terça-feira, abril 24, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Impacto veio da valorização do euro

Roberston disse que um dos maiores impactos recentes sobre as moedas emergentes ocorreu por causa da valorização do euro diante do dólar. Moedas de países europeus emergentes mais vinculadas ao euro se tornaram muito menos competitivas em relação àquelas vinculadas à moeda norte-americana na Ásia e América Latina. "Isso poderá dar aos exportadores dessas duas regiões uma vantagem para penetrar nos mercados da União Européia num momento que o crescimento europeu pode ser o mais acelerado entre as três maiores economias do mundo", disse.

O analista observou que a combinação da queda dos spreads nas dívidas externas, baixas taxas de juros globais e a boa performance econômica, provocou um forte aumento na compra por estrangeiros de títulos em moeda local dos emergentes. "Isso reduziu à metade o spread ou valor relativo desses países em relação aos Estados Unidos ou a um país da Eurozona considerado barato", afirmou.

Ao mesmo tempo, observou Robertson, o benefício gerado pelas taxas de juros de moedas emergentes tem declinado. Em setembro de 2005, por exemplo, os investidores recebiam retornos de 10% na Indonésia, 19,5% no Brasil e 14,25% na Turquia. Hoje, os juros no Brasil são de 12,75%, na Indonésia já declinaram para um dígito e apenas permanecem acima dos 15%, em 17,5%, na Turquia.

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O nome dele é Moreira, cuidado petistas
Alerta Total
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O ex-deputado e ex-governador fluminense Moreira Franco (PMDB) deve se preparar para tomar muito tiro da cúpula petista na disputa mortal por cargos em estatais.
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O ex-deputado foi indicado por seu partido para presidir a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, em substituição a Maria da Graça Foster, ligada à cúpula petista. Sorte de Moreira que ele é amado por 11 entre 10 empreiteiros.

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Tudo pelo PAC
Da Folha de S.Paulo

"Enquanto o PMDB espera por seus cargos, pelo menos uma reforma de segundo escalão já começou: a do Meio Ambiente. Ela é fruto de conversa em que Lula foi taxativo com Marina Silva. O ministério e o Ibama, disse o presidente, não podem continuar a ser obstáculos ao PAC. A ministra cedeu e iniciou a faxina.

Uma das substituições ilustrativas da nova orientação da pasta é a do secretário de Desenvolvimento Sustentável, Gilney Viana. Marina já o avisou de que precisará do posto. Para o lugar de Viana deverá ser escalado o engenheiro agrônomo Egon Krakhecke, que foi secretário de Meio Ambiente de Zeca do PT no governo de Mato Grosso do Sul."

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A farsa do controle sobre contas de campanha
De O Globo

"As prestações de contas das campanhas eleitorais, em muitos casos, não passam de peças de ficção, e a Justiça Eleitoral acaba chancelando as justificativas de candidatos por falta de mecanismos para checar as informações fornecidas pelos políticos, disse ontem o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Caputo Bastos. Ele foi um dos convidados do painel "Financiamento da atividade política", no segundo dia do seminário "Reforma política — O estado democrático passado a limpo". Gratuito, o encontro, que se encerra hoje, é organizado pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) em parceria com a Firjan e com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

— O que tem acontecido até então, e eu digo isso com um pouco de sentimento de culpa, é que partidos e candidatos fingem que prestam contas, e nós, Justiça Eleitoral, fingimos que aprovamos aquelas contas. Dentre as funções da Justiça Eleitoral, essa é certamente uma das mais precárias — reconheceu o ministro, que dividiu o debate sobre o tema com o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA)."

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Dar emprego em vez de reduzir idade penal
De O Globo

"A maioria da população apóia a antecipação da maioridade penal, mas rejeita essa proposta quando ela é confrontada com outras soluções para diminuir a criminalidade no país. Segundo pesquisa do Instituto Ipsos, feita a pedido da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos entrevistados afirmaram que é melhor gerar empregos para jovens. Para 66%, é melhor aprovar leis mais duras e penas mais longas, e 58% disseram que preferiam o investimento em programas sociais para crianças e adolescentes nas comunidades carentes. A antecipação da maioridade penal só é preferida pelos entrevistados quando é confrontada com a opção de melhor equipar a polícia, num placar de 53% a 47%.

Apenas o Sul, no recorte por regiões, aprova a redução da idade penal em detrimento das alternativas apresentadas. Lá, a maioria dos entrevistados (70%) acha a antecipação da maioridade penal mais eficaz que equipar a polícia; 55% também preferem esta opção no confronto com a geração de mais empregos. Para 58%, ela é preferível à opção de aprovar leis mais duras. A população se divide, no entanto, quando a alternativa comparada é o investimento em programas sociais."

COMENTANDO A NOTICIA: Tudo bem, toda a iniciativa no sentido de oferecer alternativas melhores para os jovens é válida. Mas isto não torna o bandido melhor. Quem não é, não será com emprego ou sem ele, que adora a violência como meio de vida. É preciso de uma vez por todas aceitarmos a idéia de que ser ou não criminoso, se trata de uma escolha individual. E ela na maioria das vezes independe das circunstâncias. Não fosse assim, nas periferias dos grandes centros urbanos só haveria bandidos. E não é assim. A maioria é gente honesta, trabalhadora, que dá um duro danado para sustentar a si e sua família. Portanto, oferecer melhores condições de vida, melhores alternativas para que o cidadão possa prosperar, independe do grau de criminalidade. Não fosse seria de imaginar que aumentar a oferta de emprego só se faz por que o crime aumenta ? Sendo assim, que a oferta de emprego seja uma constante, com violência ou sem ela.

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TIM: a revolta dos pequenos revendedores
Cláudio Humberto

Pequenos agentes de recarga digital de celulares da TIM, especialmente no Nordeste, que recebiam comissões de 7%, estão revoltados com a decisão de substituí-los por outra empresa, a Nacional Distribuidora, remunerando-a a 12%. Como a TIM não é uma instituição de caridade, e suas tarifas elevadas demonstram isso, os prejuidicados desconfiam que a grande beneficiada tem relações íntimas com algum figurão da empresa de telefonia.

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Meio Ambiente com novo perfil
Lauro Jardim, Radar, Veja online

Reviravolta no Ministério do Meio Ambiente. O secretário-geral do ministério, Cláudio Langone, que estava cotado para assumir a presidência do Ibama, pediu o boné. Langone não aceitou uma série de mudanças de nomenclatura, competência e chefia nas secretarias do órgão que foram determinadas pelo Palácio do Planalto. Para seu lugar, vai João Paulo Capobianco, ex-secretário de Biodiversidades e Florestas do ministério, um ex-dirigente de grande ONGs como o SOS Mata Atlântica considerado como um quadro de diálogo mais fácil entre os empresários