quinta-feira, agosto 30, 2007

Sem poder naval

Jorge Serrão, Alerta Total
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O poder naval brasileiro poderá desaparecer até 2025 se até lá não houver novos investimentos em equipamentos.

O alerta foi repetido ontem pelo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, em audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Congresso Nacional:
A crônica escassez de recursos, ao longo de tantos anos, acumulou sérias demandas e levou-nos a um crítico estado de degradação e obsolescência material, de vulnerabilidade estratégica e de redução de atividades, sem precedentes na História contemporânea da Nação”.

Neste ano, a Marinha deverá receber aproximadamente R$ 550 milhões a menos em recursos orçamentários do que seria desejável para atender a suas "necessidades mínimas".

Para manter a Marinha funcionando em 2007, o comandante estimou que seriam necessários R$ 1 bilhão 840 milhões de reais. Mas o Orçamento da União destina à Força R$ 1 bilhão 490 milhões.

E apenas R$ 1 bilhão 280 milhões deverão ser efetivamente liberados até o final do ano.

Estágio de sucata
Dos 21 navios que compõem a esquadra brasileira, 11 encontram-se imobilizados e dez operam com restrições.

Entre as aeronaves, a situação é ainda mais precária: das 23 existentes, 21 estão imobilizadas e duas operam com restrições.

Da mesma forma, dois entre os cinco submarinos da esquadra estão imobilizados e outros dois operam com restrições - ou seja, apenas um está em perfeito funcionamento.

Crime do contingenciamento
O Almirante Moura Neto condenou o contingenciamento dos recursos que devem ser legalmente destinados à Marinha, segundo a Lei dos Royalties do Petróleo.Até o fim de 2006, R$ 2,6 bilhões em royalties já haviam sido contingenciados e não repassados à Marinha.

Só o Programa de Reaparelhamento da Marinha requer um investimento de R$ 5,8 bilhões ao longo do período de 2008 a 2014.

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Considerando-se a fortuna que a Venezuela do ditador Chavez vem gastando em seu projeto de militarização e fortalecimento bélico, seria bom o Brasil se apressar. Na cabeça de um débil mental como ele, nunca sabe o tamanho da ambição. Para um continente que, sob o ponto de vista de guerras entre países é de fato um paraíso, o investimento bélico do venezuelano é um alerta para o qual todos devem estar atentos e precavidos.