Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Pois, vocês viram, né: o Brasil se tornou o país dos narcotraficantes, que fugindo da repressão existente na Colômbia, vem ao paraíso gozar de suas delícias.
O texto é da Redação do portal Terra. Voltamos para comentar.
O general colombiano Óscar Naranjo, responsável pela prisão de importantes traficantes daquele país, afirmou que fugitivos da Justiça da Colômbia estão escondidos no Brasil. Ele afirmou que a prisão de Juan Carlos Ramires Abadia em São Paulo indica que outros integrantes do tráfico também estão no País. A informação é do Fantástico.
Segundo Naranjo, os grandes traficantes não costumam estar desconectados de seus companheiros. "Presumimos que possam haver outros traficantes no País", disse.
Abadia foi preso no dia 7 de agosto pela Polícia Federal (PF) em um condomínio de luxo de São Paulo. O traficante foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa.
A prisão de Abadia no Brasil possibilitou que as autoridades colombianas fizessem diversas apreensões de dinheiro e bens do traficante naquele país. Escondidos em pelo menos quatro casas, a polícia encontrou o equivalente a R$ 140 milhões. Hotéis, prédios, shoppings, um minizoológico e até uma ilha também foram descobertos.
"É um traficante muito violento. Matava até os próprios amigos", conta o general.
É interessante notarmos que a repressão aos nacotraficantes na Colômbia é feita pelo Exército. No Haiti, vimos recentemente, a guerrilha urbana está sendo “domesticada”, por ninguém menos do que... o Exército brasileiro. Só no Brasil é que nossas autoridades são refratarias ao uso das Forças Armadas no combate tanto ao crime organizado quanto aos narcotraficantes. De certa forma, no caso do narcotráfico é até, vamos dizer, compreensível: eles são “sócios” com o PT e Lula, e a todas as esquerdas latinas, ao Foro São Paulo, clube que congrega o que existe de pior em criminalidade na América do Sul. Assim, sua proteção no Brasil é garantida. E tanto é verdadeiro, que o próprio serviço de inteligência da Colômbia já detectou isto.
E devemos destacar também a intensa colaboração do governo Lula à Chavez, principalmente no norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela, onde o espaço aéreo brasileiro é invadido sistematicamente por Hugo Chavez sem que o governo brasileiro recrimine e tente impedir esta invasão.
Portanto, quando alguns poucos como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e mais alguns resistentes, vivem denunciando que o governo Lula é sim uma organização criminosa instalada no poder, para tomar de assalto o Estado Brasileiro, ainda tem gente que vira a cara e faz pouco caso. A cada dia que passa, esta verdade vai se tornando mais e mais visível.
Neste fim de semana, os jornais se detiveram em comentar e noticiar a recente divulgação dos dados do censo realizado pelo IBGE que foi batizado pelo nome de PNAD. E o censo do IBGE demonstra duas coisas bem claras e que poucos parecem perceber: de um lado, se comemora a elevação da renda do trabalhador, a maior nos últimos dez anos. Isto não é crescimento, trata-se de recuperação de perdas. E ainda assim, a renda do trabalhador com toda esta propaganda, ainda é inferior a 1997, quando do primeiro mandato de Fernando Henrique.
E o segundo detalhe: os investimentos em saneamento básicos hoje são, com todo o excedente de arrecadação de impostos, sem crises internacionais, com economia estabilizada, menor do que os investimentos feitos por FHC. Lula se jacta de seu Bolsa Família, mas está visto que este chamado “programa social” na verdade é apenas uma carteira assistencialista e eleitoreira. Vale repetir: a pobreza brasileira reduziu-se a metade desde 1990. O período de maior redução se deu no período 1994/1996, quando da implantação do plano real., foram dois terços do total reduzido. Enquanto isso, o tal Bolsa Família chega com apenas um terço do total.
Já comentamos inúmeras vezes que o Bolsa Família, ainda quando se tratava de um rede de proteção social, e não tão extenso já que atendia a um universo de 6,0 milhões de famílias, impunha algumas ações de parte dos beneficiados, mais tarde abandonadas por Lula para que o programa atingisse o maior número de beneficiados possível. Assim tínhamos, por exemplo: obrigatoriedade de matrícula e freqüência mínima das crianças menores de 14 anos, obrigatoriedade de vacinação, obrigatoriedade para as mulheres gestantes de exames pré-natais, retirada e afastamento imediato dos filhos do trabalho infantil. Ou seja, a permanência nos programas se faziam por ações de parte dos beneficiados, e não apenas pela exigência de uma renda xis. Ora, o que vimos foi um aumento incrível de crianças em idade escolar freqüentando escolas, a redução da mortalidade infantil, a redução da desnutrição infantil, a redução do trabalho infantil. Isto são conquistas reais, provadas em estatísticas tanto internas quanto feitas por organismos internacionais como a OIT e a UNESCO. Além destas conquistas, os investimentos em saneamento e o crescimento da renda familiar completavam um quadro que, se não reduziu a pobreza por total, pelo menos minorou seus efeitos em larga escala.
A partir da unificação dos programas feitas por Lula e tudo sob uma única exigência, a renda, fomos perdendo velocidade nos efeitos, e tal verdade é inquestionável que, o trabalho infantil, por exemplo, desde 2005 vem crescendo sem parar, isto após ter passado dez anos em queda acentuada.
A partir de janeiro de 2008, jovens de 16 e 17 anos serão incluídos no bolsa família. São jovens eleitores, e que serão incluídos no programa justo em ano eleitoral. É preciso dizer mais? Isto nem Getúlio Vargas se aventurou a fazer no tempo de sua ditadura, nem tampouco os militares no período de 1964-1985. Havia, e ainda há, o salário –família, uma complementação de salário para os trabalhadores com filhos até 14 anos. E por que 14 anos? Porque se entendia que a partir desta idade o jovem já possa iniciar seus primeiros passos na atividade laboral, não mais fazendo sentido que seja totalmente sustentado pelos pais, tampouco pelo estado. Faz sentido ? Faz, sim. Muitos de nós começaram a trabalhar nesta idade de 14, 15 ou até 16 anos. Trabalhava-se e ainda todos freqüentavam as escolas, muitos se empenharam e se formaram e conquistaram sua independência econômica e não se sentiram alijados de sua cidadania. Até pelo contrário.
O que vemos hoje está longe de ser um programa social. Estamos criando uma dependência perigosa entre a camada mais pobre da população e o Estado. E o resultado já se faz sentir: no Espírito Santo, pequenos proprietários de lavouras de café já não conseguem empregar ninguém, por conta de que, como são obrigados a assinarem carteira de trabalho dos trabalhadores, estes estão se negando a trabalhar para não perderem o benefício do bolsa Família. O mesmo fenômeno está acontecendo nos estados do Nordeste. E claro: há redução no número de alunos matriculados nos níveis fundamental e médio de ensino, o trabalho infantil voltou a crescer, e a mortalidade infantil parou de cair, em razão de que uma parcela ainda numerosa de crianças enfrentam a desnutrição infantil.
O governo Lula que adora espelhar-se nos vizinhos, bem que poderia copiar o belo exemplo da Colômbia, ao invés daquilo que se pratica na Venezuela, na Bolívia e em Cuba, por exemplo. Qual a vantagem ? Enquanto a Venezuela, Bolívia e Cuba cada dia mais aumenta sua pobreza “estabilizada”, a tendência na Colômbia é reduzi-la acentuadamente. E sem nenhum ônus para a sociedade, a não ser o restabelecimento da paz social e do progresso.
Pois, vocês viram, né: o Brasil se tornou o país dos narcotraficantes, que fugindo da repressão existente na Colômbia, vem ao paraíso gozar de suas delícias.
O texto é da Redação do portal Terra. Voltamos para comentar.
O general colombiano Óscar Naranjo, responsável pela prisão de importantes traficantes daquele país, afirmou que fugitivos da Justiça da Colômbia estão escondidos no Brasil. Ele afirmou que a prisão de Juan Carlos Ramires Abadia em São Paulo indica que outros integrantes do tráfico também estão no País. A informação é do Fantástico.
Segundo Naranjo, os grandes traficantes não costumam estar desconectados de seus companheiros. "Presumimos que possam haver outros traficantes no País", disse.
Abadia foi preso no dia 7 de agosto pela Polícia Federal (PF) em um condomínio de luxo de São Paulo. O traficante foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa.
A prisão de Abadia no Brasil possibilitou que as autoridades colombianas fizessem diversas apreensões de dinheiro e bens do traficante naquele país. Escondidos em pelo menos quatro casas, a polícia encontrou o equivalente a R$ 140 milhões. Hotéis, prédios, shoppings, um minizoológico e até uma ilha também foram descobertos.
"É um traficante muito violento. Matava até os próprios amigos", conta o general.
É interessante notarmos que a repressão aos nacotraficantes na Colômbia é feita pelo Exército. No Haiti, vimos recentemente, a guerrilha urbana está sendo “domesticada”, por ninguém menos do que... o Exército brasileiro. Só no Brasil é que nossas autoridades são refratarias ao uso das Forças Armadas no combate tanto ao crime organizado quanto aos narcotraficantes. De certa forma, no caso do narcotráfico é até, vamos dizer, compreensível: eles são “sócios” com o PT e Lula, e a todas as esquerdas latinas, ao Foro São Paulo, clube que congrega o que existe de pior em criminalidade na América do Sul. Assim, sua proteção no Brasil é garantida. E tanto é verdadeiro, que o próprio serviço de inteligência da Colômbia já detectou isto.
E devemos destacar também a intensa colaboração do governo Lula à Chavez, principalmente no norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela, onde o espaço aéreo brasileiro é invadido sistematicamente por Hugo Chavez sem que o governo brasileiro recrimine e tente impedir esta invasão.
Portanto, quando alguns poucos como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e mais alguns resistentes, vivem denunciando que o governo Lula é sim uma organização criminosa instalada no poder, para tomar de assalto o Estado Brasileiro, ainda tem gente que vira a cara e faz pouco caso. A cada dia que passa, esta verdade vai se tornando mais e mais visível.
Neste fim de semana, os jornais se detiveram em comentar e noticiar a recente divulgação dos dados do censo realizado pelo IBGE que foi batizado pelo nome de PNAD. E o censo do IBGE demonstra duas coisas bem claras e que poucos parecem perceber: de um lado, se comemora a elevação da renda do trabalhador, a maior nos últimos dez anos. Isto não é crescimento, trata-se de recuperação de perdas. E ainda assim, a renda do trabalhador com toda esta propaganda, ainda é inferior a 1997, quando do primeiro mandato de Fernando Henrique.
E o segundo detalhe: os investimentos em saneamento básicos hoje são, com todo o excedente de arrecadação de impostos, sem crises internacionais, com economia estabilizada, menor do que os investimentos feitos por FHC. Lula se jacta de seu Bolsa Família, mas está visto que este chamado “programa social” na verdade é apenas uma carteira assistencialista e eleitoreira. Vale repetir: a pobreza brasileira reduziu-se a metade desde 1990. O período de maior redução se deu no período 1994/1996, quando da implantação do plano real., foram dois terços do total reduzido. Enquanto isso, o tal Bolsa Família chega com apenas um terço do total.
Já comentamos inúmeras vezes que o Bolsa Família, ainda quando se tratava de um rede de proteção social, e não tão extenso já que atendia a um universo de 6,0 milhões de famílias, impunha algumas ações de parte dos beneficiados, mais tarde abandonadas por Lula para que o programa atingisse o maior número de beneficiados possível. Assim tínhamos, por exemplo: obrigatoriedade de matrícula e freqüência mínima das crianças menores de 14 anos, obrigatoriedade de vacinação, obrigatoriedade para as mulheres gestantes de exames pré-natais, retirada e afastamento imediato dos filhos do trabalho infantil. Ou seja, a permanência nos programas se faziam por ações de parte dos beneficiados, e não apenas pela exigência de uma renda xis. Ora, o que vimos foi um aumento incrível de crianças em idade escolar freqüentando escolas, a redução da mortalidade infantil, a redução da desnutrição infantil, a redução do trabalho infantil. Isto são conquistas reais, provadas em estatísticas tanto internas quanto feitas por organismos internacionais como a OIT e a UNESCO. Além destas conquistas, os investimentos em saneamento e o crescimento da renda familiar completavam um quadro que, se não reduziu a pobreza por total, pelo menos minorou seus efeitos em larga escala.
A partir da unificação dos programas feitas por Lula e tudo sob uma única exigência, a renda, fomos perdendo velocidade nos efeitos, e tal verdade é inquestionável que, o trabalho infantil, por exemplo, desde 2005 vem crescendo sem parar, isto após ter passado dez anos em queda acentuada.
A partir de janeiro de 2008, jovens de 16 e 17 anos serão incluídos no bolsa família. São jovens eleitores, e que serão incluídos no programa justo em ano eleitoral. É preciso dizer mais? Isto nem Getúlio Vargas se aventurou a fazer no tempo de sua ditadura, nem tampouco os militares no período de 1964-1985. Havia, e ainda há, o salário –família, uma complementação de salário para os trabalhadores com filhos até 14 anos. E por que 14 anos? Porque se entendia que a partir desta idade o jovem já possa iniciar seus primeiros passos na atividade laboral, não mais fazendo sentido que seja totalmente sustentado pelos pais, tampouco pelo estado. Faz sentido ? Faz, sim. Muitos de nós começaram a trabalhar nesta idade de 14, 15 ou até 16 anos. Trabalhava-se e ainda todos freqüentavam as escolas, muitos se empenharam e se formaram e conquistaram sua independência econômica e não se sentiram alijados de sua cidadania. Até pelo contrário.
O que vemos hoje está longe de ser um programa social. Estamos criando uma dependência perigosa entre a camada mais pobre da população e o Estado. E o resultado já se faz sentir: no Espírito Santo, pequenos proprietários de lavouras de café já não conseguem empregar ninguém, por conta de que, como são obrigados a assinarem carteira de trabalho dos trabalhadores, estes estão se negando a trabalhar para não perderem o benefício do bolsa Família. O mesmo fenômeno está acontecendo nos estados do Nordeste. E claro: há redução no número de alunos matriculados nos níveis fundamental e médio de ensino, o trabalho infantil voltou a crescer, e a mortalidade infantil parou de cair, em razão de que uma parcela ainda numerosa de crianças enfrentam a desnutrição infantil.
O governo Lula que adora espelhar-se nos vizinhos, bem que poderia copiar o belo exemplo da Colômbia, ao invés daquilo que se pratica na Venezuela, na Bolívia e em Cuba, por exemplo. Qual a vantagem ? Enquanto a Venezuela, Bolívia e Cuba cada dia mais aumenta sua pobreza “estabilizada”, a tendência na Colômbia é reduzi-la acentuadamente. E sem nenhum ônus para a sociedade, a não ser o restabelecimento da paz social e do progresso.