Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
É impressionante como o Lula é repetitivo em seus erros. Em relação a Renan Calheiros, a história de Roberto Jeffeson, ao tempo do estouro do mensalão, mais uma vez Lula repete-se e sai em defesa de um aliado sem sequer se dar ao trabalho de aguardar o desfecho das investigações. E claro, dentro de sua ótica capenga e de coerência zero e muita desfaçatez, vai dando tiro em quem nada tem a ver com o caso. Assim, ao invés de se manter neutro e deixar que os agentes encarregados de investigar as graves acusações que pesam sobre o presidente do senado, vai logo acusando a oposição pela “crise Renam”. Primeiro, que a tal crise nasceu não foi por obra e graça da oposição. Nasceu de uma reportagem feita pela revista VEJA, em que Mônica Velloso acusou o senador alagoano de lhe haver pago pensão alimentícia de uma filha do casal, através de um lobista da Construtora Mendes Junior. E até prova em contrário, a VEJA é um veículo de comunicação e não um partido político com assento no Congresso Nacional.
Quando estourou o escândalo dos Correios e que acabou desencadeando todo o rolo do mensalão, ao ser questionado sobre o assunto, Lula disse que o companheiro Jefferson merecia crédito, e que entregaria ao então deputado pelo PTB um cheque em branco. Como se viu, ou esqueceu de assinar o cheque ou sustou o pagamento...
E vou mais longe: toda a “crise Renam”, devemos ser justos, foi criada pelo próprio senador, que na tentativa de se defender, acabou por tornar sua própria defesa num libelo acusatório, quando entregou documentos falsos e informações inverídicas, as quais confrontadas, não resistiram em pé nem por rasos cinco minutos. Queria o senhor Luiz Inácio que a oposição fizesse o quê neste caso, passasse por cima, ignorasse as acusações e estendesse o tapete sagrado da impunidade, como o próprio Lula faz com seus companheiros aloprados ? E, se estivesse Lula e petê na oposição fariam o que de diferente do que a oposição fez ? Nesta altura, já estariam nas ruas com cartazes e gritos de ordem, tipo “Fora Renam”! Impressionante o senhor Luiz Inácio desta vez ter deixado de fora a Imprensa de sua retórica demagógica.
E que fique claro: cabe sim a oposição apurar, mandar investigar e, se culpado, empenhar-se por cassar o mandato de quem não soube honrá-lo dentro dos princípios e normas legais. E ponto final.
O que não se pode ignorar, como Lula gostaria, é de que um senador foi pego em ações, digamos, que afrontam a linha divisória do que é público do que é privado. Até porque, até o próprio presidente reconhece que o senado não interrompeu seus trabalhos, e as oposições não obstruíram as votações de matérias de interesse do próprio governo. Em que deve ser recriminada, então ? Recriminada deve ser a intromissão inadequada e imprudente do presidente Lula nas ações internas de um outro poder da república, querendo “condicionar” a investigação ou querer determinar o desfecho de um caso que não lhe compete pela posição que ocupa, sequer palpitar.
O senhor Luiz Inácio precisa se dar conta que o Brasil é um país onde impera impunidade demais, com punições de menos. Tivesse ele a decência de dar a sua administração um viés de ética e moralidade à máquina pública, provavelmente o incentivo escancarado a ações delituosas consagrados pela impunidade dominante, não se tivesse espalhado por todo o país.
Além do mais, enquanto foi oposição, Lula da Silva e seus sequazes pediam a cabeça de palito de fósforo dentro da caixa. Cometeram mil e uma injustiças, jogando na lama inúmeras reputações, sem que jamais se tenha ouvido um mero pedido de desculpas.
O caso do senador se arrasta além de “uma semana possível de resolver”, não porque a oposição esteja investida de um sentimento de criadora de “casos”. A crise se arrasta por obra de Renam Calheiros em atrasar o fornecimento de documentação em que comprove sua inocência, como também por manobras sorrateiras inspirados por “conselheiros" do próprio Palácio Planalto na intenção canalha de acobertar mais uma miséria moral dos gigolôs da nação.
Esta avaliação do senhor Luiz Inácio serviu apenas para irritar a oposição.
"Isto mostra a visão caolha de Lula, que não enxerga o Congresso com os mesmos olhos com que a sociedade o vê", protestou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), ao lembrar que os senadores é que têm se encarregado de "fazer o purgatório" do que está acontecendo com companheiros.
"É Lula quem não enxerga o que o Brasil está enxergando: o Senado sangrando e exigindo investigação justa de veredicto rápido", afirmou Agripino. O líder está convencido de que a demora no julgamento decorre da procrastinação e das denúncias novas que surgem.
E já que o governo federal não toma iniciativa de moralizar a máquina pública, até pelo contrário, incentiva e dissemina a bandalheira e promiscuidade, que pelo menos a oposição cumpra seu papel de direito. Não compete, pois, ao senhor Luiz Inácio querer dar lições de uma moral que não tem, bem como sequer competência lhe é atribuída para se intrometer em assuntos internos da casa alheia que é o Senado Federal.
Por fim, é preciso que a investigação demore o tempo que for necessário para que ao final se apure a verdade dos fatos, e que se houver culpados, e sendo indispensável que se aponte quais são, não se cometa nem a injustiça da acusação leviana, sem provas, nem tampouco se acoberte impunemente aqueles que infringiram a lei. Não serão discursos vazios nem imbecis, como também não serão a truculência de ameaças infantis de retaliações, que darão desfecho ao caso, e sim investigações feitas com técnica e esmero para que ao final se tenha uma posição que não deixe nenhuma sombra de dúvidas. No berro é que não se faz democracia. Lula, ao menos em tese, deveria saber muito bem disto, muito embora sua atuação, seja na oposição ou no governo, verse sempre muito mais pelo destempero do que pela lucidez e equilíbrio.
Em tempo: é tão fantasiosa quanto ridícula a acusação de Lula em relação a oposição para o caso Renam, que na edição que circula hoje do Jornal do Brasil, matéria assinada por Vasconcello Quadros, e com a manchete “Laudo dirá que notas de Renan são falsas”, vale reproduzir o parágrafo inicial:
“(..)O laudo da Polícia Federal vai apontar que vários recibos e notas fiscais apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao Conselho de Ética são "ideologicamente falsos" e não servem para justificar boa parte das operações que resultaram no patrimônio de R$ 1,9 milhão, de onde o senador alega ter saído o dinheiro repassado para a jornalista Mônica Veloso(...)”.
E agora, senhor Luiz Inácio, como é que fica a história do “criarem caso” ? Certa feita já havíamos recomendado: em boca fechada não apenas não entra mosca, mas também dela não sai besteira...
É impressionante como o Lula é repetitivo em seus erros. Em relação a Renan Calheiros, a história de Roberto Jeffeson, ao tempo do estouro do mensalão, mais uma vez Lula repete-se e sai em defesa de um aliado sem sequer se dar ao trabalho de aguardar o desfecho das investigações. E claro, dentro de sua ótica capenga e de coerência zero e muita desfaçatez, vai dando tiro em quem nada tem a ver com o caso. Assim, ao invés de se manter neutro e deixar que os agentes encarregados de investigar as graves acusações que pesam sobre o presidente do senado, vai logo acusando a oposição pela “crise Renam”. Primeiro, que a tal crise nasceu não foi por obra e graça da oposição. Nasceu de uma reportagem feita pela revista VEJA, em que Mônica Velloso acusou o senador alagoano de lhe haver pago pensão alimentícia de uma filha do casal, através de um lobista da Construtora Mendes Junior. E até prova em contrário, a VEJA é um veículo de comunicação e não um partido político com assento no Congresso Nacional.
Quando estourou o escândalo dos Correios e que acabou desencadeando todo o rolo do mensalão, ao ser questionado sobre o assunto, Lula disse que o companheiro Jefferson merecia crédito, e que entregaria ao então deputado pelo PTB um cheque em branco. Como se viu, ou esqueceu de assinar o cheque ou sustou o pagamento...
E vou mais longe: toda a “crise Renam”, devemos ser justos, foi criada pelo próprio senador, que na tentativa de se defender, acabou por tornar sua própria defesa num libelo acusatório, quando entregou documentos falsos e informações inverídicas, as quais confrontadas, não resistiram em pé nem por rasos cinco minutos. Queria o senhor Luiz Inácio que a oposição fizesse o quê neste caso, passasse por cima, ignorasse as acusações e estendesse o tapete sagrado da impunidade, como o próprio Lula faz com seus companheiros aloprados ? E, se estivesse Lula e petê na oposição fariam o que de diferente do que a oposição fez ? Nesta altura, já estariam nas ruas com cartazes e gritos de ordem, tipo “Fora Renam”! Impressionante o senhor Luiz Inácio desta vez ter deixado de fora a Imprensa de sua retórica demagógica.
E que fique claro: cabe sim a oposição apurar, mandar investigar e, se culpado, empenhar-se por cassar o mandato de quem não soube honrá-lo dentro dos princípios e normas legais. E ponto final.
O que não se pode ignorar, como Lula gostaria, é de que um senador foi pego em ações, digamos, que afrontam a linha divisória do que é público do que é privado. Até porque, até o próprio presidente reconhece que o senado não interrompeu seus trabalhos, e as oposições não obstruíram as votações de matérias de interesse do próprio governo. Em que deve ser recriminada, então ? Recriminada deve ser a intromissão inadequada e imprudente do presidente Lula nas ações internas de um outro poder da república, querendo “condicionar” a investigação ou querer determinar o desfecho de um caso que não lhe compete pela posição que ocupa, sequer palpitar.
O senhor Luiz Inácio precisa se dar conta que o Brasil é um país onde impera impunidade demais, com punições de menos. Tivesse ele a decência de dar a sua administração um viés de ética e moralidade à máquina pública, provavelmente o incentivo escancarado a ações delituosas consagrados pela impunidade dominante, não se tivesse espalhado por todo o país.
Além do mais, enquanto foi oposição, Lula da Silva e seus sequazes pediam a cabeça de palito de fósforo dentro da caixa. Cometeram mil e uma injustiças, jogando na lama inúmeras reputações, sem que jamais se tenha ouvido um mero pedido de desculpas.
O caso do senador se arrasta além de “uma semana possível de resolver”, não porque a oposição esteja investida de um sentimento de criadora de “casos”. A crise se arrasta por obra de Renam Calheiros em atrasar o fornecimento de documentação em que comprove sua inocência, como também por manobras sorrateiras inspirados por “conselheiros" do próprio Palácio Planalto na intenção canalha de acobertar mais uma miséria moral dos gigolôs da nação.
Esta avaliação do senhor Luiz Inácio serviu apenas para irritar a oposição.
"Isto mostra a visão caolha de Lula, que não enxerga o Congresso com os mesmos olhos com que a sociedade o vê", protestou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), ao lembrar que os senadores é que têm se encarregado de "fazer o purgatório" do que está acontecendo com companheiros.
"É Lula quem não enxerga o que o Brasil está enxergando: o Senado sangrando e exigindo investigação justa de veredicto rápido", afirmou Agripino. O líder está convencido de que a demora no julgamento decorre da procrastinação e das denúncias novas que surgem.
E já que o governo federal não toma iniciativa de moralizar a máquina pública, até pelo contrário, incentiva e dissemina a bandalheira e promiscuidade, que pelo menos a oposição cumpra seu papel de direito. Não compete, pois, ao senhor Luiz Inácio querer dar lições de uma moral que não tem, bem como sequer competência lhe é atribuída para se intrometer em assuntos internos da casa alheia que é o Senado Federal.
Por fim, é preciso que a investigação demore o tempo que for necessário para que ao final se apure a verdade dos fatos, e que se houver culpados, e sendo indispensável que se aponte quais são, não se cometa nem a injustiça da acusação leviana, sem provas, nem tampouco se acoberte impunemente aqueles que infringiram a lei. Não serão discursos vazios nem imbecis, como também não serão a truculência de ameaças infantis de retaliações, que darão desfecho ao caso, e sim investigações feitas com técnica e esmero para que ao final se tenha uma posição que não deixe nenhuma sombra de dúvidas. No berro é que não se faz democracia. Lula, ao menos em tese, deveria saber muito bem disto, muito embora sua atuação, seja na oposição ou no governo, verse sempre muito mais pelo destempero do que pela lucidez e equilíbrio.
Em tempo: é tão fantasiosa quanto ridícula a acusação de Lula em relação a oposição para o caso Renam, que na edição que circula hoje do Jornal do Brasil, matéria assinada por Vasconcello Quadros, e com a manchete “Laudo dirá que notas de Renan são falsas”, vale reproduzir o parágrafo inicial:
“(..)O laudo da Polícia Federal vai apontar que vários recibos e notas fiscais apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao Conselho de Ética são "ideologicamente falsos" e não servem para justificar boa parte das operações que resultaram no patrimônio de R$ 1,9 milhão, de onde o senador alega ter saído o dinheiro repassado para a jornalista Mônica Veloso(...)”.
E agora, senhor Luiz Inácio, como é que fica a história do “criarem caso” ? Certa feita já havíamos recomendado: em boca fechada não apenas não entra mosca, mas também dela não sai besteira...