domingo, maio 06, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Falou e disse:

Ah, se Montesquieu soubesse que no Brasil foi dada uma outra leitura para a sua tese do equilíbrio entre os três Poderes...”

Do historiador Marco Antonio Villa sobre as denúncias de corrupção que atingem Executivo, Legislativo e Judiciário

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Flat não-republicano
Lauro Jardim, Radar, Revista VEJA

"As denúncias ainda inéditas contidas no relatório da Operação Têmis, que investiga a venda de sentenças no Judiciário paulista, ainda vão fazer muito barulho. Um exemplo: o que se passava num certo flat paulistano, ponto de encontro de advogados, juízes. Ali eram tratados negócios não-republicanos dessa turma. Até fotos de garota de programa entrando no apartamento com um desembargador são encontradas no material colhido pela Polícia Federal. Mas o tal desembargador está enrolado mesmo é com o que foi captado pelos grampos da PF."

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A esterilização da CPI
Editorial de O Estado de S.Paulo

"A primeira sessão da chamada CPI do Apagão Aéreo, na quinta-feira, confirmou sem margem para dúvida o desinteresse do governo em permitir que a Câmara dos Deputados apure o que precisa ser apurado sobre todos os aspectos da crise que se abateu sobre o sistema de aviação comercial no País já lá se vão 8 meses. Não é preciso nem ressaltar o diminuto porte político da maioria dos integrantes da comissão de investigação. Tanto o seu presidente, o peemedebista piauiense Marcelo Castro, quanto o seu relator, o petista gaúcho Marco Maia, ambos escolhidos a dedo pelos operadores políticos do Planalto, são figuras de escassa expressão no Congresso."

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Crise é de gestão, conclui estudo do Ibama
De O Estado de S.Paulo

"Estudo feito por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garante que os problemas na autarquia não são estruturais, mas de gestão. Na opinião desses técnicos, o modelo criado pelo PT depois de 2003 levou a um desastre, visto que cortou a interlocução entre o Ibama e os empreendedores."

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A palavra é... Publisher
Sérgio Rodrigues, NoMínimo
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Muita gente, como o leitor Zé Bush na caixa de comentários da nota abaixo, me pergunta por que, nos obituários do empresário de comunicação Octavio Frias de Oliveira, a imprensa brasileira em peso deu ao dono da “Folha de S. Paulo” o título de “publisher” – em inglês e, em geral, sem itálico. Confesso que não sei responder. Uma das traduções possíveis da palavra inglesa publisher, a que vem ao caso aqui, é justamente “dono de jornal ou revista”. O publisher é, portanto, mais que um editor, mais que um redator-chefe: é o patrão. Mas por que publisher e não, por exemplo, “empresário de comunicação”? Será porque é mais curto? Ou porque, sendo meio jecas, achamos que tudo em inglês soa mais importante? Talvez uma combinação – perdão, um mix – das duas razões? Nenhuma delas? O leitor decide.

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Lula quer reduzir compulsório dos bancos
Da Folha de S.Paulo

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu reduzir o compulsório sobre os depósitos bancários como forma de reduzir os juros praticados no país. A informação foi ouvida por interlocutores do presidente.

O tema foi debatido ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, com empresários em São Paulo e será discutido na semana que vem com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, e Fábio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A medida faz parte da pressão do governo para que os bancos reduzam o "spread" na concessão de crédito. O "spread" é a diferença entre o custo que o banco paga para captar dinheiro no mercado e o quanto ele cobra para emprestá-lo a seus clientes. Ele tem caído num ritmo muito menor do que a taxa básica de juros, a Selic."

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Sossega-prefeito
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo

"O governo acredita ter encontrado uma fórmula para contentar prefeitos, base aliada e Ministério da Fazenda no impasse sobre o aumento no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

A idéia é inclui-lo na proposta de emenda constitucional que trata da prorrogação da CPMF e da DRU. Como a previsão é que a PEC seja aprovada em setembro, o aumento do fundo dos municípios passaria a vigorar a partir de outubro, o que aliviaria as contas do governo. O plano foi submetido aos líderes partidários por Walfrido dos Mares Guia na quinta-feira. O ministro de Relações Institucionais ouviu dos aliados que, assim, dá para convencer a base a aprovar a medida, ainda que sob alguma gritaria da oposição."

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Polêmica ambiental atrapalha PAC, reclama Lula
Da Folha de S.Paulo

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a reclamar, ontem, da polêmica ambiental que está atravancando obras importantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sobretudo nas áreas de transporte e energia.

Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, o presidente disse que faria pessoalmente reunião reservada com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e técnicos para discutir o tema, o que ocorreu no final do dia de ontem.

As divergências em relação, especialmente, à concessão de licenças ambientais têm sido motivo de atritos constantes entre Marina Silva e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), espécie de coordenadora-geral do PAC. Segundo relato de pessoas que estiveram presente ao encontro, esse foi o único momento em que o presidente mostrou-se aborrecido. A reunião durou cinco horas e os ministros fizeram uma apresentação prévia do balanço do PAC que será divulgado na próxima segunda-feira."

COMENTANDO A NOTÍCIA: Não Lula, o que atrapalha o PAC é o próprio PAC, lançado sob um lustro de programa inédito, e neste sentido, este “plano” é apenas um engodo. E qualquer plano, por mais insignificante, se for comandado ou gerenciado por gente incompetente, então o desastre é líquido e certo. Não empurre sua falta de competência para governar o país para cima dos ambientalistas.

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