UM PAÍS LONGE AINDA DE SEU POVO !
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Na reportagem de Juliana Rocha do Jornal do Brasil, ficamos conhecendo a realidade dos números divulgados sobre arrecadação e superávit que, de um lado faz os economistas do governo e o senhor Luiz Inácio sorrirem e comemorarem, por outro nos entristece por ver o quão ainda estamos distantes do país ser efetivamente governado para o benefício de todo o povo brasileiro. A seguir a reportagem. Retornamos para o comentário final.
Contas públicas têm superávit nominal em abril de R$ 11,2 bi
Juliana Rocha , Jornal do Brasil
O setor público registrou superávit nominal em abril de R$ 11,2 bilhões. Foi a primeira vez nos últimos 12 meses que o governo consegue um saldo positivo nas contas, mesmo depois do pagamento dos juros da dívida. Nos quatro primeiros meses do ano, o déficit nominal foi de R$ 405 milhões, apenas 0,05% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o déficit nominal foi de R$ 16,6 bilhões, ou 2,31% do PIB. O superávit primário, economia do governo para pagar juros da dívida, bateu recorde de R$ 23,5 bilhões em abril. O melhor resultado mensal desde o início da série histórica (1991).
O déficit nominal zero foi bandeira do ex-ministro do Planejamento Delfim Netto, proposta em 2005, mas que encontrou resistência. Este ano, a arrecadação foi suficiente para cobrir também as despesas com o pagamento dos juros da dívida.
Para isso, o superávit primário no acumulado dos quatro primeiros meses de 2007 foi de R$ 50,7 bilhões, ou 6,51% do PIB. No acumulado em 12 meses, o superávit primário foi de R$ 100,5 bilhões, o que representa 4,22% do PIB. Em 12 meses até abril, o déficit nominal soma R$ 53,6 bilhões, ou 2,25% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, foi moderado ao comentar os recordes das contas públicas. Lembrou que abril é um mês atípico porque soma a cota única de pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Física. Além disso, é o mês seguinte ao fechamento do trimestre, quando entram nas contas o recolhimento de impostos de Pessoa Jurídica, o pagamento de royalties do petróleo e da arrecadação de receitas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). - As despesas em abril também foram menores que no mês anterior, quando foi alto o gasto com o pagamento de precatórios.
Para aqueles que vivem de “manchetes” da grande imprensa, estes números são excelentes motivos para seus foguetes e declarações inúteis, incipientes e vazias. Claro que todos adoram saber que vivemos um tempo de equilíbrio fiscal. Ou seja, de que estamos gastando somente aquilo que arrecadamos. Houve tempo em que não se tinha esta preocupação, e o resultado foi desastroso.
Porém, sempre que me deparo diante desta realidade estatística, me pergunto: vale a pena ? Qual o preço que o País paga para se manter assim tão “equilibrado”? É simples constatar: o preço é o da miserabilidade estendida em todos os cantos do país, serviços públicos deprimentes, infra-estrutura em frangalhos. Isto é progresso ? Lógico que não. Como também não se admitiria que se retornasse aos tempos idos do desequilíbrio fiscal.
O que precisamos rever, e com urgência, é o que realmente estamos fazendo com o dinheiro arrecadado pelo governo federal. Basta juntar meia dúzia das dezenas de escândalos que temos produzido nos últimos anos, para sabermos que, a par do equilíbrio fiscal, a par dos superávits primários cada vez maiores, e das arrecadações mais e mais crescentes fruto dos impostos que pagamos, estes benefícios econômicos e financeiros não têm chegado ao povo brasileiro. Lamentavelmente. E por uma razão: o país segue sem rota, sem ponto de chegada, sem um norte de projeto de país. Temos um governo já entrando no seu quinto ano consecutivo e sem que até agora tenha definido aonde pretende chegar. Falar de progresso sustentado, como falar de números e mais números, convenhamos, não enche a barriga de ninguém. O que se pretende saber é: quando serão gerados os milhões de empregos necessários para o país sair do atoleiro dos milhões de desempregados e sub-empregados que se aflogem na vida indigna de seres humanos ? O que queremos saber é quando toda esta renda gerada pelos impostos e pelos ditos “investimentos públicos” chegarão ao bolso do trabalhador brasileiro, sabidamente, um dos mais mal remunerados do mundo? O que queremos conhecer é quando finalmente poderemos contar com serviços públicos civilizados e destinados a atender gente e não animais ? Enquanto isto tudo não acontecer, as estatísticas de superávits primários, secundários e terciários, de arrecadações recordes de impostos, valerão coisa alguma.
E de nada vale ainda o discurso do senhor Luiz Inácio de querer fazer-nos ver um país que na prática do dia-a-dia não conseguimos ver. Esta tolice de estarmos no melhor momento desde a proclamação da República é papo furado, porque só estamos no ponto em que nos encontramos mercê o que ele próprio recebeu pronto e acabado, e também a um especial momento da economia mundial. Dependesse de Lula e seus partidários sindicalistas e militantes políticos, sequer plano real e estabilidade econômica teríamos alcançado. É preciso ver o quanto de oportunidades o país está perdendo e deixando de aproveitar por ser desgovernado por gente marqueteira, políticos corruptos e governantes indecentes. Gente ordinária e degradante, cuja filosofia é a da mentira e da bazofia.
Ou alguém imagina que este “momento” é fruto apenas do governo de Lula ? Seria o cúmulo alguém imaginar que o país foi descoberto apenas a partir de 2003. Onde ficou a inflação, o desequilíbrio histórico das contas públicas, o flagelo da administração estraçalhada no governo Collor ? Onde4 estão os milhões de cabides de empregos gerado por um punhado de empresas estatais sem capacidade de gestão com déficits monumentais e prejuízos cada mais crescentes ? Lula banca o canastrão ao se apropriar de uma obra que ele próprio se opôs. Mas ser canastrão para o político ordinário e cafajeste, não surpreende ninguém. É sua marca registrada.
Fica então a pergunta: quem está ganhando com tanto dinheiro rolando solto por aí ? O povo é que não é, por não seria a miserabilidade de uma bolsa esmola que faria a diferença. Querem ver ? Suponham que a bolsa que o governo paga para 11,0 milhões fosse de R$ 100,00 cada uma. Isto, no total, custaria aos cofres públicos pouco mais de R$ 1,0 bilhão de reais por mês. Apenas com a arrecadação recorde de abril seria suficiente para bancar este total por dois anos seguidos. E o restante, é feito o quê ? Perguntem aos políticos, eles sabem...
Por tudo isto, diante da estatística esfuziante da arrecadação que o governo comemora tão efusivamente, resta ao povo chorar por sustentar uma elite política que apenas lhe atira esmolas insignificantes e dignidade zero. O Brasil ainda não foi feito e nem é governado para os brasileiros.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Na reportagem de Juliana Rocha do Jornal do Brasil, ficamos conhecendo a realidade dos números divulgados sobre arrecadação e superávit que, de um lado faz os economistas do governo e o senhor Luiz Inácio sorrirem e comemorarem, por outro nos entristece por ver o quão ainda estamos distantes do país ser efetivamente governado para o benefício de todo o povo brasileiro. A seguir a reportagem. Retornamos para o comentário final.
Contas públicas têm superávit nominal em abril de R$ 11,2 bi
Juliana Rocha , Jornal do Brasil
O setor público registrou superávit nominal em abril de R$ 11,2 bilhões. Foi a primeira vez nos últimos 12 meses que o governo consegue um saldo positivo nas contas, mesmo depois do pagamento dos juros da dívida. Nos quatro primeiros meses do ano, o déficit nominal foi de R$ 405 milhões, apenas 0,05% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o déficit nominal foi de R$ 16,6 bilhões, ou 2,31% do PIB. O superávit primário, economia do governo para pagar juros da dívida, bateu recorde de R$ 23,5 bilhões em abril. O melhor resultado mensal desde o início da série histórica (1991).
O déficit nominal zero foi bandeira do ex-ministro do Planejamento Delfim Netto, proposta em 2005, mas que encontrou resistência. Este ano, a arrecadação foi suficiente para cobrir também as despesas com o pagamento dos juros da dívida.
Para isso, o superávit primário no acumulado dos quatro primeiros meses de 2007 foi de R$ 50,7 bilhões, ou 6,51% do PIB. No acumulado em 12 meses, o superávit primário foi de R$ 100,5 bilhões, o que representa 4,22% do PIB. Em 12 meses até abril, o déficit nominal soma R$ 53,6 bilhões, ou 2,25% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, foi moderado ao comentar os recordes das contas públicas. Lembrou que abril é um mês atípico porque soma a cota única de pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Física. Além disso, é o mês seguinte ao fechamento do trimestre, quando entram nas contas o recolhimento de impostos de Pessoa Jurídica, o pagamento de royalties do petróleo e da arrecadação de receitas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). - As despesas em abril também foram menores que no mês anterior, quando foi alto o gasto com o pagamento de precatórios.
Para aqueles que vivem de “manchetes” da grande imprensa, estes números são excelentes motivos para seus foguetes e declarações inúteis, incipientes e vazias. Claro que todos adoram saber que vivemos um tempo de equilíbrio fiscal. Ou seja, de que estamos gastando somente aquilo que arrecadamos. Houve tempo em que não se tinha esta preocupação, e o resultado foi desastroso.
Porém, sempre que me deparo diante desta realidade estatística, me pergunto: vale a pena ? Qual o preço que o País paga para se manter assim tão “equilibrado”? É simples constatar: o preço é o da miserabilidade estendida em todos os cantos do país, serviços públicos deprimentes, infra-estrutura em frangalhos. Isto é progresso ? Lógico que não. Como também não se admitiria que se retornasse aos tempos idos do desequilíbrio fiscal.
O que precisamos rever, e com urgência, é o que realmente estamos fazendo com o dinheiro arrecadado pelo governo federal. Basta juntar meia dúzia das dezenas de escândalos que temos produzido nos últimos anos, para sabermos que, a par do equilíbrio fiscal, a par dos superávits primários cada vez maiores, e das arrecadações mais e mais crescentes fruto dos impostos que pagamos, estes benefícios econômicos e financeiros não têm chegado ao povo brasileiro. Lamentavelmente. E por uma razão: o país segue sem rota, sem ponto de chegada, sem um norte de projeto de país. Temos um governo já entrando no seu quinto ano consecutivo e sem que até agora tenha definido aonde pretende chegar. Falar de progresso sustentado, como falar de números e mais números, convenhamos, não enche a barriga de ninguém. O que se pretende saber é: quando serão gerados os milhões de empregos necessários para o país sair do atoleiro dos milhões de desempregados e sub-empregados que se aflogem na vida indigna de seres humanos ? O que queremos saber é quando toda esta renda gerada pelos impostos e pelos ditos “investimentos públicos” chegarão ao bolso do trabalhador brasileiro, sabidamente, um dos mais mal remunerados do mundo? O que queremos conhecer é quando finalmente poderemos contar com serviços públicos civilizados e destinados a atender gente e não animais ? Enquanto isto tudo não acontecer, as estatísticas de superávits primários, secundários e terciários, de arrecadações recordes de impostos, valerão coisa alguma.
E de nada vale ainda o discurso do senhor Luiz Inácio de querer fazer-nos ver um país que na prática do dia-a-dia não conseguimos ver. Esta tolice de estarmos no melhor momento desde a proclamação da República é papo furado, porque só estamos no ponto em que nos encontramos mercê o que ele próprio recebeu pronto e acabado, e também a um especial momento da economia mundial. Dependesse de Lula e seus partidários sindicalistas e militantes políticos, sequer plano real e estabilidade econômica teríamos alcançado. É preciso ver o quanto de oportunidades o país está perdendo e deixando de aproveitar por ser desgovernado por gente marqueteira, políticos corruptos e governantes indecentes. Gente ordinária e degradante, cuja filosofia é a da mentira e da bazofia.
Ou alguém imagina que este “momento” é fruto apenas do governo de Lula ? Seria o cúmulo alguém imaginar que o país foi descoberto apenas a partir de 2003. Onde ficou a inflação, o desequilíbrio histórico das contas públicas, o flagelo da administração estraçalhada no governo Collor ? Onde4 estão os milhões de cabides de empregos gerado por um punhado de empresas estatais sem capacidade de gestão com déficits monumentais e prejuízos cada mais crescentes ? Lula banca o canastrão ao se apropriar de uma obra que ele próprio se opôs. Mas ser canastrão para o político ordinário e cafajeste, não surpreende ninguém. É sua marca registrada.
Fica então a pergunta: quem está ganhando com tanto dinheiro rolando solto por aí ? O povo é que não é, por não seria a miserabilidade de uma bolsa esmola que faria a diferença. Querem ver ? Suponham que a bolsa que o governo paga para 11,0 milhões fosse de R$ 100,00 cada uma. Isto, no total, custaria aos cofres públicos pouco mais de R$ 1,0 bilhão de reais por mês. Apenas com a arrecadação recorde de abril seria suficiente para bancar este total por dois anos seguidos. E o restante, é feito o quê ? Perguntem aos políticos, eles sabem...
Por tudo isto, diante da estatística esfuziante da arrecadação que o governo comemora tão efusivamente, resta ao povo chorar por sustentar uma elite política que apenas lhe atira esmolas insignificantes e dignidade zero. O Brasil ainda não foi feito e nem é governado para os brasileiros.