BUENOS AIRES - Luis D'Elia, um dos mais importantes líderes de grupos "piqueteiros" (desempregados que realizam piquetes nas estradas para pedir trabalho e comida) da Argentina, confessou ontem que vários grupos sociais no país recebem financiamento do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez.
"Recebemos (dinheiro) para os ônibus, nos ajuda a mobilizar os companheiros", explicou o piqueteiro, líder da Federação Terras e Moradia (FTV). Depois, ao perceber que havia falado demais em uma entrevista ao Canal C5 de notícias, D'Elía, um fanático chavista argentino, tentou generalizar o financiamento político e relativizar os petrodólares que os grupos argentinos recebem de Caracas: "bom...existe financiamento internacional para todas as cores (ideológicas)".
As declarações de D'Elia aumentaram a polêmica que transcorre há mais de uma semana, desde que explodiu o "escândalo da maleta", cujo pivô é uma maleta com US$ 790 mil sem declarar transportadas pelo venezuelano Guido Antonini Wilson, homem de intensos contatos com a estatal petrolífera Petróleos de Venezuela SA (Pdvsa), a menina dos olhos de Chávez.
O dinheiro da maleta gerou variados rumores sobre seu eventual uso na Argentina. O amplo leque inclui o financiamento de grupos chavistas no país, lavagem de dinheiro, e fundos para a campanha das eleições presidenciais e legislativas marcadas para o 28 de outubro.
D'Elia afirmou que os comícios protagonizados pelo líder venezuelano em território argentino foram pagos por Chávez. "Isso ninguém pode negar", reafirmou. No entanto, disse que desconhecia como o dinheiro havia entrado na Argentina: "Não sei, talvez com uma transferência bancária".
Em 2005, Chávez realizou um comício que foi o ponto culminante da "anti-cúpula" organizada para protestar contra a Cúpula das Américas e o presidente norte-americano George W. Bush no balneário de Mar del Plata. O evento mobilizou mais de 70 mil pessoas.
Em março deste ano, Chávez realizou um novo comício em um estádio em Buenos Aires onde reuniu 30 mil pessoas. O objetivo do comício era protestar contra a presença de Bush do outro lado do Rio da Prata, na cidade uruguaia de Colonia. Estimativas extra-oficiais calculam entre 30 mil e 60 mil pessoas os militantes chavistas ativos na Argentina.
O FTV de D'Elia controla mais de 50 mil pessoas. Delas, 15 mil piqueteiros são de rápida mobilização. Até o ano passado, D'Elia ostentava um cargo no governo do presidente Néstor Kirchner, o de subsecretário para o Habitat Social. Mas, suas declarações a favor do Irã e do Hizbollah provocaram sua queda.
O "escândalo da maleta" atinge o governo Kirchner, especialmente o Ministro do Planejamento, Julio De Vido. Um de seus homens, Claudio Uberti, diretor do organismo de fiscalização de estradas e pedágios - e o principal negociador "informal" dos acordos Argentina-Venezuela - que estava no jatinho que fez o trajeto Caracas-Buenos Aires com Antonini Wilson, foi removido do cargo na semana passada. O paradeiro de Antonini Wilson, é desconhecido.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Tão logo foi passada a notícia da apreensão de mala no aeroporto de Buenos Aires, contendo 790,0 mil dólares e em poder de um membro da comitiva do Hugo Chavez em visita naquele dia à Argentina dissemos aqui que o dinheiro era do governo venezuelano e se destinava a financiar a campanha à presidência de Cristina Kirchner, esposa de Nestor Kirchner e atual presidente. Até agora tudo o que se soube a respeito da mala com dólares, indicam exatamente ser esta a real versão dos fatos.
Chavez, na sua desvairada corrida por assumir a liderança continental em seu projeto megalomaníaco de instalar uma federação bolivariana de inspiração socialista, atua exatamente pelos mesmos caminhos que um dia Fidel Castro já percorreu, e não por acaso Fidel é o guru de Chavez. Não houvesse esta cumplicidade explícita entre Chavez e Lula, e muito provavelmente já se teria descoberto que o MST no Brasil não apenas é financiado pelo narcotráfico das FARCs, mas também é abastecido por petrodólares venezuelanos.
"Recebemos (dinheiro) para os ônibus, nos ajuda a mobilizar os companheiros", explicou o piqueteiro, líder da Federação Terras e Moradia (FTV). Depois, ao perceber que havia falado demais em uma entrevista ao Canal C5 de notícias, D'Elía, um fanático chavista argentino, tentou generalizar o financiamento político e relativizar os petrodólares que os grupos argentinos recebem de Caracas: "bom...existe financiamento internacional para todas as cores (ideológicas)".
As declarações de D'Elia aumentaram a polêmica que transcorre há mais de uma semana, desde que explodiu o "escândalo da maleta", cujo pivô é uma maleta com US$ 790 mil sem declarar transportadas pelo venezuelano Guido Antonini Wilson, homem de intensos contatos com a estatal petrolífera Petróleos de Venezuela SA (Pdvsa), a menina dos olhos de Chávez.
O dinheiro da maleta gerou variados rumores sobre seu eventual uso na Argentina. O amplo leque inclui o financiamento de grupos chavistas no país, lavagem de dinheiro, e fundos para a campanha das eleições presidenciais e legislativas marcadas para o 28 de outubro.
D'Elia afirmou que os comícios protagonizados pelo líder venezuelano em território argentino foram pagos por Chávez. "Isso ninguém pode negar", reafirmou. No entanto, disse que desconhecia como o dinheiro havia entrado na Argentina: "Não sei, talvez com uma transferência bancária".
Em 2005, Chávez realizou um comício que foi o ponto culminante da "anti-cúpula" organizada para protestar contra a Cúpula das Américas e o presidente norte-americano George W. Bush no balneário de Mar del Plata. O evento mobilizou mais de 70 mil pessoas.
Em março deste ano, Chávez realizou um novo comício em um estádio em Buenos Aires onde reuniu 30 mil pessoas. O objetivo do comício era protestar contra a presença de Bush do outro lado do Rio da Prata, na cidade uruguaia de Colonia. Estimativas extra-oficiais calculam entre 30 mil e 60 mil pessoas os militantes chavistas ativos na Argentina.
O FTV de D'Elia controla mais de 50 mil pessoas. Delas, 15 mil piqueteiros são de rápida mobilização. Até o ano passado, D'Elia ostentava um cargo no governo do presidente Néstor Kirchner, o de subsecretário para o Habitat Social. Mas, suas declarações a favor do Irã e do Hizbollah provocaram sua queda.
O "escândalo da maleta" atinge o governo Kirchner, especialmente o Ministro do Planejamento, Julio De Vido. Um de seus homens, Claudio Uberti, diretor do organismo de fiscalização de estradas e pedágios - e o principal negociador "informal" dos acordos Argentina-Venezuela - que estava no jatinho que fez o trajeto Caracas-Buenos Aires com Antonini Wilson, foi removido do cargo na semana passada. O paradeiro de Antonini Wilson, é desconhecido.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Tão logo foi passada a notícia da apreensão de mala no aeroporto de Buenos Aires, contendo 790,0 mil dólares e em poder de um membro da comitiva do Hugo Chavez em visita naquele dia à Argentina dissemos aqui que o dinheiro era do governo venezuelano e se destinava a financiar a campanha à presidência de Cristina Kirchner, esposa de Nestor Kirchner e atual presidente. Até agora tudo o que se soube a respeito da mala com dólares, indicam exatamente ser esta a real versão dos fatos.
Chavez, na sua desvairada corrida por assumir a liderança continental em seu projeto megalomaníaco de instalar uma federação bolivariana de inspiração socialista, atua exatamente pelos mesmos caminhos que um dia Fidel Castro já percorreu, e não por acaso Fidel é o guru de Chavez. Não houvesse esta cumplicidade explícita entre Chavez e Lula, e muito provavelmente já se teria descoberto que o MST no Brasil não apenas é financiado pelo narcotráfico das FARCs, mas também é abastecido por petrodólares venezuelanos.
.
A verdade é que o presidente Lula deve ficar atento para esta ação não apenas paranóica de Chavez em relação a sua utopia da tal federação bolivariana, mas principalmente pelas ações de terrorismo que tende a se espalhar mais e mais pelo continente sul-americano e centro-americano. Ou Chavez respeita os limiters territoriais que separam Brasil e Venezuela, e se contenta em praticar sua “revolução” apenas no âmbito do país que governa, ou logo estaremos convivendo com uma instabilidade nada positiva dentro do Brasil. Alucinação pensar deste modo ? De forma alguma, basta ver a realidade à volta para sabermos que, fruto destas malas de dólares que viajam pelo continente, e das arruaças patrocinadas e financiadas com o dinheiro venezuelano, a estabilidade política de todos os países ficam ameaçadas. E isto para nós compromete, e muito, nosso próprio futuro. O senhor Lui9z Inácio tem o dever de nos preservar desta pantomima armada pelo desmiolado presidente venezuelano, e para tanto ele conta com recursos mais do que suficientes, tais como Polícia Federal, Forças Armadas e ABIN. Basta saber se terá a grandeza de saber usa-las.
A verdade é que o presidente Lula deve ficar atento para esta ação não apenas paranóica de Chavez em relação a sua utopia da tal federação bolivariana, mas principalmente pelas ações de terrorismo que tende a se espalhar mais e mais pelo continente sul-americano e centro-americano. Ou Chavez respeita os limiters territoriais que separam Brasil e Venezuela, e se contenta em praticar sua “revolução” apenas no âmbito do país que governa, ou logo estaremos convivendo com uma instabilidade nada positiva dentro do Brasil. Alucinação pensar deste modo ? De forma alguma, basta ver a realidade à volta para sabermos que, fruto destas malas de dólares que viajam pelo continente, e das arruaças patrocinadas e financiadas com o dinheiro venezuelano, a estabilidade política de todos os países ficam ameaçadas. E isto para nós compromete, e muito, nosso próprio futuro. O senhor Lui9z Inácio tem o dever de nos preservar desta pantomima armada pelo desmiolado presidente venezuelano, e para tanto ele conta com recursos mais do que suficientes, tais como Polícia Federal, Forças Armadas e ABIN. Basta saber se terá a grandeza de saber usa-las.