Tales Faria, Informe JB
Surpreendido por uma carta de seu filho ao jornal O Estado do Paraná, publicada sexta-feira, um dos principais auxiliares do governador Roberto Requião - o secretário especial de Obras, Luiz Caron - pediu demissão. Até aí, nada demais. Tem muita gente pedindo demissão pelo país afora. O curioso são os termos da carta de Guilherme Richter Caron. Só alguns trechos:
"O dia aqui amanheceu frio, cinza, porém muito mais bonito que os dias que tem feito aí, no Paraná. Estou morando em uma cidade litorânea de Santa Catarina, bem pequenininha. Não sei se chega a 20 mil habitantes. (...) É um lugar onde as pessoas só ambicionam a qualidade de vida, o amor entre as pessoas, amor ao meio ambiente... Completamente diferente daí.
A causa desta reviravolta em minha vida, e conseqüentemente na da minha família, foi porque depois de ter trabalhado quatro anos dentro de um governo com tantos indícios de corrupção, minha decepção foi tamanha a ponto de mudar até meu estilo de vida, e principalmente meu padrão.
Hoje vivo com muito menos. Meu lazer aqui não custa nada, me sinto feliz e em sintonia com meus filhos e minha esposa. Até isso foi tirado de mim quando estava no meio daquela corja. Enfim, valeu como aprendizado. Mas não quero passar por aquilo nunca mais. Conviver com pessoas que gastam todo seu tempo pensando em como prejudicar alguém, como tirar este ou aquele do caminho para poder fazer alguma pilantragem, conviver com ameaças - sim, ameaças, eu e minha família fomos alvos de inúmeras ameaças via telefone, cartas e até e-mails.
(...)E meu pai... Infelizmente não saiu do governo quando foi ofendido pelo desvairado. Manteve-se íntegro, mas muito triste por ter engolido aquele sapo sem ao menos a ajuda de um copo d'água. Os motivos daquele ataque de nervos do governador não foi apenas por causa da Cequipel (fornecedora de móveis na reforma do Palácio Iguaçu) ou das divisórias.
Tem muito mais coisa por trás dessa explosão desnecessária. Desnecessária aos olhos de quem assistiu. Mas era necessária para o governador ou para seu irmão mais novo, porque obrigaria uma pessoa que durante quatro anos atrapalhou muitas tentativas de saque da Seop (Secretaria de Obras) (...) a pedir demissão. Eles tinham certeza que meu pai sairia. Até eu briguei com meu pai e escrevi aquela carta por não concordar com o fato de o meu pai ter engolido calado toda aquela humilhação.
Hoje eu compreendo. Ele deixou o ônus para eles. Eles teriam que demiti-lo e era exatamente isso que a corja não queria. Para eles, demitir meu pai era muito arriscado".
Enfim, verdadeira ou falsa no seu conteúdo, a carta de Guilherme Caron caiu como uma bomba no Paraná.
Mais teste de DNA
Há um processo de investigação de paternidade que corre em segredo de justiça na comarca de Caratinga, Minas Gerais. É contra o vice-presidente José Alencar. Uma filha que teria sido gerada antes do casamento. Para lá de 50 anos atrás.
Agora a irmã
Circula no Congresso que a jornalista Mônica Veloso ainda vai insistir no tititi com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Sua irmã teria entregue a ele uma carta assinada, na qual jura ter ouvido do lobista Cláudio Gontijo que, algumas vezes, teve de recorrer a recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar a pensão da filha que Mônica teve com Renan. Os advogados do presidente do Senado classificam a carta apenas como um "factóide jurídico".
Alckmin atrasou
Não deu muita sorte o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin na tentativa de promover ontem um grande ato comemorando o seu desembarque em São Paulo, após a temporada de estudos nos Estados Unidos. Alckmin, que deseja ser candidato a prefeito de São Paulo e a presidente nacional do PSDB, ficou retido devido ao mau tempo no aeroporto de Boston, o que impediu chegadas e saídas de vôos para outras regiões. Com isso, ficou impossibilitado de fazer conexão em Nova York. Sua chegada passou a ser prevista para a manhã de hoje, mas os aliados no PSDB temem que a mudança diminua o número de pessoas a recebê-lo no aeroporto.
Prefeito Clô
O deputado e apresentador Clodovil Hernandez (PTC-SP) almoçou esta semana no gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), na companhia de outros senadores. E revelou aos parlamentares que um vidente, o mesmo que previu sua eleição para a Câmara, disse que ele ainda será prefeito de São Paulo. Clodovil garantiu que, se a ministra petista Marta Suplicy ou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), forem candidatos, ele também será, só para ter o prazer de derrotá-los. Marta e Chinaglia são alguns dos desafetos do estilista.
Se diz o que quer...
Do ex-ministro José Dirceu sobre o fato de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter sentado o pau no Senado brasileiro: - O presidente Hugo Chávez errou ao criticar o Senado do Brasil por ter aprovado uma moção criticando uma decisão de seu governo, a de não renovar a concessão de um canal de televisão. O presidente de uma nação não deve e não pode criticar um poder de outro país com o qual mantém relações.
Mas também estiveram errados nossos senadores ao aprovarem moção que representa uma interferência nos negócios internos da Venezuela!
'Partisans du PT'
No site do partido Democratas, uma boa pergunta: Quem vai pagar o encontro do PT na Europa? Pois é, de sexta-feira até hoje, em Paris, aconteceu o 3º Encontro dos Petistas da Europa, com a presença do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, e do secretário de Relações Internacionais do partido, Valter Pomar.
Surpreendido por uma carta de seu filho ao jornal O Estado do Paraná, publicada sexta-feira, um dos principais auxiliares do governador Roberto Requião - o secretário especial de Obras, Luiz Caron - pediu demissão. Até aí, nada demais. Tem muita gente pedindo demissão pelo país afora. O curioso são os termos da carta de Guilherme Richter Caron. Só alguns trechos:
"O dia aqui amanheceu frio, cinza, porém muito mais bonito que os dias que tem feito aí, no Paraná. Estou morando em uma cidade litorânea de Santa Catarina, bem pequenininha. Não sei se chega a 20 mil habitantes. (...) É um lugar onde as pessoas só ambicionam a qualidade de vida, o amor entre as pessoas, amor ao meio ambiente... Completamente diferente daí.
A causa desta reviravolta em minha vida, e conseqüentemente na da minha família, foi porque depois de ter trabalhado quatro anos dentro de um governo com tantos indícios de corrupção, minha decepção foi tamanha a ponto de mudar até meu estilo de vida, e principalmente meu padrão.
Hoje vivo com muito menos. Meu lazer aqui não custa nada, me sinto feliz e em sintonia com meus filhos e minha esposa. Até isso foi tirado de mim quando estava no meio daquela corja. Enfim, valeu como aprendizado. Mas não quero passar por aquilo nunca mais. Conviver com pessoas que gastam todo seu tempo pensando em como prejudicar alguém, como tirar este ou aquele do caminho para poder fazer alguma pilantragem, conviver com ameaças - sim, ameaças, eu e minha família fomos alvos de inúmeras ameaças via telefone, cartas e até e-mails.
(...)E meu pai... Infelizmente não saiu do governo quando foi ofendido pelo desvairado. Manteve-se íntegro, mas muito triste por ter engolido aquele sapo sem ao menos a ajuda de um copo d'água. Os motivos daquele ataque de nervos do governador não foi apenas por causa da Cequipel (fornecedora de móveis na reforma do Palácio Iguaçu) ou das divisórias.
Tem muito mais coisa por trás dessa explosão desnecessária. Desnecessária aos olhos de quem assistiu. Mas era necessária para o governador ou para seu irmão mais novo, porque obrigaria uma pessoa que durante quatro anos atrapalhou muitas tentativas de saque da Seop (Secretaria de Obras) (...) a pedir demissão. Eles tinham certeza que meu pai sairia. Até eu briguei com meu pai e escrevi aquela carta por não concordar com o fato de o meu pai ter engolido calado toda aquela humilhação.
Hoje eu compreendo. Ele deixou o ônus para eles. Eles teriam que demiti-lo e era exatamente isso que a corja não queria. Para eles, demitir meu pai era muito arriscado".
Enfim, verdadeira ou falsa no seu conteúdo, a carta de Guilherme Caron caiu como uma bomba no Paraná.
Mais teste de DNA
Há um processo de investigação de paternidade que corre em segredo de justiça na comarca de Caratinga, Minas Gerais. É contra o vice-presidente José Alencar. Uma filha que teria sido gerada antes do casamento. Para lá de 50 anos atrás.
Agora a irmã
Circula no Congresso que a jornalista Mônica Veloso ainda vai insistir no tititi com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Sua irmã teria entregue a ele uma carta assinada, na qual jura ter ouvido do lobista Cláudio Gontijo que, algumas vezes, teve de recorrer a recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar a pensão da filha que Mônica teve com Renan. Os advogados do presidente do Senado classificam a carta apenas como um "factóide jurídico".
Alckmin atrasou
Não deu muita sorte o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin na tentativa de promover ontem um grande ato comemorando o seu desembarque em São Paulo, após a temporada de estudos nos Estados Unidos. Alckmin, que deseja ser candidato a prefeito de São Paulo e a presidente nacional do PSDB, ficou retido devido ao mau tempo no aeroporto de Boston, o que impediu chegadas e saídas de vôos para outras regiões. Com isso, ficou impossibilitado de fazer conexão em Nova York. Sua chegada passou a ser prevista para a manhã de hoje, mas os aliados no PSDB temem que a mudança diminua o número de pessoas a recebê-lo no aeroporto.
Prefeito Clô
O deputado e apresentador Clodovil Hernandez (PTC-SP) almoçou esta semana no gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), na companhia de outros senadores. E revelou aos parlamentares que um vidente, o mesmo que previu sua eleição para a Câmara, disse que ele ainda será prefeito de São Paulo. Clodovil garantiu que, se a ministra petista Marta Suplicy ou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), forem candidatos, ele também será, só para ter o prazer de derrotá-los. Marta e Chinaglia são alguns dos desafetos do estilista.
Se diz o que quer...
Do ex-ministro José Dirceu sobre o fato de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter sentado o pau no Senado brasileiro: - O presidente Hugo Chávez errou ao criticar o Senado do Brasil por ter aprovado uma moção criticando uma decisão de seu governo, a de não renovar a concessão de um canal de televisão. O presidente de uma nação não deve e não pode criticar um poder de outro país com o qual mantém relações.
Mas também estiveram errados nossos senadores ao aprovarem moção que representa uma interferência nos negócios internos da Venezuela!
'Partisans du PT'
No site do partido Democratas, uma boa pergunta: Quem vai pagar o encontro do PT na Europa? Pois é, de sexta-feira até hoje, em Paris, aconteceu o 3º Encontro dos Petistas da Europa, com a presença do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, e do secretário de Relações Internacionais do partido, Valter Pomar.