As famílias chefiadas por pessoas com curso superior, concluído ou não, gastam com educação 1.920% a mais que as que têm como referência pessoas com apenas um ano de estudo. Enquanto o primeiro grupo gasta R$ 180,04 mensais com isso, o segundo gasta R$ 8,91, de acordo com o estudo do IBGE. Os dados são da base da Pesquisa de Orçamento Familiar 2002-2003 e estão em preços de 2003. Como proporção aos gastos totais da família, a diferença entre os recursos direcionados para educação cai, mas ainda é substancial.
A proporção da faixa com mais estudo é de 4,9% das despesas totais do grupo (R$ 3.683,02), o que corresponde a pouco mais do que quatro vezes os 1,2% dos gastos totais das famílias na faixa com pessoas de referência com menos de um ano de estudo (R$ 769,68).
As despesas da primeira faixa são aproximadamente 379% superiores aos gastos do grupo de menor educação. Os dados mostram que investir em educação aumenta muito a renda futura e, conseqüentemente, a capacidade de gastar. E que quem mais investe são os que estudaram mais e ganham mais.
Para o ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, organizador do Fórum Nacional, a solução para sair desse círculo que tende a reforçar a desigualdade "é melhorar a qualidade do ensino fundamental público e universalizar o ensino médio, de maneira a que os pobres cheguem pelo menos a esse nível".
De acordo com ele, o problema está ligado à baixa qualidade do ensino público gratuito. "Os pobres têm dificuldade de chegar ao curso superior porque não têm a base nem o dinheiro necessário para fazer um bom ensino médio e isso não tem nada a ver com a cor", completou, aproveitando para criticar o sistema de cotas raciais nas universidades.
As famílias que contam com um integrante com curso superior ganham em média R$ 3.817,96, mais que o triplo das famílias que não têm ninguém com esse nível de estudo, que têm renda média de R$ 1.215,24. Com mais de uma pessoa com nível superior, a média de renda familiar sobe para R$ 6.004,98, mas estavam nessa situação apenas cerca de 2,9 milhões de famílias, correspondentes a 5,9% do total.
As que não têm nenhum integrante com curso superior são aproximadamente 40,9 milhões de famílias e representam 84,3% do total no País. A parcela da educação nas despesas totais das famílias brasileiras é, em média, de 3,3%, pequena em relação a outras, como os impostos sobre propriedade e renda (4,4%), habitação (29%), alimentação (16,9%) e transportes (15,1%).
Quem mora sozinho desperdiça mais
Os brasileiros que moram sozinhos compram em um ano 560,68 quilos de comida cada um, mais de 250 quilos acima do que as mulheres sem cônjuge e com filhos adquirem por pessoa da família, cuja média é de 309,4 quilos. Os solteiros que têm uma residência só para eles compram muito mais alimento também que a média dos casais com filhos, que é de 324,53 quilos.
A quantidade adquirida pelos que moram sozinhos fica em mais de 1,5 quilo por dia e é bem superior da quantidade considerada "sempre suficiente" pela avaliação dos entrevistados na média da pesquisa, que foi de 378,32 quilos por ano por pessoa - ou um quilo ao dia.
"As famílias com filhos conseguem ter mais racionalidade na compra de alimentos", disse o gerente da POF do IBGE, Edílson Nascimento Silva. Isso se deve em parte ao fato de que é mais comum os alimentos serem vendidos em quantidades superiores às que seriam mais convenientes para o consumo de uma só pessoa e geralmente é mais barato comprar em quantidades maiores.
Na prática, os dados indicam desperdício de comida. Nas médias nacionais, a compra por mulheres com filhos e sem cônjuge foi inferior à quantidade "sempre suficiente" e mais próxima, embora acima, da apontada como "às vezes insuficiente", de 301,7 quilos.
Esse tipo de família teve destaques negativos em relação à média nacional na aquisição de cereais e leguminosas (-15,1%), farinhas, féculas e massas (-19,7%) e carnes (-13,2%). As mulheres sem cônjuge e com filhos nas áreas rurais adquirem comida em quantidade inferior à média considerada "às vezes insuficiente" por habitantes das mesmas áreas.
Em 2003, a aquisição média por esse tipo de família foi de 327,59 quilos, menor do que a quantidade considerada "às vezes insuficiente" para as mesmas áreas, de 346,64 quilos. As pessoas nas áreas rurais informaram necessidade de comer mais que os das cidades.
A quantidade que consideram como "sempre suficiente" é de 474,27 quilos, 30,5% superior a apontada pelas que habitam as cidades, de 363,43 quilos, mostrou a pesquisa. De acordo com o IBGE, isso acontece por características diferentes entre o tipo de vida nas duas situações, como a maior atividade física nos trabalhos tipicamente rurais; a produção própria de alimentos na área rural e a menor quantidade de restaurantes no interior.
As pessoas que moram sozinhas nas áreas rurais adquiriram 90,1% mais carne que as das cidades. "A pesquisa é pela compra, não pelo consumo. A pessoa pode morar sozinha e fazer um churrasco para os amigos", disse o gerente da POF.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Não sendo político, os que ganham mais estão nesta situação por méritos próprios, por terem se esforçado mais, terem estudado mais, e até, no conjunto destes méritos, se sacrificado mais. Ganhar mais portanto, nestes casos, é um prêmio, não um privilégio, como se tenta imputar no discurso estúpido dos socialistas e das esquerdas de um modo geral.
A proporção da faixa com mais estudo é de 4,9% das despesas totais do grupo (R$ 3.683,02), o que corresponde a pouco mais do que quatro vezes os 1,2% dos gastos totais das famílias na faixa com pessoas de referência com menos de um ano de estudo (R$ 769,68).
As despesas da primeira faixa são aproximadamente 379% superiores aos gastos do grupo de menor educação. Os dados mostram que investir em educação aumenta muito a renda futura e, conseqüentemente, a capacidade de gastar. E que quem mais investe são os que estudaram mais e ganham mais.
Para o ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, organizador do Fórum Nacional, a solução para sair desse círculo que tende a reforçar a desigualdade "é melhorar a qualidade do ensino fundamental público e universalizar o ensino médio, de maneira a que os pobres cheguem pelo menos a esse nível".
De acordo com ele, o problema está ligado à baixa qualidade do ensino público gratuito. "Os pobres têm dificuldade de chegar ao curso superior porque não têm a base nem o dinheiro necessário para fazer um bom ensino médio e isso não tem nada a ver com a cor", completou, aproveitando para criticar o sistema de cotas raciais nas universidades.
As famílias que contam com um integrante com curso superior ganham em média R$ 3.817,96, mais que o triplo das famílias que não têm ninguém com esse nível de estudo, que têm renda média de R$ 1.215,24. Com mais de uma pessoa com nível superior, a média de renda familiar sobe para R$ 6.004,98, mas estavam nessa situação apenas cerca de 2,9 milhões de famílias, correspondentes a 5,9% do total.
As que não têm nenhum integrante com curso superior são aproximadamente 40,9 milhões de famílias e representam 84,3% do total no País. A parcela da educação nas despesas totais das famílias brasileiras é, em média, de 3,3%, pequena em relação a outras, como os impostos sobre propriedade e renda (4,4%), habitação (29%), alimentação (16,9%) e transportes (15,1%).
Quem mora sozinho desperdiça mais
Os brasileiros que moram sozinhos compram em um ano 560,68 quilos de comida cada um, mais de 250 quilos acima do que as mulheres sem cônjuge e com filhos adquirem por pessoa da família, cuja média é de 309,4 quilos. Os solteiros que têm uma residência só para eles compram muito mais alimento também que a média dos casais com filhos, que é de 324,53 quilos.
A quantidade adquirida pelos que moram sozinhos fica em mais de 1,5 quilo por dia e é bem superior da quantidade considerada "sempre suficiente" pela avaliação dos entrevistados na média da pesquisa, que foi de 378,32 quilos por ano por pessoa - ou um quilo ao dia.
"As famílias com filhos conseguem ter mais racionalidade na compra de alimentos", disse o gerente da POF do IBGE, Edílson Nascimento Silva. Isso se deve em parte ao fato de que é mais comum os alimentos serem vendidos em quantidades superiores às que seriam mais convenientes para o consumo de uma só pessoa e geralmente é mais barato comprar em quantidades maiores.
Na prática, os dados indicam desperdício de comida. Nas médias nacionais, a compra por mulheres com filhos e sem cônjuge foi inferior à quantidade "sempre suficiente" e mais próxima, embora acima, da apontada como "às vezes insuficiente", de 301,7 quilos.
Esse tipo de família teve destaques negativos em relação à média nacional na aquisição de cereais e leguminosas (-15,1%), farinhas, féculas e massas (-19,7%) e carnes (-13,2%). As mulheres sem cônjuge e com filhos nas áreas rurais adquirem comida em quantidade inferior à média considerada "às vezes insuficiente" por habitantes das mesmas áreas.
Em 2003, a aquisição média por esse tipo de família foi de 327,59 quilos, menor do que a quantidade considerada "às vezes insuficiente" para as mesmas áreas, de 346,64 quilos. As pessoas nas áreas rurais informaram necessidade de comer mais que os das cidades.
A quantidade que consideram como "sempre suficiente" é de 474,27 quilos, 30,5% superior a apontada pelas que habitam as cidades, de 363,43 quilos, mostrou a pesquisa. De acordo com o IBGE, isso acontece por características diferentes entre o tipo de vida nas duas situações, como a maior atividade física nos trabalhos tipicamente rurais; a produção própria de alimentos na área rural e a menor quantidade de restaurantes no interior.
As pessoas que moram sozinhas nas áreas rurais adquiriram 90,1% mais carne que as das cidades. "A pesquisa é pela compra, não pelo consumo. A pessoa pode morar sozinha e fazer um churrasco para os amigos", disse o gerente da POF.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Não sendo político, os que ganham mais estão nesta situação por méritos próprios, por terem se esforçado mais, terem estudado mais, e até, no conjunto destes méritos, se sacrificado mais. Ganhar mais portanto, nestes casos, é um prêmio, não um privilégio, como se tenta imputar no discurso estúpido dos socialistas e das esquerdas de um modo geral.
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Sendo assim, sabem a importância do estudo na formação e na qualidade de vida de um cidadão. Com tal consciência, é evidente, procurarão empenhar-se ao máximo para fornecer aos seus filhos uma formação escolar de qualidade. Onde está o pecado como em geral se ouve e se lê ? O inconcebível é se querer “punir” pelo prêmio que recebem, o mérito deste grupo que mais se esforçou, é achar que eles têm obrigação de “repartir” parte deste prêmio com aqueles que em grande parte, é imperioso reconhecermos, não mexeram um dedo para atingirem o mesmo status, a mesma situação. Quem teria esta vamos dizer “obrigação” seria sim a elite econômica que, regra geral, é a que mais benesses recebe de parte do poder público, a que recebe melhor tratamento, a que comumente sonega mais e conta com generosas “desonerações tributárias" de parte do poder público.
Portanto, o resultado da pesquisa de modo algum é estranhável. Ele revela um quadro perfeitamente natural da vida brasileira, em seus diferentes níveis. O que é absurdo é considerar alguém que receba entre R$ 3 a 5 mil reais como sendo da elite.
Sendo assim, sabem a importância do estudo na formação e na qualidade de vida de um cidadão. Com tal consciência, é evidente, procurarão empenhar-se ao máximo para fornecer aos seus filhos uma formação escolar de qualidade. Onde está o pecado como em geral se ouve e se lê ? O inconcebível é se querer “punir” pelo prêmio que recebem, o mérito deste grupo que mais se esforçou, é achar que eles têm obrigação de “repartir” parte deste prêmio com aqueles que em grande parte, é imperioso reconhecermos, não mexeram um dedo para atingirem o mesmo status, a mesma situação. Quem teria esta vamos dizer “obrigação” seria sim a elite econômica que, regra geral, é a que mais benesses recebe de parte do poder público, a que recebe melhor tratamento, a que comumente sonega mais e conta com generosas “desonerações tributárias" de parte do poder público.
Portanto, o resultado da pesquisa de modo algum é estranhável. Ele revela um quadro perfeitamente natural da vida brasileira, em seus diferentes níveis. O que é absurdo é considerar alguém que receba entre R$ 3 a 5 mil reais como sendo da elite.