quinta-feira, agosto 16, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** IBGE: Emprego industrial recua 0,1% em junho

O emprego industrial recuou 0,1% em junho frente a maio, quebrando uma seqüência de cinco meses de crescimento. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi registrada expansão de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado – décimo segundo resultado positivo consecutivo.

No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o emprego industrial cresceu 1,6%. Na análise do trimestre, o índice de ocupação avançou 2% de abril a junho, na comparação com o mesmo período de 2006.

Em relação a junho de 2006 (2,1%), todos os 14 locais e 11 dos 18 setores pesquisados aumentaram o contingente de trabalhadores. Os principais destaques regionais foram São Paulo (2,9%), Minas Gerais (2,1%) e região Norte e Centro-Oeste (2,3%).

Por segmentos, os que apresentaram os melhores resultados foram o de alimentos e bebidas (4,0%), máquinas e equipamentos (9,4%), produtos de metal (8,3%) e meios de transporte (6,6%). Em sentido contrário, vestuário (-4,3%), madeira (-7,6%) e calçados e artigos de couro (-4,2%) representaram os principais impactos negativos.

***** Paulo Coelho versus Cuba

Dois meses depois de entrar com o pé direito no debate sobre a proibição da biografia de Roberto Carlos, Paulo Coelho resolveu agora descer a borduna no ministro da Cultura de Cuba, Abel Prieto. No sábado, num artigo para o El Nuevo Herald, o jornal de língua espanhola mais importante de Miami, Coelho respondeu a uma frase de Prieto, dita dias antes, numa reunião com escritores chilenos ("Paulo Coelho é amigo de Cuba, se posicionou contra o bloqueio dos EUA, mas não posso convidá-lo para a Feira de Livros de Cuba. Não posso desprestigiar a feira").

Num texto de seis parágrafos, o escritor começou pegando leve. Primeiro, explicou que fôra várias vezes convidado a participar da Feira de Livros. Em seguida, contou que abriu mão de receber os direitos autorais de seus livros em Cuba para poder colaborar com a "democratização da cultura". Mais à frente, Coelho subiu o tom: "Não me surpreende em nada esta declaração: pessoas que antes lutaram pela liberdade e justiça, uma vez mordidos pela mosca do poder, transformam-se em opressores". E terminou o texto ironizando: "surpresa seria se, em vez de atacar-me, o senhor se pronunciasse a respeito de eleições livres e democráticas em Cuba".

Numa conversa com um amigo, ontem, Coelho, que nunca pisou em Cuba, disse que há algum tempo queria criticar a ditadura de Fidel, "mas não queria nada gratuito".

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: E vê se aparece alguém do governo brasileiro defendendo Paulo Coelho, nosso mais conhecido e respeitado escritor atualmente no mundo. Nem a pau, Juvenal. Cuba pode fazer e desfazer do Brasil do jeito que quiser, que este governo mascate do crime organizado não move um dedo para defendermos. Vergonhoso !!! E parabéns, Paulo Coelho: ninguém precisa rastejar o traseiro para ditador canalha nenhum para ser respeitado. Até pelo contrário. Não é por outra razão que tem gente no Brasil que leva pontapé de ditadores ordinários e continua babando e jurando amores eternos...

***** Pesquisa aponta que candidato apoiado por Lula tem 26% de rejeição em SP

Pesquisa do Datafolha aponta que o apoio do presidente Lula não é benéfico para um candidato à Prefeitura de São Paulo nas próximas eleições. Este é o motivo apontado por 26% dos entrevistados para não votar em um candidato. Outros 15% disseram que votariam no indicado de Lula.

Em dezembro de 2003, o primeiro levantamento do Datafolha para as eleições municipais de 2004, o candidato apoiado pelo presidente era apoiado por 19%, enquanto 18% dos eleitores diziam que deixariam de votar na pessoa indicada por Lula.

A pesquisa ainda aponta que 24% dos paulistanos votariam no candidato indicado pelo governador José Serra. Por outro lado, 24% dos entrevistados afirmaram que não votariam em quem Serra apoiar.

No entanto, o levantamento indica que tanto o apoio de Lula quanto o de Serra não são fatores que interferem na escolha do candidato - 55% no caso de Lula e 47% no caso de Serra. A pesquisa ouviu 1.091 no dia 9 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

***** Apenas 33% do orçamento federal para infra-estrutura foi aplicado no primeiro semestre

Segundo levantamento do site Contas Abertas, feito a partir de dados do Tesouro Nacional e do Ministério do Planejamento, o governo federal aplicou apenas 33,2% dos investimentos previstos para infra-estrutura no primeiro semestre. Dos R$ 72,1 bilhões programados para no orçamento de 2007, a União e as empresas estatais conseguiram gastar R$ 23,9 bilhões.

Para obras em rodovias, as verbas foram triplicadas em comparação com 2006, chegando a R$ 9 bilhões. Porém, até agora, só foram desembolsados R$ 648 milhões. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, convocou as empreiteiras para cobrar mais agilidade.

***** Jobim defende o enfraquecimento da Anac

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende limitar as atribuições da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele declarou que o órgão regulador "não poderá mais formular nenhum tipo de política" para o setor aéreo brasileiro.

A idéia de Jobim é que a Anac se limite a cumprir as diretrizes do Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil), comandado por ele, pelo fato de ser o titular da pasta da Defesa. Segundo o ministro, em 20 ou 30 dias deve ficar pronta a formatação desse novo sistema. Após isso, uma proposta de lei ordinária será enviada ao Congresso.

Apesar da proposta ainda não estar definida, Jobim já admitiu que a Anac será enfraquecida. Segundo ele, no projeto de lei em elaboração, é preciso refletir sobre "a necessidade de a Anac ter diretores com mandato". O ministro afirmou que ainda não tem opinião definitiva sobre o assunto, mas "talvez possa se concluir que não seja necessário". Com isso, os diretores poderiam ser demitidos a qualquer tempo pelo presidente da República.

***** BNDES ampliará gastos com o PAC
De Rivadavia Severo no Jornal do Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se esforça para acelerar investimentos, principalmente no setor elétrico, na tentativa de aumentar os gastos do governo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o fim do ano, o banco pretende desembolsar mais de R$ 6 bilhões para o setor.

O objetivo do Planalto é contrabalançar os parcos avanços do Projeto Piloto de Investimento (PPI), o mais importante programa de investimento público com recursos do Orçamento, que até a metade do ano só conseguiu executar 10,6% do previsto para 2007. No primeiro semestre, foi executado R$ 1,2 bilhão dos R$ 11,3 bilhões previstos para o ano.