Denise Madueño, Estadão online
Em reunião que terminou nesta terça-feira, 29, os líderes partidários da Câmara e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, decidiram deixar para o fim do ano a adoção de medidas de combate à corrupção. Depois de uma reunião que durou três horas, Chinaglia afirmou que a Câmara realizará várias comissões gerais, quando representantes da sociedade serão chamados para debater o assunto em plenário.
"Vamos trabalhar por um período. Se daqui até o final do ano conseguirmos analisar questões internas, vamos fazer mudanças", afirmou Chinaglia. Ele disse que há várias propostas relativas à comissão de orçamento, mas que não há consenso. "Não há solidez e consenso suficiente para anunciar medidas", afirmou Chinaglia, acrescentando que os líderes não querem anunciar propostas e depois serem obrigados a voltar atrás, por falta de consenso.
Chinaglia disse que o fato de os líderes estarem dispostos a fazer mudanças internas demonstra que o combate à corrupção na Casa não vão esfriar com o tempo.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS)disse que os líderes buscam medidas estruturais. "Por isso a necessidade do debate".
Na reunião ficou estabelecido que no prazo de quatro semanas uma comissão vai reunir todas as propostas em tramitação na Casa que tratem de mudanças na edição de medidas provisórias. Os líderes avaliam que é importante que o Executivo tenha agilidade, mas defendem que é necessário haver mudanças nos procedimentos de edição de MPs. Eles defenderam também prioridade na votação da reforma política e pretendem começar a votar na próxima semana.
Propostas apresentadas
Durante a reunião, deputados de diferentes partidos apresentaram suas propostas ao presidente da Câmara. O líder do Democratas, Onyx Lorenzoni (RS), sugeriu a que altera a elaboração do Orçamento da União. O líder propõe o fim das emendas de bancada, o que, segundo ele, acabaria com a presença de lobistas de empreiteiras no Congresso Nacional. "As emendas de bancada têm altos valores, de R$ 15 a 30 milhões. É razoável que as empreiteiras que têm interesse nesse recurso coloquem lobistas dentro do Congresso."
Já a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) defendeu que as mudanças tenham, entre seus principais objetivos, garantir a pluralidade da representação política no Congresso Nacional e a ampliação da participação feminina. Para ela, as regras que regem o processo político-eleitoral estão "apodrecidas", e só poderão ser resgatadas se forem adotados o financiamento público das campanhas e as listas fechadas.
Para o deputado José Genoino (PT-SP), o foco central da reforma política deve ser o fortalecimento dos partidos, dos programas e dos projetos para o País. "Ou fazemos essa mudanças ou vamos continuar com esse sistema individualista e desorganizador da política". Segundo ele, não pode haver financiamento sem listas fechadas. "Com listas abertas, o controle torna-se impossível. Além do mais, usaremos dinheiro público para financiar projetos pessoais de candidatos, e não projetos para o País", concluiu.
Em reunião que terminou nesta terça-feira, 29, os líderes partidários da Câmara e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, decidiram deixar para o fim do ano a adoção de medidas de combate à corrupção. Depois de uma reunião que durou três horas, Chinaglia afirmou que a Câmara realizará várias comissões gerais, quando representantes da sociedade serão chamados para debater o assunto em plenário.
"Vamos trabalhar por um período. Se daqui até o final do ano conseguirmos analisar questões internas, vamos fazer mudanças", afirmou Chinaglia. Ele disse que há várias propostas relativas à comissão de orçamento, mas que não há consenso. "Não há solidez e consenso suficiente para anunciar medidas", afirmou Chinaglia, acrescentando que os líderes não querem anunciar propostas e depois serem obrigados a voltar atrás, por falta de consenso.
Chinaglia disse que o fato de os líderes estarem dispostos a fazer mudanças internas demonstra que o combate à corrupção na Casa não vão esfriar com o tempo.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS)disse que os líderes buscam medidas estruturais. "Por isso a necessidade do debate".
Na reunião ficou estabelecido que no prazo de quatro semanas uma comissão vai reunir todas as propostas em tramitação na Casa que tratem de mudanças na edição de medidas provisórias. Os líderes avaliam que é importante que o Executivo tenha agilidade, mas defendem que é necessário haver mudanças nos procedimentos de edição de MPs. Eles defenderam também prioridade na votação da reforma política e pretendem começar a votar na próxima semana.
Propostas apresentadas
Durante a reunião, deputados de diferentes partidos apresentaram suas propostas ao presidente da Câmara. O líder do Democratas, Onyx Lorenzoni (RS), sugeriu a que altera a elaboração do Orçamento da União. O líder propõe o fim das emendas de bancada, o que, segundo ele, acabaria com a presença de lobistas de empreiteiras no Congresso Nacional. "As emendas de bancada têm altos valores, de R$ 15 a 30 milhões. É razoável que as empreiteiras que têm interesse nesse recurso coloquem lobistas dentro do Congresso."
Já a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) defendeu que as mudanças tenham, entre seus principais objetivos, garantir a pluralidade da representação política no Congresso Nacional e a ampliação da participação feminina. Para ela, as regras que regem o processo político-eleitoral estão "apodrecidas", e só poderão ser resgatadas se forem adotados o financiamento público das campanhas e as listas fechadas.
Para o deputado José Genoino (PT-SP), o foco central da reforma política deve ser o fortalecimento dos partidos, dos programas e dos projetos para o País. "Ou fazemos essa mudanças ou vamos continuar com esse sistema individualista e desorganizador da política". Segundo ele, não pode haver financiamento sem listas fechadas. "Com listas abertas, o controle torna-se impossível. Além do mais, usaremos dinheiro público para financiar projetos pessoais de candidatos, e não projetos para o País", concluiu.