Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Começo pela grande mentira das privatizações: todas, absolutamente todas foram absolutamente legais, lei esta por sinal, votada no Congresso Nacional. Se ao menos uma leve suspeita pudesse haver quanto a lisura do processo, acreditem, nem Lula nem muito menos o PT teriam ficado quietos todo este tempo. E por que incrível que pareça, Lula não tem o menor interesse que investigar ou de apurar. Como ele sabe que as privatizações foram legais, o melhor é deixar a suspeita no ar, politicamente isto lhe rende muitos votos. Investigar representaria conceder lisura a um processo que mais vale a pena deixar quieto.
Há no momento, uma ação cretina desencadeada pela CUT, MST e UNE, e sob as bênçãos, pasmem, da CNBB, tentando convocar um plebiscito na “marra” em favor da reestatização da Vale. O que estes valentes “patriotas, contudo, se esquecem de dizer é que, a Vale do Rio Doce, JAMAIS deixou de ser brasileira. E que aquelas ações vendidas em 1997, representavam apenas 42% do total das ações da Vale. E quem as comprou ? Ora, quem comprou estes 42,0% foi o Fundo de Pensão do Banco do Brasil, o BNDES, todos estatais portanto, e mais ainda o Bradesco, a trading japonesa Mitsui, e mais 500 mil brasileiros através do uso do FGTS. Um detalhe: do total vendido, dois terços ficaram em poder do Fundo de Pensão do Banco do Brasil e do BNDES. Não é uma maravilha: esta foi a privatização mais estatizante que já se assistiu no mundo todo.
Mas vê se os abelhudos colocam isto em seu discurso imbecil ? Nada, o bom é flertar com a cretinice da suspeita, considerando-se que o país é composto de 90% de pessoas sem nenhuma informação. E praticamente, 100% de memória curta.
Mas a história não fica circunscrita a estes PEQUENOS detalhes. Há muito mais. A turma do barulho, a legião de bandoleiros que formam o exército vermelho na pátria verde-amarela, só pede aquilo que sabidamente o povo não o benefício direto. Querem um claro exemplo da cretinice desta turma ? Por que, por exemplo, eles não reclamam a reestatização da telefonia ? Claro, compreende-se que fiquem quietos. Na telefonia o povo sentiu a diferença, para melhor, logicamente. Então o silêncio aqui é proposital. Outro exemplo: a EMBRAER. Ao tempo em que a empresa era estatal, escapou da falência por pouco. Privatizada, tornou-se uma das maiores do mundo. Mas disto, a turma do barulho e da ignorância não fala. E o que dizer da metalurgia e da petroquímica ?
Olha, enquanto no Brasil vigorar esta estupidez colossal da desinformação, e, principalmente, da má fé com que se tratam assuntos sérios, a tendência é andar para trás mais e mais.
Faz alguns lançamos uma pergunta que tornamos a apresentar: a quem interessa retirar a Vale do caminho ? E mais: quem a privatização está incomodando, a concorrência, ou aos companheiros que tomaram o Estado de assalto e espalharam seu atraso e ineficiência, e que vêem na Vale a oportunidade para milhares de bocas ricas ?
Durante a campanha eleitoral, Lula certa vez questionou onde o dinheiro das privatizações foi aplicado ? Pois então, Lula está sentado na prosperidade que o dinheiro das privatizações compraram. Ele e o país inteiro. Pra começo de conversa, a União assumiu TODAS as dívidas dos estados e municípios, já que em cada unidade da federação havia um banco estatal a emitir títulos de dívida pública sem nenhum limite ou responsabilidade, fazendo das contas públicas um verdadeiro inferno dado o caos e seu total descontrole. Ora, o descontrole fiscal era uma das muitas razões para a maldade da inflação que corroia os salários e aumentava a distância entre pobres e ricos.
O Plano Real, que acabou com inflação, acabou com a bagunça do endividamento desenfreado. Quando Lula assumiu o governo, encontrou um país com equilíbrio fiscal ordenado, sem inflação e a dívida interna sob controle, considerando-se o PIB anual do país. E, como contrapeso, a dívida externa aquela para a qual o hoje aliado Sarney irresponsavelmente decretou moratória e levou o país à ruína, também sofreu um processo de reescalonamento. Fruto da estabilidade econômica, Lula hoje navega em céu de brigadeiro. E é por isso que ele prefere ficar quieto atocar no tabu das privatizações. Daria um atestado ao governo FHC que Lula nem de longe quer conceder. Prefere, desta maneira, manter a suspeita no ar. Isso só basta para manter o caldeirão da mistificação ardendo por mais tempo.
Claro que ele e seu partido, bem como os asseclas militantes do MST, CUT e UNE acabam tirando vantagem política da má fé que espalham. Seu veneno asqueroso e repugnante, porém, quando confrontado com a verdade, se desfaz. No caso das privatizações, o veneno que incutiram na opinião pública ainda vai render alguns bônus políticos por algum tempo. E pela simples razão de que a aposta é centrada na desinformação que vigora no país.
No post seguinte, segue artigo de Eduardo Graeff, na Folha desta terça-feira, contando um pouco desta mistificação esquizofrênica que se criou em torno da Cia Vale do Rio Doce. E se alguém ainda tem dúvidas, basta pesquisar nos jornais do final da década de 80 e a primeira metade da década de 90 para saberem o que eram estas empresa estatizadas, e o grande mal que faziam ao país enquanto estatais. Quem viveu e tem boa memória há de recordar que além da inflação, provocaram atrasos e dívidas. Hoje, nas mãos de quem tem competência e responsabilidade social, fazem o motivo de justo orgulho em se alinharem às maiores companhias do mundo, atraindo investimentos, gerando emprego, renda e riquezas como jamais o tinham conseguido nas mãos do Estado. Assim, fica a pergunta: a quem interessa a reestatização da Vale? Só duas correntes sairiam no lucro: os concorrentes da própria Vale porque veriam a empresa murchar, perder qualidade e eficiência, e em conseqüência mercado, com sua rentabilidade indo prô espaço. E de outro lado, os bravos companheiros: seriam milhares de bocas ricas a saciar sua ganância de dinheiro alheio sem o menor esforço.
Começo pela grande mentira das privatizações: todas, absolutamente todas foram absolutamente legais, lei esta por sinal, votada no Congresso Nacional. Se ao menos uma leve suspeita pudesse haver quanto a lisura do processo, acreditem, nem Lula nem muito menos o PT teriam ficado quietos todo este tempo. E por que incrível que pareça, Lula não tem o menor interesse que investigar ou de apurar. Como ele sabe que as privatizações foram legais, o melhor é deixar a suspeita no ar, politicamente isto lhe rende muitos votos. Investigar representaria conceder lisura a um processo que mais vale a pena deixar quieto.
Há no momento, uma ação cretina desencadeada pela CUT, MST e UNE, e sob as bênçãos, pasmem, da CNBB, tentando convocar um plebiscito na “marra” em favor da reestatização da Vale. O que estes valentes “patriotas, contudo, se esquecem de dizer é que, a Vale do Rio Doce, JAMAIS deixou de ser brasileira. E que aquelas ações vendidas em 1997, representavam apenas 42% do total das ações da Vale. E quem as comprou ? Ora, quem comprou estes 42,0% foi o Fundo de Pensão do Banco do Brasil, o BNDES, todos estatais portanto, e mais ainda o Bradesco, a trading japonesa Mitsui, e mais 500 mil brasileiros através do uso do FGTS. Um detalhe: do total vendido, dois terços ficaram em poder do Fundo de Pensão do Banco do Brasil e do BNDES. Não é uma maravilha: esta foi a privatização mais estatizante que já se assistiu no mundo todo.
Mas vê se os abelhudos colocam isto em seu discurso imbecil ? Nada, o bom é flertar com a cretinice da suspeita, considerando-se que o país é composto de 90% de pessoas sem nenhuma informação. E praticamente, 100% de memória curta.
Mas a história não fica circunscrita a estes PEQUENOS detalhes. Há muito mais. A turma do barulho, a legião de bandoleiros que formam o exército vermelho na pátria verde-amarela, só pede aquilo que sabidamente o povo não o benefício direto. Querem um claro exemplo da cretinice desta turma ? Por que, por exemplo, eles não reclamam a reestatização da telefonia ? Claro, compreende-se que fiquem quietos. Na telefonia o povo sentiu a diferença, para melhor, logicamente. Então o silêncio aqui é proposital. Outro exemplo: a EMBRAER. Ao tempo em que a empresa era estatal, escapou da falência por pouco. Privatizada, tornou-se uma das maiores do mundo. Mas disto, a turma do barulho e da ignorância não fala. E o que dizer da metalurgia e da petroquímica ?
Olha, enquanto no Brasil vigorar esta estupidez colossal da desinformação, e, principalmente, da má fé com que se tratam assuntos sérios, a tendência é andar para trás mais e mais.
Faz alguns lançamos uma pergunta que tornamos a apresentar: a quem interessa retirar a Vale do caminho ? E mais: quem a privatização está incomodando, a concorrência, ou aos companheiros que tomaram o Estado de assalto e espalharam seu atraso e ineficiência, e que vêem na Vale a oportunidade para milhares de bocas ricas ?
Durante a campanha eleitoral, Lula certa vez questionou onde o dinheiro das privatizações foi aplicado ? Pois então, Lula está sentado na prosperidade que o dinheiro das privatizações compraram. Ele e o país inteiro. Pra começo de conversa, a União assumiu TODAS as dívidas dos estados e municípios, já que em cada unidade da federação havia um banco estatal a emitir títulos de dívida pública sem nenhum limite ou responsabilidade, fazendo das contas públicas um verdadeiro inferno dado o caos e seu total descontrole. Ora, o descontrole fiscal era uma das muitas razões para a maldade da inflação que corroia os salários e aumentava a distância entre pobres e ricos.
O Plano Real, que acabou com inflação, acabou com a bagunça do endividamento desenfreado. Quando Lula assumiu o governo, encontrou um país com equilíbrio fiscal ordenado, sem inflação e a dívida interna sob controle, considerando-se o PIB anual do país. E, como contrapeso, a dívida externa aquela para a qual o hoje aliado Sarney irresponsavelmente decretou moratória e levou o país à ruína, também sofreu um processo de reescalonamento. Fruto da estabilidade econômica, Lula hoje navega em céu de brigadeiro. E é por isso que ele prefere ficar quieto atocar no tabu das privatizações. Daria um atestado ao governo FHC que Lula nem de longe quer conceder. Prefere, desta maneira, manter a suspeita no ar. Isso só basta para manter o caldeirão da mistificação ardendo por mais tempo.
Claro que ele e seu partido, bem como os asseclas militantes do MST, CUT e UNE acabam tirando vantagem política da má fé que espalham. Seu veneno asqueroso e repugnante, porém, quando confrontado com a verdade, se desfaz. No caso das privatizações, o veneno que incutiram na opinião pública ainda vai render alguns bônus políticos por algum tempo. E pela simples razão de que a aposta é centrada na desinformação que vigora no país.
No post seguinte, segue artigo de Eduardo Graeff, na Folha desta terça-feira, contando um pouco desta mistificação esquizofrênica que se criou em torno da Cia Vale do Rio Doce. E se alguém ainda tem dúvidas, basta pesquisar nos jornais do final da década de 80 e a primeira metade da década de 90 para saberem o que eram estas empresa estatizadas, e o grande mal que faziam ao país enquanto estatais. Quem viveu e tem boa memória há de recordar que além da inflação, provocaram atrasos e dívidas. Hoje, nas mãos de quem tem competência e responsabilidade social, fazem o motivo de justo orgulho em se alinharem às maiores companhias do mundo, atraindo investimentos, gerando emprego, renda e riquezas como jamais o tinham conseguido nas mãos do Estado. Assim, fica a pergunta: a quem interessa a reestatização da Vale? Só duas correntes sairiam no lucro: os concorrentes da própria Vale porque veriam a empresa murchar, perder qualidade e eficiência, e em conseqüência mercado, com sua rentabilidade indo prô espaço. E de outro lado, os bravos companheiros: seriam milhares de bocas ricas a saciar sua ganância de dinheiro alheio sem o menor esforço.