Renato Grandelle, Jornal do Brasil
Falta tudo no Instituto Estadual de Cardiologia Aloísio de Castro, no Humaitá. Aspirinas, fraldas descartáveis, luvas estéreis e seringas estão entre os 272 insumos cuja entrega irregular prejudica o atendimento dos pacientes. Os medicamentos disponíveis, quando não são armazenados em geladeiras enferrujadas, ficam empilhados no chão do almoxarifado. O mofo é tanto que aumenta o registro de doenças entre os funcionários. A insalubridade, aliada à falta de recursos, foi o motivo alegado para que um servidor se desligasse da instituição esta semana.
A falência do hospital, o primeiro da rede pública fluminense a realizar um transplante cardíaco, foi constatada ontem em vistoria por Jorge Darze e Carlos Eduardo, presidentes, respectivamente, do Sindicato dos Médicos e da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Segundo o vereador, uma imagem do descaso com que a instituição vem sendo administrada é o moderno centro cirúrgico, reinaugurado há um ano. Os equipamentos são usados para fazer apenas uma cirurgia por dia, quando teriam capacidade para, no mesmo período, realizarem quatro.
- O genocídio continua na rede estadual - lamentou o vereador. - Sérgio Cabral deveria voltar aos hospitais que visitou em janeiro e ver como as mudanças ainda não chegaram nas pontas do sistema.
O cardiologista Hugo Sabino, presidente da associação de servidores do instituto, confirmou as denúncias levadas por pacientes à Câmara Municipal.
- Como os insumos chegam de forma pingada e irregular, o número de cirurgias reduziu drasticamente - protestou. - Também podemos ter mais problemas a longo prazo, porque o prédio em que funciona o instituto tem 40 anos e, até agora, não passou por manutenções.
Além das 22 queixas recebidas por vereadores, outro protesto teve peso especial para que a vistoria ao hospital fosse antecipada. Uma agente administrativa, em palestra oferecida pela direção, denunciou a criação de cargos de confiança não previstos no organograma da instituição. Uma psicóloga teria sido contratada com salário de R$ 3.500 - mais do que o dobro que recebem os médicos nível A (o mais elevado) da instituição - R$ 1.600. A funcionária, há 18 anos na unidade, foi afastada e posta à disposição da Secretaria Estadual de Saúde.
- Essa funcionária ofendeu os diretores anteriores da instituição - garantiu o diretor do hospital, Carlos Scherr, que se referia a mulher que fez a denúncia. -Foi só a primeira a ir embora. Quem não trabalha, será afastado.
Ainda de acordo com Scherr, o hospital está cumprindo um "vasto cronograma de obras", e a falta de insumos se deve ao fato de que a unidade "ficou largada" nos últimos anos.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Vimos em outra reportagem que o Estado do Rio de Janeiro construiu no período dos últimos dez anos uma ÚNICA ESCOLA.
Como a população do estado não parou de crescer, imagina-se que as escolas estejam entupidas de alunos. Escolas, por sinal, caiando aos pedaços. Quando nos deparamos com o estado caótico dos hospitais públicos cariocas, a situação beira ao insano. Então fica a pergunta: o que as autoridades públicas fizeram com a monta nhá de recursos públicos repassados pelo governo federal ao longo de todos estes anos? E a fábula de dinheiro proveniente dos royalties do petróleo pagos pela Petrobrás, que destino foi dado ? Ora, se a saúde encontra-se na UTI do desespero, se novas escolas não foram erguidas e as velhas continuam mais velhas e à beira da morte, onde a população carioca foi beneficiada pela ação pública ? E onde este o Tribunal de Contas este tempo todo ? E ainda querem aumentar o número de vereadores. Parece que a quadrilha não se satisfaz em ter menos companheiros para repartir a bufunfa ! E o país que se dane! A isto não se chama de má gestão: é ladroeira mesmo, e sem punição.
E é para esta farra que, além de aumentar o número de vereadores, os caras ainda querem continuar cobrando CPMF. Santo Deus !!!
Falta tudo no Instituto Estadual de Cardiologia Aloísio de Castro, no Humaitá. Aspirinas, fraldas descartáveis, luvas estéreis e seringas estão entre os 272 insumos cuja entrega irregular prejudica o atendimento dos pacientes. Os medicamentos disponíveis, quando não são armazenados em geladeiras enferrujadas, ficam empilhados no chão do almoxarifado. O mofo é tanto que aumenta o registro de doenças entre os funcionários. A insalubridade, aliada à falta de recursos, foi o motivo alegado para que um servidor se desligasse da instituição esta semana.
A falência do hospital, o primeiro da rede pública fluminense a realizar um transplante cardíaco, foi constatada ontem em vistoria por Jorge Darze e Carlos Eduardo, presidentes, respectivamente, do Sindicato dos Médicos e da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Segundo o vereador, uma imagem do descaso com que a instituição vem sendo administrada é o moderno centro cirúrgico, reinaugurado há um ano. Os equipamentos são usados para fazer apenas uma cirurgia por dia, quando teriam capacidade para, no mesmo período, realizarem quatro.
- O genocídio continua na rede estadual - lamentou o vereador. - Sérgio Cabral deveria voltar aos hospitais que visitou em janeiro e ver como as mudanças ainda não chegaram nas pontas do sistema.
O cardiologista Hugo Sabino, presidente da associação de servidores do instituto, confirmou as denúncias levadas por pacientes à Câmara Municipal.
- Como os insumos chegam de forma pingada e irregular, o número de cirurgias reduziu drasticamente - protestou. - Também podemos ter mais problemas a longo prazo, porque o prédio em que funciona o instituto tem 40 anos e, até agora, não passou por manutenções.
Além das 22 queixas recebidas por vereadores, outro protesto teve peso especial para que a vistoria ao hospital fosse antecipada. Uma agente administrativa, em palestra oferecida pela direção, denunciou a criação de cargos de confiança não previstos no organograma da instituição. Uma psicóloga teria sido contratada com salário de R$ 3.500 - mais do que o dobro que recebem os médicos nível A (o mais elevado) da instituição - R$ 1.600. A funcionária, há 18 anos na unidade, foi afastada e posta à disposição da Secretaria Estadual de Saúde.
- Essa funcionária ofendeu os diretores anteriores da instituição - garantiu o diretor do hospital, Carlos Scherr, que se referia a mulher que fez a denúncia. -Foi só a primeira a ir embora. Quem não trabalha, será afastado.
Ainda de acordo com Scherr, o hospital está cumprindo um "vasto cronograma de obras", e a falta de insumos se deve ao fato de que a unidade "ficou largada" nos últimos anos.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Vimos em outra reportagem que o Estado do Rio de Janeiro construiu no período dos últimos dez anos uma ÚNICA ESCOLA.
Como a população do estado não parou de crescer, imagina-se que as escolas estejam entupidas de alunos. Escolas, por sinal, caiando aos pedaços. Quando nos deparamos com o estado caótico dos hospitais públicos cariocas, a situação beira ao insano. Então fica a pergunta: o que as autoridades públicas fizeram com a monta nhá de recursos públicos repassados pelo governo federal ao longo de todos estes anos? E a fábula de dinheiro proveniente dos royalties do petróleo pagos pela Petrobrás, que destino foi dado ? Ora, se a saúde encontra-se na UTI do desespero, se novas escolas não foram erguidas e as velhas continuam mais velhas e à beira da morte, onde a população carioca foi beneficiada pela ação pública ? E onde este o Tribunal de Contas este tempo todo ? E ainda querem aumentar o número de vereadores. Parece que a quadrilha não se satisfaz em ter menos companheiros para repartir a bufunfa ! E o país que se dane! A isto não se chama de má gestão: é ladroeira mesmo, e sem punição.
E é para esta farra que, além de aumentar o número de vereadores, os caras ainda querem continuar cobrando CPMF. Santo Deus !!!