Vejam o que vai na Folha On Line. Volto depois:
Uma manifestação de ao menos 5.000 professores --segundo os organizadores e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)-- interdita todas as faixas da avenida Sargento Mário Kozel nos dois sentidos, no bairro do Paraíso (zona sul de São Paulo) nesta tarde de sexta-feira. Mesmo com o protesto, não há congestionamentos na região, de acordo com a CET.
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O protesto foi organizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) contra o projeto de lei que cria o SPPREV (Sistema de Previdência dos Servidores Públicos). Na semana passada ao menos 10 mil professores estiveram na manifestação.
O protesto foi organizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) contra o projeto de lei que cria o SPPREV (Sistema de Previdência dos Servidores Públicos). Na semana passada ao menos 10 mil professores estiveram na manifestação.
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De acordo com a Apeoesp, os professores realizaram uma assembléia no estacionamento da Assembléia Legislativa e aprovaram o estado de greve a partir desta sexta. Caso o projeto entre em votação sem mudanças, os professores entram em greve.
De acordo com a Apeoesp, os professores realizaram uma assembléia no estacionamento da Assembléia Legislativa e aprovaram o estado de greve a partir desta sexta. Caso o projeto entre em votação sem mudanças, os professores entram em greve.
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O sindicato marcou para a próxima quinta-feira (10) uma manifestação no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) com outras categorias de servidores estaduais. De acordo com a Apeoesp, o protesto será para reivindicar uma proposta de reajuste salarial do governo.
O sindicato marcou para a próxima quinta-feira (10) uma manifestação no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) com outras categorias de servidores estaduais. De acordo com a Apeoesp, o protesto será para reivindicar uma proposta de reajuste salarial do governo.
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Voltei
É surrealismo puro.
É surrealista até mesmo a forma como o noticiário on line tem narrado o fato.Os professores poderiam, sim, estar protestando. Mas contra Luiz Marinho, chefão da CUT e ministro da Previdência, contra o PT e contra o governo Lula. Em vez disso, estão atazanando a vida do governo de São Paulo. Para quem não se lembra, explico o caso.
Voltei
É surrealismo puro.
É surrealista até mesmo a forma como o noticiário on line tem narrado o fato.Os professores poderiam, sim, estar protestando. Mas contra Luiz Marinho, chefão da CUT e ministro da Previdência, contra o PT e contra o governo Lula. Em vez disso, estão atazanando a vida do governo de São Paulo. Para quem não se lembra, explico o caso.
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Há estimados 205 mil servidores, a maioria professores, no Estado de São Paulo que foram contratados segundo a Lei 500, de 1974. São temporários, não efetivos. Eles contribuem e se aposentam segundo o regime de Previdência do Estado. Ocorre que o governo federal quer transferi-los para o INSS, seqüestrando o dinheiro da contribuição, algo estimado em R$ 15 bilhões. O governo do Estado não quer. Decidiu comprar a briga com o governo federal.
Há estimados 205 mil servidores, a maioria professores, no Estado de São Paulo que foram contratados segundo a Lei 500, de 1974. São temporários, não efetivos. Eles contribuem e se aposentam segundo o regime de Previdência do Estado. Ocorre que o governo federal quer transferi-los para o INSS, seqüestrando o dinheiro da contribuição, algo estimado em R$ 15 bilhões. O governo do Estado não quer. Decidiu comprar a briga com o governo federal.
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Quem manda na Apeoesp, a associação dos professores da rede oficial de ensino, que tem comandado os protestos? É a CUT de Luiz Marinho. É o PT de Lula. Nesse caso, Serra e os professores querem a mesma coisa. Mas contra quem os professores petistas fazem o movimento? Ora, contra o seu aliado circunstancial — o governo do Estado —, mas seu adversário político, uma vez que a reivindicação sindical está partidarizada. É só o governo federal abrir mão de transferir esses funcionários para o INSS, e a coisa está resolvida. O governo de São Paulo não tem mais o que fazer. Mas e daí?
Quem manda na Apeoesp, a associação dos professores da rede oficial de ensino, que tem comandado os protestos? É a CUT de Luiz Marinho. É o PT de Lula. Nesse caso, Serra e os professores querem a mesma coisa. Mas contra quem os professores petistas fazem o movimento? Ora, contra o seu aliado circunstancial — o governo do Estado —, mas seu adversário político, uma vez que a reivindicação sindical está partidarizada. É só o governo federal abrir mão de transferir esses funcionários para o INSS, e a coisa está resolvida. O governo de São Paulo não tem mais o que fazer. Mas e daí?
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Os petistas da Apeoesp hostilizam os aliados de sua causa trabalhista, mas adversários partidários, a serviço de seus aliados partidários, mas hostis à sua causa trabalhista. Resumo das contradições: não são sindicalistas, mas petistas.
Os petistas da Apeoesp hostilizam os aliados de sua causa trabalhista, mas adversários partidários, a serviço de seus aliados partidários, mas hostis à sua causa trabalhista. Resumo das contradições: não são sindicalistas, mas petistas.