quinta-feira, agosto 30, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Quem conhece Renan sabe...
Reinaldo Azevedo

"Isso não merece nenhum comentário. Quem conhece o meu perfil sabe que isso não merece comentários"
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Trata-se de Renan Calheiros (PMDB-AL) negando que tenha encomendado à assessoria jurídica do Senado um parecer contra o voto aberto no Conselho de Ética. Marcos Santi, secretário-adjunto da Mesa Diretora, acusou a pressão e se demitiu.

É verdade. Quem conhece o perfil de Renan sabe do que ele é capaz.

***** Doleiro complica Dirceu em novas revelações
da Folha Online

O operador de mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro fez, em depoimento sob o acordo de delação premiada, uma série de denúncias contra a cúpula do PT e PR no caso do mensalão, informa nesta quarta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).

Segundo documentos obtidos pela Folha, que compõem a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal), Funaro disse que ele e dois doleiros emprestaram R$ 3 milhões ao então presidente do PL (hoje PR) Valdemar Costa Neto para cobrir despesas da campanha do partido em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Funaro teria dito ainda que o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) pode ter recebido R$ 500 mil "por fora" de fundos de pensão.

Ontem, o Supremo concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão --esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político.

A Corte acatou a denúncia contra todos os acusados pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza. Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.

Os réus responderão por diversos crimes, como formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.

***** Nada de mensalão

Lula mandou avisar a quem interessar possa: não quer ouvir falar de mensalão no III Congresso Nacional do PT a ser realizado em São Paulo no próximo fim de semana.

Nada de discursos a respeito. Nada das alas à esquerda do partido se aproveitarem da recente decisão do Supremo Tribunal Federal para atacar os companheiros denunciados no Caso do Mensalão.

Deve-se fazer de conta que nada aconteceu, nada. Do contrário os adversários do PT tirarão vantagens.

Até hoje, o PT só puniu um mensaleiro - o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Ele foi expulso. Outros largaram os cargos que ocupavam à época, mas não se desfiliaram do PT. Sequer foram chamados para se explicar diante do Conselho de Ética do partido.

Que a turma do ministro Tarso Genro, da Justiça, não se assanhe para enfraquecer a turma que obedece à orientação do ex-ministro José Dirceu. Não é justo, segundo Lula. É oportunismo político. Conspira contra os superiores interesses do PT.

***** Grana preta

Nunca antes na história deste País se viu programa igual de transferência de renda: dos processados do mensalão para as bancas de advocacia.

Como a tabela dos honorários em alguns casos ronda a casa de um milhão de reais, é de se perguntar quem dentre os acusados, possui cacife para bancar sua defesa com recursos próprios?

É de se esperar que o dinheiro saia do bolso de cada um deles, e não de outro esquema sujo a desviar recursos públicos, tipo fundos de pensão.

***** Lula ouve, irritado, 'O bêbabo e o equilibrista'

O presidente Lula participa neste moimento, no Palácio do Planalto, da solenidade de lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", sobre as vítimas (mortos e desaparecidos) do regime militar. A certa altura de cerimônia, Lula e os convidados passaram a ouvir a música "O bêbado e o equilibrista", espécie de hino à anistia que pregava "a volta do irmão do Henfil", numa referência a Betinho. Quando a música começou a ser executada pela cantora Flora Garcia, Lula não escondeu a sua contrariedade. Fechou a cara e, como é característico, passou a coçar a barba, num gesto de impaciência, enquanto muitos dos presentes sorriam, lembrando o gosto do presidente pelos copos.

***** MP Militar arquiva ação contra Jobim

A procuradora-geral da Justiça Militar Maria Ester Henriques Tavares determinou o arquivamento da representação do coronel aposentado Cícero Novo Fornari contra o ministro Nelson Jobim (Defesa), por violação do artigo 172 do Código Penal Militar, que trata do uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por civis. O coronel representou no MPM dia 15, após o ministro Jobim ser fotografado dia 4 na Operação Solimões no Amazonas, usando farda camuflada do Exército, com insígnias de general quatro estrelas (foto). O MPM não viu "uso indevido": "como ministro da Defesa", despachou a procuradora-geral, "não é lógico e crível que tenha tentado iludir ou induzir alguém ao equívoco de que se tratava de general de Exército, com a intenção de usurpar a autoridade militar". Não houve má-fé, concluiu o MPM.

***** Projeto dá outra pensão a Lula

Tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o projeto do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB) criando pensão vitalícia para ex-presidentes da República. Suassuna fez o projeto - autêntico Plano de Aceleração do Crescimento da Renda de Lula - após ouvir do presidente a mesma preocupação com a queda de seu "padrão de vida", após concluir o mandato, que ele externou, terça (28), na residência do governador do DF.

A conversa de Lula com Ney Suassuna, sobre pensão vitalícia, ocorreu há 18 meses no Air Force 51, a caminho de um factóide na Paraíba

Lula passou a receber pensão por invalidez após perder o dedo mindinho em um torno. Depois, ganhou outra aposentadoria na condição de "anistiado político" e passou a receber R$ 4.627,38, como se vê no extrato emitido pela Previdência Social em junho último.

Lula é impressionante na sua retórica delinqüente: na entrevista concedida ao Estadão disse que, após 2010, não iria estudar em Paris ou Boston, numa referência maldosa a Fernando Henrique. Porém, por baixo dos panos, está articulando para que sua “aposentadoria” de presidente seja engordada para não perder seu atual padrão de vida. E aí está toda a diferença entre um honesto e um cretino: enquanto o honesto, ao sair da vida pública, vai trabalhar e manter-se às próprias custas, o cretino quer que o país fique o resto da vida sustentando sua vagabundagem...