O aumento das exportações provocou a queda da informalidade verificada no Brasil nos últimos anos, disse ontem o economista-chefe do Banco Mundial (Bird) para a América Latina e o Caribe, Guillermo Perry. A aceleração do crescimento da economia do país, complementou, também incentivou a formalização de empresas e trabalhadores. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a economia gerou 701 mil novos empregos formais neste ano.
De acordo com Perry, a informalidade é mais comum em segmentos do setor de serviços, como a construção civil. A maior parte das indústrias que fabricam produtos exportáveis, disse, está regularizada. Precisou contratar mais para atender a demanda externa.
Pablo Fajnzylber, economista do Banco Mundial e co-autor do estudo sobre a informalidade na América Latina e Caribe, justificou que a informalidade cria um "processo perverso" na economia porque os negócios informais não têm acesso ao crédito, não podem crescer para não chamar a atenção da fiscalização e não vendem ou prestam serviços a empresas maiores, as quais exigem notas fiscais. Ou seja, os estão condenados a permanecerem pequenos. Por outro lado, representam uma concorrência desleal para as empresas regularizadas, que deixam de investir, contratar e faturar mais.
O diretor do Banco Mundial para o Brasil, John Briscoe, minimizou as críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sistema de nomeação do presidente da instituição. Mantega tem condenado o fato de o presidente do Banco Mundial ser indicado pelos Estados Unidos, enquanto a Europa escolhe o presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Briscoe negou que o escândalo protagonizado por Paul Wolfowitz, que renunciou à presidência da instituição depois de ter se envolvido em um caso de nepotismo, prejudicará a imagem do banco. Já Perry declarou que o importante foi o Bird ter agido com transparência.
- Não é algo que agradou a gente - reconheceu o diretor do Banco Mundial. (F.E)
De acordo com Perry, a informalidade é mais comum em segmentos do setor de serviços, como a construção civil. A maior parte das indústrias que fabricam produtos exportáveis, disse, está regularizada. Precisou contratar mais para atender a demanda externa.
Pablo Fajnzylber, economista do Banco Mundial e co-autor do estudo sobre a informalidade na América Latina e Caribe, justificou que a informalidade cria um "processo perverso" na economia porque os negócios informais não têm acesso ao crédito, não podem crescer para não chamar a atenção da fiscalização e não vendem ou prestam serviços a empresas maiores, as quais exigem notas fiscais. Ou seja, os estão condenados a permanecerem pequenos. Por outro lado, representam uma concorrência desleal para as empresas regularizadas, que deixam de investir, contratar e faturar mais.
O diretor do Banco Mundial para o Brasil, John Briscoe, minimizou as críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sistema de nomeação do presidente da instituição. Mantega tem condenado o fato de o presidente do Banco Mundial ser indicado pelos Estados Unidos, enquanto a Europa escolhe o presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Briscoe negou que o escândalo protagonizado por Paul Wolfowitz, que renunciou à presidência da instituição depois de ter se envolvido em um caso de nepotismo, prejudicará a imagem do banco. Já Perry declarou que o importante foi o Bird ter agido com transparência.
- Não é algo que agradou a gente - reconheceu o diretor do Banco Mundial. (F.E)