A surpresa do final do dia ficou por conta da notícia de que, na operação Xeque-Mate deflagrada hoje pela Polícia Federal, contra contrabandistas e envolvidos em caça-níqueis, dentre os 77 presos, constou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência em São Bernardo do Campo/SP, do irmão mais velho do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, notícia divulgada no Jornal Nacional, da rede Globo de Televisão.
Dito assim, poderia realmente ser surpreendente, porém, se lembrarmos que Genival também atende pelo apelido de “Vavá” a gente já começa a lembrar de alguma investigações feitas em ações um tanto suspeitas ainda no primeiro mando de Lula.
Em reportagem da Folha, vocês poderão relembrar alguns episódios envolvendo Vavá, sem dúvida, personalidade que já se tornou figurinha carimbada em investigações feitas na república do irmão...
Claro que a turma que o “visitou” faz parte daquela ala da PF que, se preciso, prende o presidente se puder. É a mesma que deflagrou em 2006 o desmanche da Operação Dossiê, angu de caroço que depois, sob a intervenção do então ministro Márcio Bastos, acabou sendo enterrada. Menos o dinheiro, que continua sendo propriedade de ninguém.
A seguir a reportagem da Folha sobre a biografia de Vavá que, já se pode dizer ser um suspeito muito trapalhão.
Saiba mais sobre o irmão de Lula investigado pela PF
da Folha Online
Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já foi citado num pedido de investigação do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. Em 2005, Antônio Fernando encaminhou para procuradores de São Bernardo o pedido feito pelo então PFL (atual DEM) sobre Vavá, acusado pelos oposicionistas de intermediar solicitações de empresários a órgãos do governo.
O nome dele também circulou na extinta CPI dos Bingos. Parlamentares de oposição tentaram, por diversas vezes, ouvir Vavá sobre sua suposta atuação no tráfico de influência.
Entre as ações sob suspeita de Vavá estaria a tentativa de aproximar da Petrobras o empresário Emídio Mendes, um dos acionistas controladores do conglomerado de empresas Riviera Group. Os dois chegaram a se reunir com dirigentes da Petrobras, em 2005. Na ocasião, a Petrobras confirmou o encontro, mas negou o lobby.
Reportagem da Folha de 18 de outubro de 2005 informa que uma das empresas do Riviera Group é a Nacionalgás. Mendes teria proposta para a Petrobras parceria para a venda e distribuição de álcool combustível brasileiro no mercado europeu.
Em 2006, a PF investigou indícios de sonegação fiscal, ocultação de bens e lavagem de dinheiro supostamente cometidas por um empresário de São Sebastião (SP) ligado ao então prefeito Juan Pons Garcia (PPS). Garcia era suspeito de tentar mudar a lei de uso do solo e o Plano Diretor da cidade para favorecer o Riviera Group.
Procurado pela reportagem, Vavá não foi localizado para comentar a busca realizada na sua casa nesta segunda-feira.
Dito assim, poderia realmente ser surpreendente, porém, se lembrarmos que Genival também atende pelo apelido de “Vavá” a gente já começa a lembrar de alguma investigações feitas em ações um tanto suspeitas ainda no primeiro mando de Lula.
Em reportagem da Folha, vocês poderão relembrar alguns episódios envolvendo Vavá, sem dúvida, personalidade que já se tornou figurinha carimbada em investigações feitas na república do irmão...
Claro que a turma que o “visitou” faz parte daquela ala da PF que, se preciso, prende o presidente se puder. É a mesma que deflagrou em 2006 o desmanche da Operação Dossiê, angu de caroço que depois, sob a intervenção do então ministro Márcio Bastos, acabou sendo enterrada. Menos o dinheiro, que continua sendo propriedade de ninguém.
A seguir a reportagem da Folha sobre a biografia de Vavá que, já se pode dizer ser um suspeito muito trapalhão.
Saiba mais sobre o irmão de Lula investigado pela PF
da Folha Online
Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já foi citado num pedido de investigação do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. Em 2005, Antônio Fernando encaminhou para procuradores de São Bernardo o pedido feito pelo então PFL (atual DEM) sobre Vavá, acusado pelos oposicionistas de intermediar solicitações de empresários a órgãos do governo.
O nome dele também circulou na extinta CPI dos Bingos. Parlamentares de oposição tentaram, por diversas vezes, ouvir Vavá sobre sua suposta atuação no tráfico de influência.
Entre as ações sob suspeita de Vavá estaria a tentativa de aproximar da Petrobras o empresário Emídio Mendes, um dos acionistas controladores do conglomerado de empresas Riviera Group. Os dois chegaram a se reunir com dirigentes da Petrobras, em 2005. Na ocasião, a Petrobras confirmou o encontro, mas negou o lobby.
Reportagem da Folha de 18 de outubro de 2005 informa que uma das empresas do Riviera Group é a Nacionalgás. Mendes teria proposta para a Petrobras parceria para a venda e distribuição de álcool combustível brasileiro no mercado europeu.
Em 2006, a PF investigou indícios de sonegação fiscal, ocultação de bens e lavagem de dinheiro supostamente cometidas por um empresário de São Sebastião (SP) ligado ao então prefeito Juan Pons Garcia (PPS). Garcia era suspeito de tentar mudar a lei de uso do solo e o Plano Diretor da cidade para favorecer o Riviera Group.
Procurado pela reportagem, Vavá não foi localizado para comentar a busca realizada na sua casa nesta segunda-feira.