As intervenções do governo Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar a presença do Estado na economia são diferentes da franca estatização patrocinada pelos presidentes Hugo Chávez, na Venezuela, e Evo Morales, na Bolívia. A avaliação é do coordenador do curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Reginaldo Nasser.
Para o cientista político, as medidas anunciadas pelo governo brasileiro têm como objetivo recuperar a capacidade do Estado de regular e fiscalizar a iniciativa privada. Já Chávez e Morales patrocinam a estatização de setores estratégicos da economia movidos por nacionalismo e nativismo indígena, respectivamente. Nasser diz que tal diferença deve acentuar na comunidade internacional a percepção de que há dois modelos de governos de esquerda na América do Sul. Ou seja: o Brasil representa a esquerda responsável, enquanto Chávez e Morales capitaneiam a esquerda irresponsável.
O professor da PUC-SP explica que há um consenso entre intelectuais e agentes públicos liberais conservadores e de esquerda que o modelo privatizador promovido pelo Consenso de Washington falhou em países da periferia em que o Estado não estava consolidado. Segundo essa teoria, a liberalização enfraqueceu ainda mais o Estado, criando instabilidades e problemas para a segurança internacional. Tais lacunas devem ser preenchidas com o fortalecimento do Estado, que agora teria um perfil fiscalizador e regulador. Essa seria a receita adotada pelo Brasil.
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, a comunidade internacional pode até confundir os modelos brasileiro, venezuelano e boliviano. Mesmo assim, ressaltou, os investimentos não devem se afastar do Brasil, pois o mercado nacional "é muito atraente". Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), rechaça comparações entre as políticas públicas do Brasil e dos dois países vizinhos.
- O Brasil é um modelo para a região - destaca o governista.
Um dos idealizadores da audiência pública a ser realizada na Câmara para Petrobras e Suzano explicarem o negócio fechado no início do mês, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) acha que o governo Lula enfrenta a tentação de voltar a uma época em que o Estado tinha maior poder de intervenção na economia.
- Governo tem que regular, impedir monopólios e oligopólios - declara o deputado. - O governo Lula quer transformar a Eletrobrás na Petrobras do setor elétrico.
Para o cientista político, as medidas anunciadas pelo governo brasileiro têm como objetivo recuperar a capacidade do Estado de regular e fiscalizar a iniciativa privada. Já Chávez e Morales patrocinam a estatização de setores estratégicos da economia movidos por nacionalismo e nativismo indígena, respectivamente. Nasser diz que tal diferença deve acentuar na comunidade internacional a percepção de que há dois modelos de governos de esquerda na América do Sul. Ou seja: o Brasil representa a esquerda responsável, enquanto Chávez e Morales capitaneiam a esquerda irresponsável.
O professor da PUC-SP explica que há um consenso entre intelectuais e agentes públicos liberais conservadores e de esquerda que o modelo privatizador promovido pelo Consenso de Washington falhou em países da periferia em que o Estado não estava consolidado. Segundo essa teoria, a liberalização enfraqueceu ainda mais o Estado, criando instabilidades e problemas para a segurança internacional. Tais lacunas devem ser preenchidas com o fortalecimento do Estado, que agora teria um perfil fiscalizador e regulador. Essa seria a receita adotada pelo Brasil.
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, a comunidade internacional pode até confundir os modelos brasileiro, venezuelano e boliviano. Mesmo assim, ressaltou, os investimentos não devem se afastar do Brasil, pois o mercado nacional "é muito atraente". Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), rechaça comparações entre as políticas públicas do Brasil e dos dois países vizinhos.
- O Brasil é um modelo para a região - destaca o governista.
Um dos idealizadores da audiência pública a ser realizada na Câmara para Petrobras e Suzano explicarem o negócio fechado no início do mês, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) acha que o governo Lula enfrenta a tentação de voltar a uma época em que o Estado tinha maior poder de intervenção na economia.
- Governo tem que regular, impedir monopólios e oligopólios - declara o deputado. - O governo Lula quer transformar a Eletrobrás na Petrobras do setor elétrico.