Americanos deste ano no Rio de Janeiro já são quase oito vezes maiores do que a previsão inicial. Cinco anos atrás, quando divulgaram o orçamento do evento, União, Estado e município calculavam gastar um total de 409 milhões de reais, em valores atualizados pela inflação. Até agora, contudo, já aplicaram 3,2 bilhões de reais no evento, um aumento de 684%.
De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o maior aumento nos gastos foi do Estado do Rio, que previa entregar 31 milhões de reais para as obras ligadas aos jogos mas acabará gastando pelo menos 500 milhões. O salto foi de 1.513%. Já a União terá gasto quase onze vezes maior do que o estimado inicialmente, passando de 138 milhões para 1,5 bilhão. As despesas da prefeitura passaram de 239 milhões para 1,2 bilhão.
Benefícios
Os números originais estão num documento oficial entregue pelos governos e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) em 2002. Questionados pela Folha a respeito do salto nos gastos, União, Estado e município deram explicações diferentes. O governo federal diz que os gastos se justificam pelos supostos benefícios que o Rio terá. A prefeitura diz que o evento será uma "ponte" para sediar uma Olimpíada. E o Estado diz que o projeto do Pan foi melhorado e aumentado.
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A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo
BolsaA Bolsa saiu da bolsa, certo? Ou seja, a bolsa de valores, local onde se negociam ações, herdou seu nome do velho saquinho de moedas, confere? Sem parar para pensar, sempre acreditei que fosse assim. Não é. Embora, no fim das contas, seja. Convém explicar.
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Passando pelo latim tardio bursa, pode-se traçar a origem da bolsa-saco até a Antiguidade. Encontraremos por lá o grego búrsa, “pele curtida, couro, odre para guardar vinho”. Já as bolsas de valores, aquelas que ontem começaram a se desmilingüir diante do bafo vindo de Xangai, foram batizadas muito mais tarde com um nome de família, Van der Bürse (em italiano, della Borse), clã de financistas em cuja casa se reuniam nos séculos XV e XVI os comerciantes venezianos. A acepção “lugar de comércio, de negócios” para a palavra italiana borsa aparece registrada pela primeira vez no século XVII, segundo o Houaiss.Charmosa distinção, não? Só não convém exagerar na tese das origens diferentes. Em última análise, a bolsa e a bolsa têm histórias tão entrecruzadas que seria impossível separá-las cirurgicamente. A casa dos Van der Bürse onde se reuniam os antepassados de nossos corretores estressados ficava numa praça ornamentada com uma escultura em que havia três bolsas – na acepção tradicional.
Passando pelo latim tardio bursa, pode-se traçar a origem da bolsa-saco até a Antiguidade. Encontraremos por lá o grego búrsa, “pele curtida, couro, odre para guardar vinho”. Já as bolsas de valores, aquelas que ontem começaram a se desmilingüir diante do bafo vindo de Xangai, foram batizadas muito mais tarde com um nome de família, Van der Bürse (em italiano, della Borse), clã de financistas em cuja casa se reuniam nos séculos XV e XVI os comerciantes venezianos. A acepção “lugar de comércio, de negócios” para a palavra italiana borsa aparece registrada pela primeira vez no século XVII, segundo o Houaiss.Charmosa distinção, não? Só não convém exagerar na tese das origens diferentes. Em última análise, a bolsa e a bolsa têm histórias tão entrecruzadas que seria impossível separá-las cirurgicamente. A casa dos Van der Bürse onde se reuniam os antepassados de nossos corretores estressados ficava numa praça ornamentada com uma escultura em que havia três bolsas – na acepção tradicional.
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No fim das contas, é mais ou menos o seguinte: a família Das Bolsas tinha bolsas tão abarrotadas que inspirou as Bolsas, locais feitos sob medida para o pessoal encher – e, como se viu ontem mais uma vez, esvaziar – novas bolsas.
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Mulheres: Menos emprego, menos renda
Da Folha de S.Paulo:
"A participação das mulheres no mercado de trabalho mundial estagnou nos últimos dez anos, e a taxa de desemprego feminino oscilou de 6,1% para 6,6% entre 1996 e 2006, o que significa um aumento de 22,7% -ou 15,1 milhões- no número de desempregadas mundialmente. É o que mostra um estudo realizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e divulgado ontem, em Genebra.
A força de trabalho feminina atingiu, no ano passado, 1,2 bilhão -a masculina chegou a 1,8 bilhão. O crescimento no número de pessoas empregadas foi parecido, em termos percentuais, para homens e mulheres. Apesar disso, o aumento do desemprego foi relativamente maior entre a população feminina.
Em 2006, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho ficou em 52,4% -dez anos antes, era de 53%. De acordo com a OIT, esse dado pode esconder uma tendência positiva porque as mulheres podem estar fora do mercado de trabalho porque estão estudando mais."
"Se formassem uma nação à parte, as mulheres brasileiras teriam um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ligeiramente maior do que o dos homens. Esse "ligeiramente" só se aplica na frase anterior por causa dos baixos rendimentos delas no mercado de trabalho. Não fosse isso, por causa do avanço maior na escolaridade e da mais elevada expectativa de vida, os homens estariam bem atrás em termos de desenvolvimento humano.
Esse exercício hipotético foi feito a pedido da Folha pelo economista Marcelo Paixão, da UFRJ e do Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais.
Calculando o IDH de homens e mulheres no Brasil seguindo os mesmos critérios utilizados pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no cálculo do índice das nações, Paixão mostrou que o IDH das mulheres ficaria em 0,80, enquanto o dos homens seria de 0,79."
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Bush quer frear '' revolução bolivariana''
De O Globo:
"O presidente George W. Bush desembarca na capital paulista esta noite — iniciando viagem de uma semana que também o levará a Uruguai, Colômbia, Guatemala e México — disposto a iniciar um processo de reaproximação com a América Latina. Conselheiros e assessores da Casa Branca, que participaram das reuniões preparatórias, revelaram que foi feito um mea-culpa sobre o abandono a que a região foi relegada pela política externa de Bush, e que acabou dando espaço para a expansão da revolução bolivariana do presidente Hugo Chávez, da Venezuela. Decidiu-se, então, realizar uma reavaliação de prioridades:
— Concluímos que precisamos passar a limpo o que temos feito na região em termos de engajamento e de auxílio aos setores mais vulneráveis da sociedade, em termos de emprego, de educação, de saúde, e de segurança — disse ao GLOBO um dos participantes daqueles encontros." Leia mais em O Globo.
"Na véspera da chegada do presidente George W. Bush a São Paulo, centenas de mulheres da Via Campesina, a internacional camponesa que unifica movimentos como o MST, a CUT e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), invadiram ontem a maior usina de álcool do país, a Cevasa, em Patrocínio Paulista (SP), controlada pela americana Cargill Agrícola. A entidade também comandou invasões e protestos no Rio, em Minas, no Ceará e em Pernambuco.
A invasão foi um protesto contra a parceria que Bush pretende firmar com o Brasil para a produção de etanol, segundo o representante da Via Campesina no Brasil e líder do MST, João Pedro Stédile. Para os movimentos sociais, o acordo trará destruição ambiental e não produzirá empregos."
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O recorde do café
Radar, Veja online
As exportações brasileiras de café registraram o maior faturamento da história entre março do ano passado e fevereiro de 2007. A receita obtida chega a 3,4 bilhões de dólares. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A Alemanha foi o principal destino do café brasileiro, seguida pelos Estados Unidos. A paixão dos alemães pelo cafezinho brasileiro tem crescido tanto que no ano passado um empresário chamado Ozan Taner lançou uma rede de cafeterias em Berlim, Munique e Frankfurt chamada "Café do Brasil". A logomarca da rede é idêntica ao do Instituto Brasileiro do Café, extinto no governo Collor.
No fim das contas, é mais ou menos o seguinte: a família Das Bolsas tinha bolsas tão abarrotadas que inspirou as Bolsas, locais feitos sob medida para o pessoal encher – e, como se viu ontem mais uma vez, esvaziar – novas bolsas.
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Mulheres: Menos emprego, menos renda
Da Folha de S.Paulo:
"A participação das mulheres no mercado de trabalho mundial estagnou nos últimos dez anos, e a taxa de desemprego feminino oscilou de 6,1% para 6,6% entre 1996 e 2006, o que significa um aumento de 22,7% -ou 15,1 milhões- no número de desempregadas mundialmente. É o que mostra um estudo realizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e divulgado ontem, em Genebra.
A força de trabalho feminina atingiu, no ano passado, 1,2 bilhão -a masculina chegou a 1,8 bilhão. O crescimento no número de pessoas empregadas foi parecido, em termos percentuais, para homens e mulheres. Apesar disso, o aumento do desemprego foi relativamente maior entre a população feminina.
Em 2006, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho ficou em 52,4% -dez anos antes, era de 53%. De acordo com a OIT, esse dado pode esconder uma tendência positiva porque as mulheres podem estar fora do mercado de trabalho porque estão estudando mais."
"Se formassem uma nação à parte, as mulheres brasileiras teriam um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ligeiramente maior do que o dos homens. Esse "ligeiramente" só se aplica na frase anterior por causa dos baixos rendimentos delas no mercado de trabalho. Não fosse isso, por causa do avanço maior na escolaridade e da mais elevada expectativa de vida, os homens estariam bem atrás em termos de desenvolvimento humano.
Esse exercício hipotético foi feito a pedido da Folha pelo economista Marcelo Paixão, da UFRJ e do Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais.
Calculando o IDH de homens e mulheres no Brasil seguindo os mesmos critérios utilizados pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no cálculo do índice das nações, Paixão mostrou que o IDH das mulheres ficaria em 0,80, enquanto o dos homens seria de 0,79."
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Bush quer frear '' revolução bolivariana''
De O Globo:
"O presidente George W. Bush desembarca na capital paulista esta noite — iniciando viagem de uma semana que também o levará a Uruguai, Colômbia, Guatemala e México — disposto a iniciar um processo de reaproximação com a América Latina. Conselheiros e assessores da Casa Branca, que participaram das reuniões preparatórias, revelaram que foi feito um mea-culpa sobre o abandono a que a região foi relegada pela política externa de Bush, e que acabou dando espaço para a expansão da revolução bolivariana do presidente Hugo Chávez, da Venezuela. Decidiu-se, então, realizar uma reavaliação de prioridades:
— Concluímos que precisamos passar a limpo o que temos feito na região em termos de engajamento e de auxílio aos setores mais vulneráveis da sociedade, em termos de emprego, de educação, de saúde, e de segurança — disse ao GLOBO um dos participantes daqueles encontros." Leia mais em O Globo.
"Na véspera da chegada do presidente George W. Bush a São Paulo, centenas de mulheres da Via Campesina, a internacional camponesa que unifica movimentos como o MST, a CUT e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), invadiram ontem a maior usina de álcool do país, a Cevasa, em Patrocínio Paulista (SP), controlada pela americana Cargill Agrícola. A entidade também comandou invasões e protestos no Rio, em Minas, no Ceará e em Pernambuco.
A invasão foi um protesto contra a parceria que Bush pretende firmar com o Brasil para a produção de etanol, segundo o representante da Via Campesina no Brasil e líder do MST, João Pedro Stédile. Para os movimentos sociais, o acordo trará destruição ambiental e não produzirá empregos."
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O recorde do café
Radar, Veja online
As exportações brasileiras de café registraram o maior faturamento da história entre março do ano passado e fevereiro de 2007. A receita obtida chega a 3,4 bilhões de dólares. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A Alemanha foi o principal destino do café brasileiro, seguida pelos Estados Unidos. A paixão dos alemães pelo cafezinho brasileiro tem crescido tanto que no ano passado um empresário chamado Ozan Taner lançou uma rede de cafeterias em Berlim, Munique e Frankfurt chamada "Café do Brasil". A logomarca da rede é idêntica ao do Instituto Brasileiro do Café, extinto no governo Collor.