quinta-feira, agosto 30, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Cuba está fora do mundial de boxe nos EUA

A Federação Cubana de Boxe está fora do mundial que será realizado em Chicago. A entidade teria tomado a decisão após advertência de Fidel Castro: el comandante, considera a atuação de alguns negociantes americanos como "roubo de atletas" e teme mais deserções. Segundo o comunicado oficial da Federação, a intenção é não expor os atletas às possíveis tentações do território americano, lugar ideal para negociantes e traficantes agirem livremente e com total cumplicidade das autoridades. A nota ainda cita o exemplo dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, deportados do Brasil após o Pan. O Mundial de Chicago é classificatório para Pequim.

***** MP: novas provas indicariam caminho de recursos

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, especificou, nesta quarta-feira, as novas provas que possui contra os denunciados no suposto esquema do mensalão. Seriam oito novos grupos, como perícias nos documentos do BMG e do Banco Rural. Segundo o Ministério Público (MP), os novos documentos comprovariam o caminho do dinheiro que abasteceria o mensalão.

Conforme informação do Jornal Nacional, os recursos, segundo o MP, passavam pelas empresas de Marcos Valério e chegavam aos beneficiados, deputados da base do governo.

O MP conseguiu ainda uma perícia que comprovaria o desvio de dinheiro público da empresa Visanet para o suposto esquema.

Os novos documentos serão entregues para o Supremo Tribunal Federal (STF), que vai julgar os 40 denunciados no caso.

Para o procurador, as provas são suficientes para que todos sejam punidos. "A minha expectativa é de que nós consigamos reforçar o conjunto probatório que foi recebido quase na íntegra", afirmou.

***** Jobim aguarda renúncia de Leur Lomanto

O ministro Nelson Jobim (Defesa) espera receber, ainda hoje, a carta de renúncia de Leur Lomanto, o diretor de Infra-estrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil. Ele será o terceiro diretor da Anac a renunciar após os últimos escândalos envolvendo a agência; primeiro foi a diretora Denise Abreu e logo depois o ex-diretor de Segurança Operacional, Investigação e Prevenção de Acidentes Jorge Luiz Vellozo.

***** Saudades dos bons tempos...

O PSDB agora se derrama em elogios, mas perseguiu o atual procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, durante o governo FHC, para se vingar da sua denúncia contra o então senador Humberto Lucena (PB), em 94, que seria cassado por usar a Gráfica do Senado em autopromoção.

Bons tempos aqueles em que um senador era cassado “apenas” por usar a gráfica do Senado em proveito próprio.

***** FHC diz que Lula é "conivente" com o mensalão
.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que não adianta o presidente Lula fingir que o caso mensalão não é com ele. "É com ele sim. Não estou dizendo que ele seja responsável, mas enquanto ele não repudiar, dá a sensação que está conivente, ou leniente, para usar uma expressão mais branda", constatou o tucano.

Fernando Henrique disse que Lula tem obrigação de falar à nação sobre a decisão do STF de considerar réus os acusados de mensalão. Na entrevista que deu ao Estadão, o presidente Lula disse que só no final vai ter uma opinião. "Ora, tenha paciência. Se ele foi traído, como disse, tem que dizer quem o traiu. Aí ficará numa posição mais limpa perante a nação. Caso contrário fica uma coisa nebulosa e dá a sensação que ele está passando a mão na cabeça (dos envolvidos)", declarou o ex-presidente.

No entanto, Fernando Henrique disse que não quer prejulgar o atual presidente. "Os indícios são muito veementes de que houve o que o STF chamou de organização criminosa. Na versão do tribunal, essa organização estava incrustada no governo e usou dinheiro público. Essa gente não serve, embora tenham sido meus companheiros", concluiu.

***** Lula assina decretos que reativam Sudam e Sudene

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos criando as novas superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Amazônia (Sudam). Os atos foram publicados em edição extra do "Diário Oficial", que circulou na noite de ontem, e estabelecem que os dois novos órgãos serão subordinados ao Ministério da Integração Nacional.

A reativação da Sudam e da Sudene foi uma promessas de campanha do presidente Lula. De acordo com o Ministério da Integração, as novas superintendências terão como instrumentos de ação planos de desenvolvimento, incentivos fiscais e os fundos constitucionais e de desenvolvimento (FDNE, FNE, FNO e FDA). O orçamento desses fundos para 2007 totaliza R$ 8,8 bilhões.

Além da Sudam e da Sudene, foram recriados os respectivos Conselhos Deliberativos. Segundo o ministério, estes conselhos "proporcionarão uma ampla representatividade política" e, ainda, deliberarão sobre as estratégias de desenvolvimento e as prioridades para aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), no caso da Sudene, e dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e Constitucional do Norte (FNO), no caso da Sudam.

Com a criação da Sudam e da Sudene, automaticamente as Agências de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) e da Amazônia (ADA) são extintas. Assim, as novas superintendências terão seus quadros de pessoal formados a partir dos servidores das duas agências

***** Ministro Eros Grau vai interpelar Lewandowski

Apesar de viver um clima de lua-de-mel com a sociedade, por ter aberto processo contra os 40 supostos "mensaleiros" que atuaram no primeiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ambiente político no Supremo Tribunal Federal (STF) não desanuviou. O ministro Eros Grau confirmou ontem a vários colegas que interpelará o ministro Ricardo Lewandowski.

Na semana passada, numa troca de mensagens eletrônicas com a ministra Carmen Lúcia, Lewandowski levantou a suspeita de que Grau poderia rejeitar a denúncia contra os acusados em troca da garantia da indicação do jurista Carlos Alberto Direito para o STF. O nome de Direito foi aprovado ontem pelo Senado, mas Grau votou, favoravelmente, pela abertura de processo na maioria das acusações feitas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Segundo um ministro, em conversas ao longo do dia, Grau voltou a criticar o colega e deixou claro que exige mais que uma retratação pública. Grau ainda estuda a forma de interpelação de Lewandowski. O receio de ministros que conversaram com ele é que o caso deságüe num bate-boca no plenário do Supremo Tribunal.

Também não foi "resolvido", segundo um ministro, o problema da declaração de Cármen Lúcia, na intranet, de que o ministro Joaquim Barbosa daria um "salto social" por ficar em evidência como relator do caso da quadrilha do "mensalão". "Todos acham que foi um ato falho, que ela expôs um preconceito" disse um ministro.

Segundo outro ministro, Lewandowski tentou o apoio dos demais colegas para que o tribunal se posicionasse contra o jornal "O Globo", que publicou a foto com a troca de mensagens entre ele e Lúcia. "A gente o aconselhou a deixar isso para lá", relatou, rindo, um ministro.