O gigantismo do Estado emperra o crescimento
Adelson Elias Vasconcellos
Na Folha de São Paulo deste domingo uma reportagem dando conta que as TVs estatais consumiram R$ 544 mi em 2006; 80% dos recursos saiu dos três Poderes. E também cresceu a presença estatal no setor após Lei da TV a Cabo, de 1995; número de emissoras educativas saltou de 20 para 167 em 12 anos.
Em outra reportagem do Estadão, a demonstração de que os gastos do governo, que em 1985 representavam cerca de 7% do PIB hoje já são mais de 30% do PIB, um vertiginoso crescimento cerca de 3 vezes nos últimos vinte anos. E observe-se que o governo reclama não ter dinheiro para investimentos em estradas, educação, saúde, saneamento, segurança pública, etc. Onde será que o governo enterra todo o dinheiro que arrecada ? Em grande parte, na manutenção de si mesmo, nos cargos, nos privilégios vergonhosos e imorais dos três poderes, nas obras super-faturadas e quase poucas concluídas, nos desperdícios, na corrupção e nos desvios. E para a manutenção deste elefante verde amarelo, a carga tributária cresceu neste período de puco mais de 20% para mais de 40% ! Portanto, não se precisa procurar muito para se saber onde estão as razões para o crescimento ridículo que o país experimentou ao longo deste mesmo período de anos. Nem tampouco encontrar-se os culpados: como sempre defendemos e afirmamos aqui, o Estado, com todos os custos que suga da nação, tornou-se o seu próprio gigolô. Tira tudo o que pode, não dá nada em troca, e ainda nos exige mais sacrifícios.
Para sair desta ciranda maluca só com a moralização do que se paga e se gasta nos três Poderes da República, e em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Sem isto, meus amigos, esqueçam: estamos condenados a viver neste mar de canalhice, de mesmice, de mediocridade por muitos anos a fio. Contudo, cheguem para um juiz, qualquer um deles e diga-lhe que ele está ganhando muito, ou tente cortar algumas das vantagens indecentes de deputados e senadores. E vocês sentirão na pele quem é a elite que explora e massacra a população brasileira.
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Governistas têm 'mesadão'
A revista IstoÉ revela em sua edição desta semana um esquema chefiado pelo ex e futuro ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (AM). Ao cooptar parlamentares de outros partidos para o seu PR (ex-PL), ele oferece o controle nos estados de uma espécie de "franchise" do DNIT, o endinheirado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Cooptados, os políticos passariam a receber "mesadões" milionários.
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Doleiro delata petistas
O doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi, contou em seu depoimento no inquérito nº 1074 que petistas influentes no primeiro governo Lula teriam enviado recursos para o exterior. Acusou os deputados federais petistas Devanir Ribeiro, João Paulo Cunha e José Mentor, além de reiterar as acusações envolvendo o deputado Paulo Maluf (PR-SP) no envio ilegal de dinheiro para o exterior. Os citados já se manifestaram indignados com a acusação.
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Assédio
O deputado Márcio Junqueira (PFL-RR) gravou entrevista a IstoÉ contando como o ex e futuro ministro Alfredo Nascimento tentou cooptá-lo para o PR.
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Abin deixou Lula na mão
O presidente Lula ficou muito irritado com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Márcio Buzanelli, por não ter sido avisado sobre as acusações contra o deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR) antes de convidá-lo para o cargo de ministro da Agricultura. Lula ficou sabendo da folha corrida de Balbinotti pelos jornais. Os arapongas alegam que não foram acionados. O episódio jogou Buzanelli na frigideira do Planalto.
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Sinceridade é tudo
Lula enfatizou que "Saúde e Educação não se partidariza". Ou seja, para formar o resto do governo, vale até dedo no olho.
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Papa vetou apresentação de Sandy & Júnior, diz jornal
Cotada para fazer um show durante a passagem do Papa Bento XVI em São Paulo, no dia 10 de maio, a dupla Sandy & Júnior anunciou no final de semana que a apresentação não ocorrerá em virtude de "incompatibilidade de agendas". De acordo com o jornal Agora São Paulo, porém, a história foi outra: o próprio religioso teria vetado os cantores.
A coluna Olá desta quinta-feira diz que o cancelamento se deu porque Bento XVI "condenou publicamente os cantos que 'desvirtuam' o espírito da missa". Isso teria, obviamente, fechado as portas para a dupla de Campinas.
Se o show saísse do papel, Sandy & Júnior se uniriam a nomes como Roberto Carlos e Fafá de Belém na lista de artistas brasileiras que cantaram para a maior autoridade católica - ambos foram vistos por João Paulo 2º no Rio de Janeiro, em 1997.
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O avanço da dengue
Do Jornal do Brasil:
"A incidência da dengue no país teve um aumento de 25,64% nos dois primeiros meses deste ano. Nos dois primeiros meses do ano passado, foram registrados 54 mil casos enquanto no mesmo período deste ano o número de casos já chegou a 67.847. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que houve uma melhora no número de pessoas picadas pelo inseto Aedes aegypti - que transmite a doença - em Estados onde tradicionalmente ela ocorre. É o caso do Rio de Janeiro, onde o número de doentes caiu 20%, e Goiás, onde a redução é de 80%. Em contrapartida, no Mato Grosso do Sul, a doença cresceu 4.944%, no Paraná, 226% e em Roraima, 123%.
Ontem, a ONG Contas Abertas divulgou nota dizendo que apesar do aumento da dengue em quase todos os Estados, o governo está contingenciando recursos do Fundo de Combate à Dengue e à Malária. Dos R$ 64,2 milhões previstos no orçamento da União, o Ministério da Saúde só liberou até agora 3% ou R$ 2 milhões. O governo também liberou, segundo a ONG, outros R$ 5,3 milhões de restos a pagar para cobrir dívidas de exercícios anteriores."
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Quem fica com o Desenvolvimento?
De O Estado de S.Paulo:
"Foram sondados para o cargo os empresários Jorge Gerdau, Eugênio Staub, Abílio Diniz e Maurício Botelho. Nenhum deles aceitou. O presidente chegou até a pedir ajuda à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Nos últimos dias, o presidente começou a cogitar a possibilidade de uma solução caseira. Avalia, hoje, a indicação de Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção das Exportações (Apex). Empresário de São Paulo, Quirós já integrou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e é amigo de Furlan. O ministro disse a Lula que permanecerá no cargo até a solução do impasse. Adiantou, no entanto, que gostaria de deixar Brasília ainda este mês."
Adelson Elias Vasconcellos
Na Folha de São Paulo deste domingo uma reportagem dando conta que as TVs estatais consumiram R$ 544 mi em 2006; 80% dos recursos saiu dos três Poderes. E também cresceu a presença estatal no setor após Lei da TV a Cabo, de 1995; número de emissoras educativas saltou de 20 para 167 em 12 anos.
Em outra reportagem do Estadão, a demonstração de que os gastos do governo, que em 1985 representavam cerca de 7% do PIB hoje já são mais de 30% do PIB, um vertiginoso crescimento cerca de 3 vezes nos últimos vinte anos. E observe-se que o governo reclama não ter dinheiro para investimentos em estradas, educação, saúde, saneamento, segurança pública, etc. Onde será que o governo enterra todo o dinheiro que arrecada ? Em grande parte, na manutenção de si mesmo, nos cargos, nos privilégios vergonhosos e imorais dos três poderes, nas obras super-faturadas e quase poucas concluídas, nos desperdícios, na corrupção e nos desvios. E para a manutenção deste elefante verde amarelo, a carga tributária cresceu neste período de puco mais de 20% para mais de 40% ! Portanto, não se precisa procurar muito para se saber onde estão as razões para o crescimento ridículo que o país experimentou ao longo deste mesmo período de anos. Nem tampouco encontrar-se os culpados: como sempre defendemos e afirmamos aqui, o Estado, com todos os custos que suga da nação, tornou-se o seu próprio gigolô. Tira tudo o que pode, não dá nada em troca, e ainda nos exige mais sacrifícios.
Para sair desta ciranda maluca só com a moralização do que se paga e se gasta nos três Poderes da República, e em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Sem isto, meus amigos, esqueçam: estamos condenados a viver neste mar de canalhice, de mesmice, de mediocridade por muitos anos a fio. Contudo, cheguem para um juiz, qualquer um deles e diga-lhe que ele está ganhando muito, ou tente cortar algumas das vantagens indecentes de deputados e senadores. E vocês sentirão na pele quem é a elite que explora e massacra a população brasileira.
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Governistas têm 'mesadão'
A revista IstoÉ revela em sua edição desta semana um esquema chefiado pelo ex e futuro ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (AM). Ao cooptar parlamentares de outros partidos para o seu PR (ex-PL), ele oferece o controle nos estados de uma espécie de "franchise" do DNIT, o endinheirado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Cooptados, os políticos passariam a receber "mesadões" milionários.
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Doleiro delata petistas
O doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi, contou em seu depoimento no inquérito nº 1074 que petistas influentes no primeiro governo Lula teriam enviado recursos para o exterior. Acusou os deputados federais petistas Devanir Ribeiro, João Paulo Cunha e José Mentor, além de reiterar as acusações envolvendo o deputado Paulo Maluf (PR-SP) no envio ilegal de dinheiro para o exterior. Os citados já se manifestaram indignados com a acusação.
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Assédio
O deputado Márcio Junqueira (PFL-RR) gravou entrevista a IstoÉ contando como o ex e futuro ministro Alfredo Nascimento tentou cooptá-lo para o PR.
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Abin deixou Lula na mão
O presidente Lula ficou muito irritado com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Márcio Buzanelli, por não ter sido avisado sobre as acusações contra o deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR) antes de convidá-lo para o cargo de ministro da Agricultura. Lula ficou sabendo da folha corrida de Balbinotti pelos jornais. Os arapongas alegam que não foram acionados. O episódio jogou Buzanelli na frigideira do Planalto.
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Sinceridade é tudo
Lula enfatizou que "Saúde e Educação não se partidariza". Ou seja, para formar o resto do governo, vale até dedo no olho.
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Papa vetou apresentação de Sandy & Júnior, diz jornal
Cotada para fazer um show durante a passagem do Papa Bento XVI em São Paulo, no dia 10 de maio, a dupla Sandy & Júnior anunciou no final de semana que a apresentação não ocorrerá em virtude de "incompatibilidade de agendas". De acordo com o jornal Agora São Paulo, porém, a história foi outra: o próprio religioso teria vetado os cantores.
A coluna Olá desta quinta-feira diz que o cancelamento se deu porque Bento XVI "condenou publicamente os cantos que 'desvirtuam' o espírito da missa". Isso teria, obviamente, fechado as portas para a dupla de Campinas.
Se o show saísse do papel, Sandy & Júnior se uniriam a nomes como Roberto Carlos e Fafá de Belém na lista de artistas brasileiras que cantaram para a maior autoridade católica - ambos foram vistos por João Paulo 2º no Rio de Janeiro, em 1997.
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O avanço da dengue
Do Jornal do Brasil:
"A incidência da dengue no país teve um aumento de 25,64% nos dois primeiros meses deste ano. Nos dois primeiros meses do ano passado, foram registrados 54 mil casos enquanto no mesmo período deste ano o número de casos já chegou a 67.847. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que houve uma melhora no número de pessoas picadas pelo inseto Aedes aegypti - que transmite a doença - em Estados onde tradicionalmente ela ocorre. É o caso do Rio de Janeiro, onde o número de doentes caiu 20%, e Goiás, onde a redução é de 80%. Em contrapartida, no Mato Grosso do Sul, a doença cresceu 4.944%, no Paraná, 226% e em Roraima, 123%.
Ontem, a ONG Contas Abertas divulgou nota dizendo que apesar do aumento da dengue em quase todos os Estados, o governo está contingenciando recursos do Fundo de Combate à Dengue e à Malária. Dos R$ 64,2 milhões previstos no orçamento da União, o Ministério da Saúde só liberou até agora 3% ou R$ 2 milhões. O governo também liberou, segundo a ONG, outros R$ 5,3 milhões de restos a pagar para cobrir dívidas de exercícios anteriores."
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Quem fica com o Desenvolvimento?
De O Estado de S.Paulo:
"Foram sondados para o cargo os empresários Jorge Gerdau, Eugênio Staub, Abílio Diniz e Maurício Botelho. Nenhum deles aceitou. O presidente chegou até a pedir ajuda à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Nos últimos dias, o presidente começou a cogitar a possibilidade de uma solução caseira. Avalia, hoje, a indicação de Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção das Exportações (Apex). Empresário de São Paulo, Quirós já integrou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e é amigo de Furlan. O ministro disse a Lula que permanecerá no cargo até a solução do impasse. Adiantou, no entanto, que gostaria de deixar Brasília ainda este mês."