Reinaldo Azevedo
Leia o que vai na Folha On Line. Volto depois:
A Congregação da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da Universidade de São Paulo (USP), repudiou a atitude de invasão ao prédio da Reitoria da Universidade na quinta-feira (3).
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"Este colegiado se recusa a ser complacente com o emprego de meios violentos no encaminhamento e resolução de demandas públicas", disse o professor doutor Gabriel Cohn, presidente da congregação, na nota divulgada nesta sexta-feira.
"Este colegiado se recusa a ser complacente com o emprego de meios violentos no encaminhamento e resolução de demandas públicas", disse o professor doutor Gabriel Cohn, presidente da congregação, na nota divulgada nesta sexta-feira.
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Para a congregação, "somente o diálogo e a negociação são capazes de deter a destruição do patrimônio da sociedade e conter ameaças de privatização da universidade pública", de acordo com o comunicado.
Para a congregação, "somente o diálogo e a negociação são capazes de deter a destruição do patrimônio da sociedade e conter ameaças de privatização da universidade pública", de acordo com o comunicado.
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A comissão de comunicação e imprensa dos alunos informou, por meio de nota, que os alunos não entendem o ato como uma forma de violência. "A violência que existe na sociedade brasileira, e que decerto deve ter suas causas combatidas, em nada se assemelha a uma manifestação em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, para todos e todas", disseram os estudantes em nota.
A comissão de comunicação e imprensa dos alunos informou, por meio de nota, que os alunos não entendem o ato como uma forma de violência. "A violência que existe na sociedade brasileira, e que decerto deve ter suas causas combatidas, em nada se assemelha a uma manifestação em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, para todos e todas", disseram os estudantes em nota.
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Até o final da tarde de ontem cerca de 200 alunos, segundo a Prefeitura do Campus Butantã da USP --500 segundo os manifestantes-- continuavam no prédio da reitoria.
Até o final da tarde de ontem cerca de 200 alunos, segundo a Prefeitura do Campus Butantã da USP --500 segundo os manifestantes-- continuavam no prédio da reitoria.
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A Folha Online apurou que os alunos utilizam equipamentos como computadores e telefones da universidade, inclusive para navegar na internet. Eles pretendem passar o final de semana no local. Faixas anunciavam atrações culturais, chamando de "Virada Cultural" da ocupação na reitoria.
A Folha Online apurou que os alunos utilizam equipamentos como computadores e telefones da universidade, inclusive para navegar na internet. Eles pretendem passar o final de semana no local. Faixas anunciavam atrações culturais, chamando de "Virada Cultural" da ocupação na reitoria.
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Uma nova reunião está marcada para acontecer no sábado (5), às 11h, com alunos e representantes da direção da USP, entre eles o vice-reitor Franco Maria Lajolo. Se houver acordo, os alunos podem deixar o local.
Uma nova reunião está marcada para acontecer no sábado (5), às 11h, com alunos e representantes da direção da USP, entre eles o vice-reitor Franco Maria Lajolo. Se houver acordo, os alunos podem deixar o local.
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Voltei
Voltei
Gabriel Cohn é avis rara na USP. Começa que não é marxista, mas weberiano. Imaginem vocês. Seria o caso de coletar material genético para uma futura reprodução em laboratório. Em sala, o sociólogo tem um comportamento discreto, sem qualquer apelo à demagogia. Dá aula de sociologia, não busca ter fiéis. Também não se esforça para ser um intelectual midiático. Do autor, recomendo Crítica e Resignação e Weber. Esperava dele a censura que fez. Não sabia que era ele o atual presidente da Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a famosa “fefeléchi”, de onde sai boa parte da militância radical da USP.
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A reitoria está ocupada por 200 baderneiros, que, entendo, são um problema da polícia. Trata-se de 0,25% dos quase 81 mil estudantes da Universidade. É até provável que existam 200 fascistas em toda a universidade. Se tomassem a reitoria, sairiam de lá debaixo de chicote. E seria merecido. Logo, chicote na canalha que resolveu praticar terrorismo contra a administração da USP.
A reitoria está ocupada por 200 baderneiros, que, entendo, são um problema da polícia. Trata-se de 0,25% dos quase 81 mil estudantes da Universidade. É até provável que existam 200 fascistas em toda a universidade. Se tomassem a reitoria, sairiam de lá debaixo de chicote. E seria merecido. Logo, chicote na canalha que resolveu praticar terrorismo contra a administração da USP.