segunda-feira, março 19, 2007

Família Janene ainda está forte

Tales Faria, Informe JB

Na quinta-feira o deputado Júlio Redecker (PSDB-PR) anunciou, na tribuna da Câmara, que estava dando entrada em dois requerimentos de informações. Um no Ministério das Minas e Energia, outro no Ministério das Comunicações.
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O discurso e os requerimentos passaram despercebidos pela imprensa nacional, mas prometem dar trabalho ao governo.
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Redecker afirma que o ex-deputado José Janene (PL-PR), acusado de ter sido um dos comandantes do esquema do mensalão, continua poderoso junto ao governo federal.
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Segundo Redecker, o irmão do ex-deputado, Assad Janene, criou, há cerca de seis meses, uma empresa de aluguel de carros em Londrina, a Renacar. E rapidamente a empresa está se tornando uma grande prestadora de serviços para órgãos públicos da União.
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Redecker conta que a Renacar já mantém 200 carros alugados para a Furnas Centrais Elétricas, 120 veículos em São Paulo para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mais 80 outros para administrações diretas de prefeituras e governos do PT:
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"O senhor Assad Janene é um craque. Tem de dar curso de relações pessoais, de relações corporativas, para saber quem no governo dá guarida para o prestígio dessa família, dona de uma empresa jovem, mas de sucesso, com marketing, com planejamento estratégico, com gente capacitada para competir com as melhores brasileiras".

Como vem a Marta
A permanência no cargo ou não da atual presidente da Embratur, Jeanine Pires, está sendo considerada, dentro do Palácio do Planalto, o primeiro teste para saber como a futura ministra do Turismo, Marta Suplicy, vai se comportar. Jeanine é considerada uma técnica do setor que tem a simpatia do presidente Lula e o apoio total do seu antigo chefe, Walfrido Mares Guia (PTB), provável futuro coordenador político do presidente. Se Marta mantiver Jeanine, estará acenando com a bandeira branca do PT para um coordenador político que não é do partido. Caso contrário...
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Licença ambiental
O PPS de Mato Grosso está veiculando, no horário gratuito local do partido na TV, um spot contra os desmatamentos da Amazônia. Os neocomunistas do Estado esperaram o governador Blairo Maggi desfiliar-se da legenda para abraçarem a causa ecológica. Com ele no PPS não dava. Maggi é o maior produtor de soja do país, acusado pelos ambientalistas de empurrar a fronteira agrícola de grãos sobre a floresta amazônica.
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Bateu, levou
A oposição não está gostando nada da ameaça velada dos governistas no Senado de quererem investigar, dentro da CPI das ONGs, as entidades patrocinadas pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso no governo Fernando Henrique. PFL e PSDB mandaram recados em resposta avisando que podem, em contrapartida, mexer com ONGs de Santa Catarina ligadas a Luriam, a filha mais velha do presidente Lula. Pelo sim, pelo não, os dois grupos devem acabar acalmando-se.
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Emancipação penal
A bancada do PFL deverá adotar uma solução alternativa para a questão da maioridade penal. A proposta do líder Onyx Lorenzoni (RS) será que se crie a possibilidade de o juiz, depois de ouvir uma equipe multidisciplinar, emancipar menores que tenham cometido crimes hediondos ou homicídios. Se o juiz emancipar o menor criminoso, ele poderá ser condenado a cumprir pena como qualquer condenado com mais de 18 anos.
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Ainda o Maluf
Requerimento do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), na Comissão de Relações Exteriores da Câmara: "Nos termos regimentais, requeiro que seja solicitada, junto ao Ministério das Relações Exteriores, cópia do processo de indiciamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), em Nova York, tendo em vista uma possível necessidade de intervenção desta Comissão no assunto".
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Não aprendeu
Foi o maior constrangimento na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, quarta-feira, quando todos os deputados tiveram que ficar parados esperando o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) lembrar com base em que artigo do Regimento Interno da Casa fundamentava uma questão de ordem. Ex-presidente da Câmara, João Paulo passou dois anos comandando as sessões da Casa com base no Regimento. É verdade que ele tinha um funcionário de carreira, Mozart Viana, que é secretário-geral da Mesa Diretora, soprando-lhe os artigos ao ouvido. Mas em dois anos já era tempo para decorar alguma coisa.